sexta-feira, 29 de julho de 2016

Projeto Raros exibe O Intruso de Roger Corman




Na sexta-feira, 5 de agosto, às 20h, o Projeto Raros exibe o filme O Intruso (The Intruder, 1962, 85 minutos), dirigido por Roger Corman. Após a sessão, acontece um debate com o pesquisador Marcelo Severo, que ministra o curso Roger Corman: o homem dos 400 filmes na Cinemateca Capitólio, nos dias 13 e 14 de agosto. Com projeção digital e legenda em português, a sessão tem entrada franca.

A história retrata as maquinações de um racista chamado Adam Cramer, interpretado por William Shatner em um dos primeiros papeis de destaque no cinema, que chega na pequena cidade fictícia do sul de Caxton, a fim de incitar a violência racial de moradores contra a minoria negra da cidade.

Baseado em um romance de Charles Beaumont e realizado durante um período turbulento do combate ao racismo nos Estados Unidos, O Intruso foi um dos poucos filmes que fez o cineasta Roger Corman perder dinheiro. Acusado de comunista pelo conteúdo da obra, Corman alegou que a performance de Shatner fez o filme fracassar na bilheteria. Relançado com outros títulos algumas vezes, O Intruso é a produção favorita do próprio diretor.


Marcelo Severo é formado em Letras pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Pesquisador de cinema; escreve sobre filmes, quadrinhos e rock’n’roll desde os anos 1990. Ministra cursos e oficinas no "Fantaspoa", sempre relacionados à ficção científica, ao horror e ao cinema fantástico em geral. Mais informações sobre o curso Roger Corman: o homem dos 400 filmes em http://cinemacineum.blogspot.com.br/2016/07/roger-corman.html 

PROJETO RAROS
O Intruso
The Intruder, 1962, 80 minutos
Direção: Roger Corman
Elenco: William Shatner, Frank Maxwell, Beverly Lunsford, Robert Emhardt ,  Verne Shipman
Exibição digital com legenda em português

segunda-feira, 25 de julho de 2016

Mostre a Língua, Moça de Axelle Ropert em exibição



A partir de 26 de julho, a Sala P. F. Gastal da Usina do Gasômetro (3º andar) exibe o segundo longa-metragem de Axelle Ropert, uma das mais instigantes realizadoras francesas da atualidade, Mostre a Língua, Moça (2013).  Realização da Coordenação de Cinema, Vídeo e Fotografia de Porto Alegre em parceria com a Embaixada da França, a Cinemateca da Embaixada da França no Brasil e o Institut Français. O valor do ingresso é R$ 4,00.


AXELLE ROPERT

Axelle Ropert começou sua carreira como crítica de cinema e co-editora-chefe da revista La lettre du cinéma, e também escreveu para a revista Les Inrockuptibles. É a roteirista dos três filmes de Serge Bozon, L’Amitié, (1998), Mods (2003), no qual desempenha um papel, e La France (2007). Também apareceu nos filmes de Pierre Léon (Le dieu Mozart), de Judith Cahen (La révolution sexuelle n’a pas eu lieu) e de Benjamin Esdraffo (Le cou de Clarisse). Em 2005, Axelle Ropert apresentou seu média-metragem Etoile violette na Quinzena dos Diretores em Cannes. Em 2009, ela voltou com o seu primeiro longa-metragem, A Família Wolberg. Lançou o segundo longa, Mostre a Língua, Moça, em 2013. Seu novo filme, La prunelle de mes yeux, foi selecionado para a mostra principal do Festival de Locarno deste ano.



MOSTRE A LÍNGUA, MOÇA

Tirez La Langue, Mademoiselle
(França 2013). De Axelle Ropert. Com Cédric Kahn, Louise Bourgoin, Serze Bozon. Drama em cores/100’.

Os irmãos Boris e Dimitri são médicos no 13º distrito de Paris. Eles sempre trabalham juntos e se dedicam integralmente aos seus pacientes. Um dia, eles começam a cuidar de uma criança com diabetes criada por sua mãe solteira, Judith. Boris e Dimitri se apaixonam perdidamente pela moça, o que irá desestabilizar o forte laço entre eles. Exibição digital com legenda em português.


GRADE DE HORÁRIOS

26 de julho (terça)
15h – Ralé
16h30 – Teobaldo Morto, Romeu Exilado
19h – A Família Wolberg

27 de julho (quarta)
15h – Ralé
16h30 – Teobaldo Morto, Romeu Exilado
19h – Sessão Fechada

28 de julho (quinta)
15h – Ralé
16h30 – Teobaldo Morto, Romeu Exilado
20h – Mostre a Língua, Moça

29 de julho (sexta)
15h – Ralé
16h30 – Teobaldo Morto, Romeu Exilado
20h – Sessão especial de pré-estreia de Fome

30 de julho (sábado)
15h – Ralé
16h30 – Teobaldo Morto, Romeu Exilado
19h – Mostre a Língua, Moça

31 de julho (domingo)
15h – Ralé
16h30 – Teobaldo Morto, Romeu Exilado
19h – Mostre a Língua, Moça


2 de agosto (terça)
15h – Mostre a Língua, Moça
17h – Ensina-me a Viver
19h – Corrida Sem Fim

3 de agosto (quarta)
15h – Mostre a Língua, Moça
17h – O Chefão do Gueto
19h – Amargo Regresso

4 de agosto (quinta)
15h – Mostre a Língua, Moça
17h – A Vingança de um Pistoleiro
19h – Nasce um Monstro

5 de agosto (sexta)
15h – Mostre a Língua, Moça
17h – Esta Terra é Minha
20h – Projeto Raros – O Intruso, de Roger Corman

6 de agosto (sábado)
15h – Mostre a Língua, Moça
17h – Disparo Para Matar
19h – Foi Deus Quem Mandou

7 de agosto (domingo)
15h – Mostre a Língua, Moça
17h – A Última Missão
19h – Galo de Briga

9 de agosto (terça)
15h – Mostre a Língua Moça
17h – Guerrilheiros do Pacífico
19h – Muito Além do Jardim

10 de agosto (quarta)
15h – Mostre a Língua Moça
17h – Q – A Serpente Alada

19h – Esta Terra é Minha




domingo, 24 de julho de 2016

Cristiano Burlan e Jean-Claude Bernardet participam da pré-estreia de Fome




Na sexta-feira, 29 de julho, às 20h, a Sala P. F. Gastal da Usina do Gasômetro (3º andar) promove a pré-estreia de Fome (2015, 90 minutos), novo filme de Cristiano Burlan, um dos destaques do Festival de Brasília de 2015. Após a sessão, acontece um debate com o diretor e os atores Jean-Claude Bernardet Henrique Zanoni, também produtor da obra. Entrada franca.

FOME, novo filme de Cristiano Burlan, estreia dia 4 de agosto, com distribuição da Vitrine Filmes, o filme se passa na cidade de São Paulo, é protagonizado por Jean-Claude Bernardet e tem foco em elementos invisíveis da cidade, trabalhando elementos realistas, através de uma cuidadosa fotografia em preto e branco.

Sobre o filme:

Nas veredas da metrópole paulistana, um velho homem (Jean-Claude Bernardet) abandona o passado e deambula na invisibilidade. Carrega consigo apenas um carrinho, alguns trapos e a velhice. Depois que se viu a morte é possível morrer de amor por alguém?

A atmosfera do filme é sombria e cinzenta, como a vida nas grandes metrópoles. Acompanha-se a rotina de um morador de rua – um professor de cinema aposentado e que por opção resolveu abandonar tudo – e os encontros que vai tendo pela cidade.

Uma aluna, à partir de um trabalho sugerido por seu professor, busca moradores para entrevistá-los sobre a vida nessas condições. Ela acaba encontrando esse professor-mendigo e desenvolve uma relação com ele. Outro encontro se dá com um ex-aluno, e ambos são forçados a rever suas vidas. Nesse caos violento, surge uma oportunidade para o amor.

Misturando as linguagens documentais e ficcionais, FOME faz uma reflexão sobre as vias, sentidos e violências que nos atravessam na grande metrópole. Partindo desse universo localizado no limite da sociedade – a vida nua e crua dos moradores de rua – o filme propõe uma caminhada pelos labirintos e precipícios da própria vida.

A fome, em seu sentido mais amplo, mas também o amor, no seu sentido mais profundo, são colocados em questão e problematizados nessa longa-metragem de Cristiano Burlan.


FICHA TÉCNICA

DIREÇAO: Cristiano Burlan
ELENCO: Jean-Claude Bernardet, Ana Carolina Marinho, Henrique Zanoni, Juão Nin,
Gustavo Canovas, Adriana Guerra, Rodrigo Sanches e Francis Vogner
PRODUÇÃO: Henrique Zanoni, Cristiano Burlan
ROTEIRO: Cristiano Burlan, Henrique Zanoni
PRODUÇÃO EXECUTIVA: Simone Paz
DURAÇÃO: 90 minutos
CLASSIFICAÇÃO: 10 anos
DITRIBUIÇÃO: Vitrine Filmes

Sobre Cristiano Burlan

Cristiano Burlan nasceu em Porto Alegre em 1975. É diretor de cinema e teatro. Na década de noventa morou em Barcelona, onde dirigiu o grupo de cinema experimental Super-8. Em São Paulo, esteve à frente do grupo de teatro A Fúria. Tendo em sua filmografia mais de 15 filmes, entre ficções e documentários. É professor na Academia Internacional de Cinema – AIC, na Escola Superior de Artes Célia Helena e na Universidade do Estado do Amazonas. A maior parte de sua filmografia participou de importantes festivais. Seu documentário mais recente, “Mataram meu irmão”, foi o grande vencedor do É Tudo Verdade 2013, do 40º Festival SESC de Melhores Filmes e do Prêmio do Governador do Estado de São Paulo. Em 2015 lançou o filme “Hamlet” nos cinemas. Sua última ficção “Fome” angariou prêmios em diversos festivais, dentre eles o de Melhor Som e Prêmio especial do Júri pela atuação de Jean-Claude Bernardet no Festival de Brasília. Atualmente, lança seu novo filme, “Em busca de Borges” e realiza a pré-produção de seu novo documentário, Elegia de um Crime, o qual encerra a sua “Trilogia do Luto”.

Sobre Jean-Claude Bernardet

Um dos mais importantes pensadores de cinema do Brasil, Jean-Claude Bernardet é Professor emérito da ECA/USP e ex-professor da UnB. Autor de ensaios sobre cinema: Brasil em tempo de cinema, Cinema Brasileiro: propostas para uma história, Cineastas e Imagens do Povo, Caminhos de Kiarostami. Autor dos romances: Aquele rapaz (1990), Os Histéricos (em col com Teixeira Coelho 1993), A doença uma experiência (1996). No cinema é co-autor dos roteiros: O caso dos Irmãos Naves (Luiz Sergio Person 1968), Um céu de estrelas (Tata Amaral 1995), Através da janela (Tata Amaral  2000) Hoje (Tata Amaral  2011), Periscópio (Kiko Goifman  2012) e diretor dos filmes São Paulo Sinfonia e Cacofonia (1995), Sobre anos 60 (1999). Como ator, trabalhou entre outros: Ladrões de Cinema (Cony  Campos 1977), P.S. Post-scriptum (Romain Lesage 1978), Disaster Movie (Wilson Barros 1985), A cor dos pássaros (Herbert Brödl 1988), Filmefobia (Kiko Goifman 2008), Periscópio (Kiko Goifman 2012), Plano B (Getsemani e Santiago 2012), O homem das multidões (Marcelo Gomes e Cao Guimarães 2013) A navalha do avô (Pedro Jorge 2013), Amador (Cristiano Burlan 2014) Pingo d’Agua  (Taciano Valério 2014), Hamlet (Cristiano Burlan 2014), Compêndio (Eugenio Puppo e Ricardo Carioba 2014), Agreste (Delani Lima 2014), Super Oldboy (Eliane Coster 2014, em prod), ABCdário (Taciano Valerio 2014 em prod), Fome (Cristiano Burlan 2015), Em 97 era assim (Zeca Britto 2015 em prod), No vazio da noite (Cristiano Burlan, em prod), 9 passos para destruir Bernardet (Cláudia Priscila & Pedro Marques em prod), Música perfeita para o Suicídio (da Cia dos Infames Participação especial na peça, 2016).

sábado, 23 de julho de 2016

Teobaldo Morto, Romeu Exilado e Ralé em cartaz



Ralé, novo filme de Helena Ignez, segue em exibição na sessão das 15h. Teobaldo Morto, Romeu Exilado, de Rodrigo de  Oliveira, entra em cartaz na sessão das 16h30. O valor do ingressos é R$ 8,00.


TEOBALDO MORTO, ROMEU EXILADO

(Brasil, 2014, 118 minutos)
De Rodrigo de Oliveira
Elenco: Alexandre Cioletti, Rômulo Braga, Erik Martincues


Após ser dispensado pela esposa grávida, o músico João (Alexandre Cioletti) decide se isolar no meio do mato. Após três meses afastado, ele conclui que está pronto para voltar e acompanhar o nascimento do filho, mas é surpreendido pela aparição de Max (Rômulo Braga), antigo melhor amigo que ele pensava estar morto. Exibição em blu-ray.

RALÉ

(Brasil, 2015, 72 minutos)
De Helena Ignez
Elenco: Simone Spoladore, Djin Sganzerla, Ney Matogrosso, José Celso Martinez Correa

Um filme dentro de um filme. Jovens diretores, adolescentes prodígios, estão filmando A exibicionista em uma fazenda numa região paradisíaca. Barão, personagem de Ney Matogrosso, vive nessa fazenda, onde irá celebrar seu casamento com o dançarino Marcelo. O filme investiga poeticamente a alma brasileira, colocando a Amazônia como epicentro do mundo, refletindo a respeito de questões existenciais, legitimando o direito à liberdade e à individualidade sexual. Filme filosófico e musical, livremente inspirado na peça teatral Ralé, de Maxim Gorki.​

GRADE DE HORÁRIOS
26 a 31 de julho de 2016

26 de julho (terça)
15h – Ralé
16h30 – Teobaldo Morto, Romeu Exilado
19h – A Família Wolberg

27 de julho (quarta)
15h – Ralé
16h30 – Teobaldo Morto, Romeu Exilado
19h – Sessão Fechada

28 de julho (quinta)
15h – Ralé
16h30 – Teobaldo Morto, Romeu Exilado
20h – Mostre a Língua, Moça

29 de julho (sexta)
15h – Ralé
16h30 – Teobaldo Morto, Romeu Exilado
20h – Sessão especial de pré-estreia de Fome

30 de julho (sábado)
15h – Ralé
16h30 – Teobaldo Morto, Romeu Exilado
19h – A Família Wolberg

31 de julho (domingo)
15h – Ralé
16h30 – Teobaldo Morto, Romeu Exilado
19h – Mostre a Língua, Moça
  

segunda-feira, 18 de julho de 2016

Amores de João Bénard da Costa em exibição



Entre os dias 19 e 24 de julho, a Sala P. F. Gastal da Usina do Gasômetro (3º andar) exibe dois dos filmes mais admirados pelo crítico e programador João Bénard da Costa: O Fantasma Apaixonado, de Joseph L. Mankiewicz, e Johnny Guitar, de Nicholas Ray. Com exibição em HD, as sessões são realizadas em parceria com a distribuidora MPLC. Ingresso: R$ 4,00.

O português é tema do longa-metragem João Bénard da Costa: Outros Amarão as Coisas Que Eu Amei, dirigido por Manuel Mozos, que ganha exibição na Sessão Plataforma nos dias 19 (20h) e 23 de julho (17h). Ingresso: R$ 4,00.

Uma edição especial do Projeto Raros completa a homenagem na sexta-feira, 22 de julho, às 20h, com a exibição de O Território (The Territory, 1981, 110 minutos), filme de Raoul Ruiz, que conta com a atuação de João Bénard da Costa, presença constante no cinema do realizador chileno. Entrada franca. Em breve a informação completa do Projeto Raros.

Ralé, filme de Helena Ignez, segue em exibição na sessão das 15h.

GRADE DE PROGRAMAÇÃO

O Fantasma Apaixonado
(The Ghost and Mrs. Muir, 1947, Estados Unidos, 104 minutos)
Direção: Joseph L. Mankiewicz   Johnny Guitar

Decidida a reconstruir a vida para si e para sua filha, Lucy Muir (Gene Tierney), uma jovem viúva, muda-se para um chalé na costa inglesa. Logo ela descobre que sua nova residência é assombrada pelo fantasma de seu antigo proprietário, um capitão da marinha (Rex Harrison). Exibição em HD.

Johnny Guitar
(1954, Estados Unidos, 110 minutos)
Direção: Nicholas Ray

Vienna é a dona de saloon na fronteira do Arizona, e é constantemente ameaçada pelos rancheiros que querem sua propriedade por causa da passagem da ferrovia pela área. Dancin'Kid e o seu grupo são acusados de matar num assalto a uma diligência um dos rancheiros, irmão de Emma. Vienna chama seu ex-amante, o pistoleiro Johnny Guitar, que já não via há cinco anos, para ajudá-la a manter os rancheiros afastados.Exibição em HD.

GRADE DE HORÁRIOS
19 a 24 de julho de 2016

19 de julho (terça)
15h – Ralé
17h – O Fantasma Apaixonado
20h – Sessão Plataforma (João Bénard da Costa – Outros Amarão as Coisas Que Eu Amei, de Manuel Mozos)

20 de julho (quarta)
15h – Ralé
17h – Johnny Guitar
19h – O Fantasma Apaixonado

21 de julho (quinta)
15h – Ralé
17h – O Fantasma Apaixonado
19h – Johnny Guitar

22 de julho (sexta)
15h – Ralé
17h – Johnny Guitar
20h – Projeto Raros (O Território, de Raoul Ruiz)

23 de julho (sábado)
10h30 - Academia das Musas (Cinema Soviético)
15h – Ralé
17h – Reprise Sessão Plataforma (João Bénard da Costa – Outros Amarão as Coisas Que Eu Amei, de Manuel Mozos)
19h – A Garota do 14 de Julho

24 de julho (domingo)
15h – Ralé
17h – O Fantasma Apaixonado

19h – Johnny Guitar

domingo, 17 de julho de 2016

Sessão Plataforma exibe João Bénard da Costa - Outros Amarão as Coisas Que Eu Amei





Na terça feira, 19 de julho, às 20h, acontece a 23ª edição da Sessão Plataforma na Sala P. F. Gastal da Usina do Gasômetro (3º andar). A exibição de João Bénard da Costa – Outros Amarão as Coisas Que Eu Amei, do diretor português Manuel Mozos, marca o início do quarto ano de atividades do projeto que exibe em Porto Alegre filmes sem distribuição comercial no Brasil. Após a sessão de terça-feira, acontece uma celebração com um brinde de cerveja artesanal da Cervejaria Bodoque. Reprise única no sábado, às 17h. Exibição digital em alta definição. O valor do ingresso é R$ 4,00.  

 
JOÃO BÉNARD DA COSTA – OUTROS AMARÃO AS COISAS QUE EU AMEI




Uma homenagem ao cinema a pretexto da extraordinária vida de João Bénard da Costa, diretor da cinemateca portuguesa durante 18 anos mas também ator, cinéfilo, escritor inspirado e leitor criativo. Esta é uma inusual biografia que conta a vida do homem através dos seus amores, medos e contemplações, impressas na arte da pintura, do cinema e literatura. Da pintura barroca à literatura de Borges, OUTROS AMARÃO AS COISAS QUE EU AMEI é o amado diário de um homem universal.


Manuel Mozos terminou o curso de Cinema em 1984 e trabalhou como montador, roteirista e assistente de direção com vários realizadores portugueses. Como diretor, seu primeiro filme foi "Um passo, outro passo e depois" (1989) e desde então, realizou mais de vinte filmes, entre ficção e documentário, curtas e longas-metragens. JOÃO BÉNARD DA COSTA - OUTROS AMARÃO AS COISAS QUE EU AMEI é seu mais recente longa-metragem, tendo sido exibido em importantes festivais como Rotterdam, Viennale, DocLisboa, FidMarseille, BAFICI, Hamburg, etc.


Sessão Plataforma é uma sessão de cinema, realizada desde agosto de 2013 na cidade de Porto Alegre (RS), que exibe filmes recentes e inéditos na cidade, de qualquer nacionalidade, duração e bitola, sem distribuição garantida no Brasil.


Serviço:JOÃO BÉNARD DA COSTA - OUTROS AMARÃO AS COISAS QUE EU AMEI dir: Manuel Mozos, 75min, POR, 2014.Sessão 19 de julho (terça) - 20hÚnica reprise 23 de julho (sábado) - 17hLocal: Sala P. F. Gastal Ingresso: R$ 4,00Projeção digitalRealização: Tokyo Filmes em parceria com a Coordenação de Cinema e Video da Prefeitura de Porto Alegre.

sexta-feira, 15 de julho de 2016

O Território de Raoul Ruiz no Projeto Raros



Nesta sexta-feira, 22 de julho, às 20h, o Projeto Raros exibe O Território (1981, 102 minutos), um dos grandes filmes de Raoul Ruiz, na Sala P. F. Gastal da Usina do Gasômetro. Com projeção digital e legenda em português, a sessão tem entrada franca.

No filme, jovens turistas americanos e franceses decidem fazer um passeio na floresta com seus filhos. Quando o guia abandona o grupo, eles encontram-se perdidos no "território", uma área que resiste à compreensão humana. Não é o mapa que não corresponde ao território; mas o território que recusa a lógica do mapa. As semanas se sucedem e o grupo fica cada vez mais fatigado, faminto e desesperado.

A ideia de O Território nasce quando Roger Corman oferece a Ruiz a possibilidade de filmar uma história baseada no caso da equipe uruguaia de rúgbi que sofreu um acidente aéreo nos Andes e precisou recorrer ao canibalismo para sobreviver. Sem o dinheiro de Corman, Ruiz optou por trabalhar o tabu do canibalismo dentro de um microcosmo da sociedade, a partir de uma trama buñueliana com turistas perdidos na Serra de Sintra, em Portugal.  


Raoul Ruiz foi um dos principais nomes do Novo Cinema Chileno dos anos 1960, país do qual precisou fugir após o Golpe de Estado em 1973. Radicado na Europa, compôs especialmente entre França e Portugal uma filmografia ímpar com mais de 100 títulos, com destaque para A Hipótese do Quadro Roubado (1978), As Três Coroas do Marinheiro (1983), A Vila dos Piratas (1983), além de O Tempo Redescoberto (1998), abusada adaptação da obra de Marcel Proust. Considerado pelo crítico Inácio Araújo como “um herdeiro direto de Orson Welles e Jorge Luis Borges, na medida em que aceita o mundo como constituído por aparências, a partir das quais compõe seus labirintos”, Ruiz faz de seu cinema uma investigação constante sobre a natureza das imagens.

PROJETO RAROS
22/07/16
O TERRITÓRIO
(The Territory, 1981, 102 minutos)
Direção: Raoul Ruiz
Elenco: Isabelle Weingarten, Rebecca Pauly, Geoffrey Carey, Jeffrey Kime, Paul Getty Jr., Shila Turna, Artur Semedo, Camila Mora, Ethan Stone, José Nascimento, João Bénard da Costa, Rita Nascimento

GRADE DE HORÁRIOS
19 a 24 de julho de 2016

19 de julho (terça)
15h – Ralé
17h – O Fantasma Apaixonado
20h – Sessão Plataforma (João Bénard da Costa – Outros Amarão as Coisas Que Eu Amei, de Manuel Mozos)

20 de julho (quarta)
15h – Ralé
17h – Johnny Guitar
19h – O Fantasma Apaixonado

21 de julho (quinta)
15h – Ralé
17h – O Fantasma Apaixonado
19h – Johnny Guitar

22 de julho (sexta)
15h – Ralé
17h – Johnny Guitar
20h – Projeto Raros (O Território, de Raoul Ruiz)

23 de julho (sábado)
10h30 - Academia das Musas (Cinema Soviético)
15h – Ralé
17h – Reprise Sessão Plataforma (João Bénard da Costa – Outros Amarão as Coisas Que Eu Amei, de Manuel Mozos)
19h – A Garota do 14 de Julho

24 de julho (domingo)
15h – Ralé
17h – O Fantasma Apaixonado
19h – Johnny Guitar

quarta-feira, 13 de julho de 2016

A Garota do 14 do Julho ganha exibição




Neste sábado, 23 de julho, às 19h, acontece a exibição de A Garota do 14 de Julho, primeiro longa-metragem de uma das principais revelações do cinema francês, Antonin Peretjatko. Exibição digltal com legendas em português. Realização da Coordenação de Cinema, Vídeo e Fotografia de Porto Alegre em parceria com a Embaixada da França, a Cinemateca da Embaixada da França no Brasil e o Institut Français. Entrada franca. 


No filme de estreia do francês Antonin Peretjatko, a crise financeira europeia atrapalha tudo, inclusive as histórias de amor  que costumam ser vividas nos grandes feriados.  A Garota de 14 de Julho promove uma grande revisão da comédia no cinema moderno francês, com inspirações que vão de Pierre Etaix, Luc Moullet a Jacques Tati, e citações abertas a filmes marcantes da fase sessentista de Jean-Luc Godard. 

Na trama, Hector conhece Truquette no Dia da Bastilha e se torna obcecado em conquistá-la. O plano é levá-la de imediato para o litoral com seus amigos. Porém, de repente o governo cancela um mês de verão. Um maço de dinheiro e dois tiros depois, o grupo se divide em dois, assim como a própria França. Mas traçar um caminho longe do trabalho de modo algum os detém, determinados a mudar a Garota da Bastilha e deleitando-se com um verão sem fim.

Peretjatko nasceu em 1974. Realizou uma série de elogiados curtas-metragens a partir dos anos 2000. Seu primeiro longa-metragem, A Garota do 14 de Julho, estreou na competição Un Certain Regard do Festival de Cannes, em 2013. Seu mais novo filme, La loi de la jungle, acaba de ser lançado na França e vem recebendo críticas elogiosas.

A GAROTA DO 14 DE JULHO

(La fille du 14 juillet, França 2013, 88 minutos)
Direção: Antonin Peretjatko
Exibição digital com legendas em português