sexta-feira, 26 de junho de 2009

Sala P. F. Gastal - Grade de Horários de 30 de junho a 5 de julho

Projeto Riso e Melancolia segue em Mostra de Filmes e Exposições na Usina do Gasômetro

A mostra de filmes que integra o Projeto O Riso e a Melancolia segue na Sala P. F. Gastal até dia 5 de julho. Já a exposição que ocorre simultaneamente na Galeria Iberê Camargo (térreo) e na Galeria Lunara (5º andar), com coquetel de abertura na sexta-feira, dia 26 de junho, às 19h, permanece em cartaz até 26 de julho.

Variantes de um amplo espectro emocional, o riso e a melancolia respondem por estados de espírito e de ânimo aparentemente opostos, porém complementares. Não obstante as diferentes acepções destes termos no curso da História, eles permanecem tão emblemáticos quanto reveladores da experiência humana.

A exposição O Riso e a Melancolia tem curadoria de Bernardo de Souza e Mariana Xavier. Trata-se de uma coletiva que reúne trabalhos em vídeo e fotografia assinados por nomes como Yves Klein, Paul McCarthy, Thomas Hoepker, Terrence Koh, Martín Sastre, Guto Lacaz, Kátia Prates, e Yoshua Okon, vários deles expondo pela primeira vez no Rio Grande do Sul.

Já a mostra de filmes reúne 12 títulos, privilegiando obras que combinam humor e drama em sua narrativa. Entre os destaques da programação, filmes de diretores de prestígio como Federico Fellini (Os Palhaços), Woody Allen (Poucas e Boas) e Pedro Almodóvar (Que Fiz Eu Para Merecer Isto?), além de duas produções estreladas por Buster Keaton, o cômico que nunca ria, e um filme inédito do diretor francês Michel Gondry, A Ciência do Sono.. A maior curiosidade, no entanto, é a exibição do longa filipino Melancolia, de Lav Diaz, com oito horas de duração, que tem chamado a atenção no circuito de festivais.Confira detalhes da programação na postagem anterior.

Integrando a mostra temos ainda o curta A Espera, de Fernanda Teixeira.

O Curta de Fernanda foi um dos 11 filmes selecionados na 34ª Edição do Projeto Curta nas Telas - fruto de Convênio entre a Prefeitura Municipal de Porto Alegre, o Sindicato das Empresas Exibidoras do Rio Grande do Sul e a Associação Profissional dos Técnicos Cinematográficos do Rio Grande do Sul e Brasileira de Documentaristas (APTC - ABD/RS), cujo objetivo é divulgar a produção nacional de curtas-metragens, por meio de sua exibição no circuito de cinema de Porto Alegre. Em 33 Edições já foram exibidos 214 curtas de todo o Brasil.

Grade de horários

Terça-feira (30 de junho)
15h – A Espera (15') + A Lira do Delírio (102') - entrada franca
17h – Os Palhaços (92')
19h – A Espera (15') + A Ciência do Sono (106')

Quarta-feira (1º de julho)
15h – A Espera (15') + Film (20’) + Marinheiro de Encomenda (71')
17h – A Espera (15') + Que Fiz Eu Para Merecer Isto?!! (101')
19h – Os Palhaços (92')

Quinta-feira (2 de julho)
15h - A Espera (15') + A Ciência do Sono (106')
17h - A Espera (15') + Poucas e Boas (95')
19h - A Espera (15') + The Jeff Koons Show (49') + The Pearl is the Sun (20')

Sexta-feira (3 de julho)
15h - A Espera (15') + Pasqualino Sete Belezas (115')
17h - A Espera (15') + Film (20’) + Marinheiro de Encomenda (71')
19h - A Espera (15') + Que Fiz Eu Para Merecer Isto?!! (101')

Sábado (4 de julho)
15h - Os Palhaços (92')
17h - A Espera (15') + Poucas e Boas (95')
19h – A Espera (15') + The Jeff Koons Show (49') + The Pearl is the Sun (20')

Domingo (5 de julho)
14h – Melancolia (exibição integral)

quarta-feira, 17 de junho de 2009

Riso e Melancolia Inspiram Mostra de Filmes e Exposição na Usina do Gasômetro

O RISO E A MELANCOLIA
Variantes de um amplo espectro emocional, o riso e a melancolia respondem por estados de espírito e de ânimo aparentemente opostos, porém complementares. Não obstante as diferentes acepções destes termos no curso da História, eles permanecem tão emblemáticos quanto reveladores da experiência humana.
Considerada uma doença na Grécia Antiga, a melancolia deixou de ser uma moléstia no período romântico, quando se difundiu a ideia de que os indivíduos por ela afetados estariam a experimentar algo de profundamente enriquecedor para a alma humana.


Desde o século XX, entretanto, mais precisamente a partir das teorizações de Sigmund Freud, a melancolia foi comparada ao estado de luto, sem que, contudo, fosse constatada nela uma perda real, senão uma perda narcisista ou emocional.

O riso, por seu turno, consiste na expressão física motivada por diferentes naturezas de humor, tais quais a sátira ou a ironia, que estão intimamente relacionadas ao contexto sóciocultural de onde emergem e que as enseja. Quer na filosofia, quer na psicologia, o riso se estabelece como reação aos estímulos de ordem intelectual, configurando-se em um fenômeno fundamentalmente humano. De acordo com o filósofo francês Henri Bergson, caso o mundo fosse habitado por seres totalmente desprovidos de emoções, e exclusivamente movidos pela racionalidade, ainda assim haveria o riso, porque resultante de um processo mental que decorre de julgamentos morais. De maneira inversa, em um mundo dominado exclusivamente pelas emoções, o riso não seria possível, e o excesso de sentimentos nos envolveria numa atmosfera puramente melancólica.

A temática dessa mostra - o riso e a melancolia - partiu de nosso desejo de discutir esses dois extremos do humor em relação a seus papéis na história da arte. Há alguns séculos, a melancolia tem interessado às artes com algum destaque, embora diversamente facetada dependendo do momento histórico ou artístico que a explorou. Já o riso, surpreendentemente, ganhou pequena atenção no contexto da crítica de arte, algo que vem mudando na contemporaneidade com o surgimento de importantes publicações sobre o tema, e com o resgate de alguns textos clássicos sobre o assunto, como os dos supracitados Bergson e Freud.

Por tudo isso, é com muito entusiasmo que trazemos a público a exposição O Riso e a Melancolia, uma empreitada inédita para ambos, e à qual dedicamos bastante tempo e trabalho. Não apenas somos curadores de primeira viagem, como também não temos a pretensão de exaurir a temática, mas decidimos ir adiante com essa tarefa por estarmos confiantes de que nossas escolhas - as quais incluem alguns artistas nunca antes apresentados no Brasil - serão um deleite para o público das Galerias Lunara e Iberê Camargo, bem como da Sala P. F. Gastal.
A quem soar exagerada tal afirmação, convidamos a comprová-la assistindo aos vídeos dos latino-americanos Yoshua Okon e Martín Sastre, bem como do importantíssimo artista norte-americano Paul McCarthy. Este último terá a Galeria Lunara dedicada exclusivamente à apresentação de seu vídeo Painter, o qual faz uso de certa linguagem televisiva para debochar do mundo artístico e das razões que podem levar o artista a permanecer criando. Esses três trabalhos mostram como o riso pode ser útil na construção de uma crítica social e política, ao tempo em que a reflexão por eles provocada está embebida numa inegável melancolia.


Teremos a grande honra de exibir a emblemática fotografia Saut Dans le Vide, do francês Yves Klein, sem dúvida uma das obras de arte mais importantes do século XX: um ato suicida, representado com visível deleite na expressão do artista, de braços abertos em seu salto para o vazio. Vazio também abordado por Kátia Prates de maneira sublime em sua apresentação de um céu de azul intenso, cuja extraordinária beleza beira o absurdo.
Apresentaremos ainda os comentários fotográficos do paulista Guto Lacaz, os quais revelam o saudosismo inerente à atual passagem da tecnologia analógica para a digital, porém de maneira bem-humorada.


Impossibilitados de trazer a Porto Alegre uma obra do norte-americano Jeff Koons – nome definitivo para a discussão do humor na arte contemporânea –, decidimos exibir um documentário sobre sua trajetória artística. Seus trabalhos visualmente deslumbrantes remetem à melancolia da infância perdida e ao fascínio pelo estrelato não desprovido de ironia. Esse filme será exibido ao lado de uma performance de Terence Koh, cujas relações com o mercado de arte não deixam também de ser bem humoradas, quer seja pelas cifras astronômicas alcançadas por suas desconfortáveis obras, quer pela apresentação desavergonhada do sexo e de sua intensa vida privada.

Outro destaque dentro da mostra é o norte-americano William Wegman, que embora seja um nome capital quando se trata do humor na arte contemporânea, permanece pouco conhecido no país; seus vídeos de cães Weimaraners antropomorfizados retêm a tristeza do olhar canino, causando no espectador um sorriso melancólico.
Ausente dessa mostra, o humor da arte britânica nos anos 1990 deu a tônica ao debate acerca da produção artística contemporânea, a exemplo do que já havia sido feito pelo Dadaísmo no início do século XX. A ironia, quintessência da cultura inglesa, marcou aquela década que antecede o ataque terrorista às Torres Gêmeas, aqui representado em tons saturados pelo célebre fotógrafo da agência Magnum, Thomas Hoepker, que revestiu a tragédia de 11 de setembro de 2001 com matizes daquela fina ironia.


Se ao final do século XX o humor pareceu ser a chave para um mundo carente das perspectivas históricas modernistas, o início do século XXI, após o inevitável confronto com a orquestrada tragédia de dimensões épicas em Nova Iorque, recuperou ambos os registros como complementares e essenciais à percepção dos fenômenos contemporâneos.

Bernardo José de Souza e Mariana Xavier
Curadores


Bernardo José de Souza é Coordenador de Cinema, Vídeo e Fotografia da Secretaria Municipal de Cultura da Prefeitura de Porto Alegre e professor da ESPM e FEEVALE. Especialista em fotografia e moda pelo London College of Fashion , foi colaborador das revistas Vogue, i-D e do jornal Folha de São Paulo.


Mariana Xavier é artista visual, formada em jornalismo pela UFRGS, é mestranda em Poéticas Visuais no curso de Pós-Graduação em Artes Visuais da UFRGS.

COQUETEL DE ABERTURA DA EXPOSIÇÃO DIA 26 DE JUNHO, ÀS 19H30MIN, NA GALERIA IBERÊ CAMARGO DA USINA DO GASÔMETRO

OS FILMES

De 23 de junho a 5 de julho de 2009 - Sala P. F. Gastal - Usina do Gasômetro

MOSTRA DE FILMES
Ao longo da história do cinema, não foram poucos os diretores a combinar humor e drama em seus filmes. Alguns deles, como o italiano Federico Fellini e o americano Woody Allen, justamente se tornaram célebres pela habilidade com que fazem seus personagens transitarem entre estes estados de alma contraditórios, originando diversas obras-primas. A presente mostra reúne uma série de filmes – incluindo um título de cada um dos diretores citados acima – que se diferenciam por oscilar entre o riso e a melancolia. Das experiências de Buster Keaton, o cômico que nunca ria, ao humor amargo e contemporâneo do francês Michel Gondry, passando por diretores de carreira sólida como Pedro Almodóvar e Lina Wertmüller, o público poderá conhecer ao longo de duas semanas de programação uma seleção filmes que aposta na sua inteligência e na sua capacidade de experimentar diferentes emoções. Inclusive, oferecendo-lhe a insólita possibilidade de acompanhar a extenuante maratona cinematográfica proposta pelo diretor filipino Lav Diaz em Melancolia, monumental filme com oito horas de duração, que tem mobilizado a atenção dos freqüentadores dos grandes festivais internacionais.

Filmes Programados

Os Palhaços (I Clowns), de Federico Fellini (Itália/França/Alemanha, 1970, 92 minutos) Documentário sobre o universo dos palhaços, um dos filmes menos conhecidos de Federico Fellini. Exibição em 35mm.







A Ciência do Sono (La Science des Rêves), de Michel Gondry (França/Itália, 2006, 106 minutos).
Jovem mexicano (Gael García Bernal) apaixona-
se por francesa (Charlotte Gainsbourg) em Paris, mergulhando num universo delirante. Exibição em DVD, com legendas em espanhol.



Que Fiz Eu Para Merecer Isto?!! (Qué He Hecho Yo Para Merecer Esto?!!), de Pedro Almodóvar (Espanha, 1984, 101 minutos) O cotidiano ao mesmo tempo trágico e engraçado de uma dona de casa (Carmen Maura) que vive na periferia de Madri. Exibição em 35mm.




Melancolia (Melancholia), de Lav Diaz (Filipinas, 2008, 480 minutos) Monumental drama filipino, com oito horas de duração, que tem colhido elogios no circuito de festivais internacionais. Três personagens, Alberta, Julian e Rina, tentam encontrar respostas para a falta de sentido do mundo. Duas únicas exibições, em DVD, com legendas eletrônicas em português.



Marinheiro de Encomenda (Steamboat Bill, Jr.), de Charles Reisner e Buster Keaton (EUA, 1928, 71 minutos) Uma das obras-primas de Buster Keaton, o grande cômico americano que jamais ria. Exibição em DVD.










Film, de Samuel Beckett e Alan Schneider (EUA, 1965, 20 minutos) A única experiência de Samuel Beckett no cinema, com Buster Keaton. Exibição em DVD.






A Lira do Delírio, de Walter Lima Jr. (Brasil, 1978, 102 minutos) Em um dia de carnaval, mulher envolve-se com um homem rico e ciumento, vivendo diferentes peripécias. Um clássico do cinema brasileiro, triste e alegre como uma terça-feira de carnaval, o filme traz a última atuação de Anecy Rocha no cinema. Exibição em DVD.



Pasqualino Sete Belezas (Pasqualino Settebellezze), de Lina Wertmüller (Itália, 1975, 115 minutos). Comédia de humor negro que marcou época, sobre homem que tenta sobreviver em campo de concentração. Exibição em DVD.




Poucas e Boas (Sweet and Lowdown), de Woody Allen (EUA, 1999, 95 minutos) Comédia agridoce que acompanha as aventuras de um músico de jazz nos Estados Unidos durante a década de 30. Exibição em 35mm.







The Jeff Koons Show
, de Alison Chernick (EUA, 2004, 49 minutos)
Documentário sobre o irreverente artista americano Jeff Koons. Exibição em DVD.









The Pearl is the Sun, de Terence Koh. (Alemanha, 2007, 20 minutos) Registro de performance que se inspira nas palestras de antropólogos de fins do século XIX para desenvolver um discurso em idioma ininteligível (uma mistura de alemão, chinês e inglês), que joga com os códigos culturais de diversos sub-grupos étnicos para abordar questões relativas ao gênero, à raça e ao desejo através de imagens. Exibição em DVD.

A Espera, de Fernanda Teixeira (Brasil, 2007, 15 minutos) O cotidiano de um homem solitário, que espera a morte tendo apenas o seu cão como companhia. Curta-metragem que participou da Semana da Crítica no Festival de Cannes em 2008. Exibição em 35mm.
Filme selecionado no Concurso Curta nas Telas - confira detalhes


GRADE DE HORÁRIOS
Semana de 23 a 28 de junho de 2009


Terça-feira (23 de junho)

15h – Film + Marinheiro de Encomenda (acompanha o curta A Espera)
17h – A Lira do Delírio
(acompanha o curta A Espera) - entrada franca
19h – A Espera + The Jeff Koons Show + The Pearl is the Sun


Quarta-feira (24 de junho)

15h – Os Palhaços
(acompanha o curta A Espera)
17h – Pasqualino Sete Belezas
(acompanha o curta A Espera)
19h – Que Fiz Eu Para Merecer Isto?!!
(acompanha o curta A Espera)

Quinta-feira (25 de junho)


15h – A Lira do Delírio
(acompanha o curta A Espera) - entrada franca
17h – Poucas e Boas
(acompanha o curta A Espera)
19h – A Ciência do Sono
(acompanha o curta A Espera)

Sexta-feira (26 de junho)

15h – Que Fiz Eu Para Merecer Isto?!!
(acompanha o curta A Espera)
17h – Os Palhaços
(acompanha o curta A Espera)
19h – Poucas e Boas (acompanha o curta A Espera)

Sábado (27 de junho)


15h – Pasqualino Sete Belezas
(acompanha o curta A Espera)
17h – Melancolia – 1ª parte (4 horas, com intervalo de 30 minutos) (1)


Domingo (28 de junho)

15h – A Espera + The Jeff Koons Show + The Pearl is the Sun

17h – Melancolia –2ª parte (4 horas, com intervalo de 30 minutos)


GRADE DE HORÁRIOS
Semana de 30 de junho a 5 de julho de 2009

Terça-feira (30 de junho)


15h – A Lira do Delírio
(acompanha o curta A Espera) - entrada franca
17h – Os Palhaços
(acompanha o curta A Espera)
19h – A Ciência do Sono (acompanha o curta A Espera)

Quarta-feira (1º de julho)


15h – Film + Marinheiro de Encomenda
(acompanha o curta A Espera)
17h – Que Fiz Eu Para Merecer Isto?!!
(acompanha o curta A Espera)
19h – Os Palhaços
(acompanha o curta A Espera)
Quinta-feira (2 de julho)


15h – A Ciência do Sono
(acompanha o curta A Espera)
17h – Poucas e Boas (acompanha o curta A Espera)
19h – A Espera + The Jeff Koons Show + The Pearl is the Sun

Sexta-feira (3 de julho)


15h – Pasqualino Sete Belezas
(acompanha o curta A Espera)
17h – Film + Marinheiro de Encomenda (acompanha o curta A Espera)
19h – Que Fiz Eu Para Merecer Isto?!!
(acompanha o curta A Espera)

Sábado (4 de julho)

15h – Os Palhaços
(acompanha o curta A Espera)
17h – Poucas e Boas (acompanha o curta A Espera)
19h – A Espera + The Jeff Koons Show + The Pearl is the Sun

Domingo (5 de julho)


14h – Melancolia (exibição integral)

Colateral Filmes lança curtas em comemoração aos seus dois anos de existência

Dia 20 de junho, às 17 horas, na Sala P. F. Gastal, ocorrerá coquetel de lançamento dos curtas Napo: Acha que sou masoquista?, Longe de casa e Longe de casa, sendo o primeiro dos eventos programados pela Colateral Filmes em comemoração aos seus dois anos de existência.


Napo: Acha que sou masoquista?
, direção Felipe Valer (2008, 25 min) - A sociedade analisa o jovem como apenas um mero coadjuv
ante diante de um universo que lhe parece incompreensível. Napo é um caso a parte pelo fato de possuir características que o fazem pensar diferente dos demais mesmo entre seus amigos mais próximos





O curinga
, direção
Irmãos Christofoli (2009, 17 min) - Dentro de um apartamento aparentemente vazio, um homem retira cartas de um baralho, a cada carta um teoria diferente sobre o caos do mundo, mas as cartas estão acabando e seu tempo também.




Longe de casa, direção Alexandre Guterres (2009, 13 min) - Em uma cidade do interior, guria mora com a mãe e o padrasto, enquanto tenta enviar cartas ao irmão mais velho que fugiu de casa, na esperança dele voltar para buscá-la. Os conflitos dessa decisão a colocam em um dilema, onde uma decisão vai ter que ser tomada.

terça-feira, 16 de junho de 2009

Clássico de Russ Meyer no raros


O projeto Raros da Sala P. F. Gastal tem sessão especial na próxima sexta-feira, dia 19 de junho, às 19h, quando apresenta o clássico underground Faster, Pussycat! Kill! Kill! (1965), de Russ Meyer. Filme mais popular de Meyer, o papa do gênero sexplotation, Faster, Pussycat! Kill! Kill! descreve as aventuras de três sedutoras e furiosas gogo girls que andam pelo deserto americano com seus carros velozes, causando a discórdia por onde passam. Um sucesso de bilheteria nos drive ins americanos nos anos 60, o filme é idolatrado por diretores como John Waters (“É o melhor filme já feito”, disse Waters) e Quentin Tarantino, que o homenageou em Death Proof (ainda inédito no Brasil) e pretende refilmá-lo, segundo informações do IMDB.

A sessão de Faster, Pussycat! Kill! Kill! no Raros está incluída na mostra Microfonia, que acontece até domingo na Sala P. F. Gastal. O filme será comentado pelo jornalista Thomaz Albornoz. A entrada é franca.

Em seguida, às 21h, a Sala P. F. Gastal sedia a sessão de lançamento do VI Fantaspoa, com a exibição de Pig Hunt, de James Isaac, produção inédita de 2008, premiada no Fant-Asia Film Festival. Um autêntico Grindhouse para a noite gelada de sexta-feira.

Faster, Pussycat! Kill! Kill!, de Russ Meyer (EUA, 1965, 83 minutos, legendas em português)

Abaixo, texto de Rodrigo Carreiro sobre Faster, Pussycat! Kill! Kill!,

O grande mistério do mais famoso dos filmes cults dirigidos por Russ Meyer está no título. A frase Faster, Pussycat! Kill! Kill! (EUA, 1965) não é dita por nenhum personagem durante os curtos 83 minutos de projeção. Meyer só esclareceu esse mistério muitos anos depois do lançamento original, dizendo que havia batizado a obra sem prestar muita atenção ao enredo. Seu objetivo punha um olho gordo no aspecto comercial da produção. Meyer queria inserir, em uma única expressão, os três elementos com mais potencial para chamar a atenção da platéia masculina: velocidade (“Faster”), sexo (“Pussycat”) e morte (“Kill”). Simples assim. O fato é que o cineasta teve êxito na tarefa, já que o título é parte essencial da aura cult que o filme angariou, principalmente junto à macharia, nos anos seguintes ao lançamento.

Curiosamente, porém, o sucesso não foi instantâneo, em parte devido à enxurrada de produtos audiovisuais que frequentavam o mercado das telonas e carregavam a assinatura de Russ Meyer. Faster, Pussycat! Kill! Kill! foi a terceira obra dirigida por ele lançada nos Estados Unidos, apenas no ano de 1965. Nos 24 meses anteriores, o diretor já havia desovado outros cinco filmes. Todos eram muito parecidos, com enredos que eram meras desculpas para encher as telas com imagens típicas da iconografia do período: mulheres peitudas de camiseta branca, botas e couro negro, violência com humor e todo tipo de exagero kitsch à moda norte-americana. Era como se a famosa gangue de motoqueiros Hell’s Angels, que barbarizavam a Califórnia (EUA) naquela época, filmasse alguns momentos de um dia típico na vida de um integrante do grupo e editasse o material com a cuca cheia de ácido lisérgico.

A história não faz nenhum sentido. Três dançarinas de strip-tease (Tura Satana, Haji e Lori Williams) testam a velocidade de seu bólido no deserto californiano e se envolvem em uma confusão com um rapaz e sua namorada (Susan Bernard). Após uma corrida de carros, elas matam o rapaz e prendem a garota na mala do automóvel, para que ela não conte a ninguém sobre o crime. Durante a fuga, as moças param num posto de gasolina e interagem com um velhote paralítico (Stuart Lancaster) e com seu filho bonitão, parrudo e imbecil (Dennis Busch). Acabam descobrindo que eles guardam uma fortuna em algum lugar do casarão caindo aos pedaços onde vivem, e decidem dar um golpe nos dois, tentando descobrir onde está a grana para roubá-la.

Faster, Pussycat! Kill! Kill! é um daqueles longas-metragens que encaixam à perfeição na definição de filme cult contemporâneo: é tão ruim que acaba virando uma experiência interessante de assistir. As interpretações são bisonhas, com as garotas esbanjando caras, bocas, peitos e golpes de caratê (!). Os diálogos, recheados de expressões de duplo sentido e risadinhas maliciosas, às vezes não fazem nenhum sentido, mas divertem. A produção barata fica evidente quando se assiste às cenas com atenção. Observe as cenas de corrida de carro, por exemplo. Russ Meyer abusa de planos fechados nos motoristas, com câmera baixa, e o espectador logo percebe que os atores estão parados enquanto a produção balançava os automóveis com eles dentro, porque a paisagem nunca se move por trás deles. A continuidade também é absolutamente inexistente – muitas vezes a iluminação varia dentro de uma mesma cena, com tomadas escuras se alternando com outras claras.

Por outro lado, o longa-metragem aposta na transgressão social e guarda um charme selvagem e um saudável ar de desafio à censura, que comia solta no cinema da época. Há energia real, vibração sexual intensa, e o filme captura com bastante precisão o tipo de vida da subcultura jovem que tomava conta dos Estados Unidos na época das filmagens – era a época hippie, em que imperavam o amor livre, as motocicletas, os bares de strip-tease e as viagens de carona pelas estradas poeirentas do oeste. Além disso, as locações e o sistema de punição simbólica aplicado aos personagens foram extremamente influentes para o subgênero slasher de filmes como O Massacre da Serra Elétrica (1974) e a série Sexta-Feira 13. Não é à toa que a obra de Russ Meyer tem tantos admiradores famosos na cultura pop contemporânea, a exemplo de Quentin Tarantino.

O longa nunca saiu no Brasil em DVD. Nos EUA é possível achá-lo em versão simples, sem extras, com enquadramento original preservado (1.33:1) e áudio em dois canais (Dolby Digital 2.0).

Rodrigo Carreiro




Sala P. F. Gastal realiza mostra com filmes e documentários de rock

A Sala P. F. Gastal da Usina do Gasômetro recebe a partir de terça-feira, dia 16 de junho, a mostra Microfonia, reunindo uma série de filmes e documentários de rock. A principal atração da mostra é o lançamento local do longa brasileiro Guidable: A Verdadeira História do Ratos de Porão, de Fernando Rick e Marcelo Appezzato, no sábado, dia 20, com a presença do diretor Fernando Rick.

Na programação, além de uma série de documentários independentes sobre a cena rock no Brasil e no exterior, alguns títulos marcantes da contracultura na década de 60, como Faster, Pussycat, Kill! Kill!, de Russ Meyer, e Psych-Out, de Richard Rush (com um jovem Jack Nicholson no elenco).

A mostra Microfonia estende-se até domingo, 21 de junho, em três sessões diárias, às 15h, 17h e 19h.

Abaixo, a programação completa, com informações sobre cada um dos filmes programados.


Programação


Guidable: A Verdadeira História do Ratos de Porão, de Fernando Rick e Marcelo Appezzato (Brasil, 2008, 121 minutos)

Registro oficial, e sem censura, de quase três décadas do Ratos de Porão, uma bandas mais antigas e importantes da cena hardcore mundial. O filme também é um importante registro audiovisual do início do movimento punk no Brasil,com muitas cenas raras e inéditas.







Psych-Out, de Richard Rush (EUA, 1968, 101 minutos)

Um dos vários drug movies produzidos nos anos 60, ao lado de outros como The Trip e Hallucination Generation, explorando o recém chegado movimento hippie diretamente das ruas de Haight-Ashbury na São Franscisco da segunda metade dos anos 60. Trilha sonora dos The Seeds e Strawberry Alarm Clock.





Wild Zero, de Tetsuro Takeuchi (Japão, 2002, 98 minutos)

Imagine uma mistura de Rock’n’Roll High School, Plan 9 from Outer Space e Night of the Living Dead, filmado no Japão com os membros da banda Guitar Wolf! Uma viagem cinematográfica que mistura alienígenas e zumbis, cerveja e rock nipônico, nesta aventura bem humorada.



Curupira: Onde o Pai Cura e o Filho Pira, de Kaly, Ramiro e Deborah (Bras

il, 2007, 40 minutos)

O documentário conta a história do lendário Curupira Rock Club. Localizado em Guaramirim, interior de Santa Catarina, o Curupira é um dos bares independentes mais antigos do Brasil em atividade. Fundado em 1992, pelo lendário Ivair, o local reuniu ao longo de sua história as principais bandas independentes do Brasil.



Eu Sou um Pequeno Panda, de Gurcius Gewdner (Brasil, 2008, 10 minutos) Aprenda a lutar contra o preconceito e vencer na vida através do Industrial Noise nesta tocante fábula familiar, recheada de amor não correspondido, solidão e intolerância. Estrelando Mulamba, Mini Mulamba, Lurdes Etezilda Etezinho, Isis Elefantisis Felitisis, Zimmmer, Suzuki Bata e Cinzinha Cinzão, que fugiu de casa logo após as gravações, com overdose de remédios, jurando voltar um dia e matar o diretor e a roteirista devido as enormes pressões psicológicas de seu personagem reacionário fascista.



Hated: GG Allin and The Murder Junkies, de Todd Philips (EUA, 19

93, 60 minutos)

Um pouco da vida e obra de GG Allin. Entrevistas com ex-colegas de escola, professores, amigos e inimigos intercaladas com cenas de shows e a absurda aparição no programa de auditório Geraldo. Um registro essencial de um lado da música e da vida que muitos querem esquecer.





The Ruttles: All You Need is Cash, de Eric Idle e Gary Weis (Inglaterra, 1978, 76 minuos)

Falso documentário fazendo sátira aos Beatles, realizado por quem realmente entende de sátira: Eric Idle, ex-integrante do seminal grupo inglês Monty Phyton. O filme contou com aprovação

de George Harrison, que já havia sido produtor executivo do Phyton em A Vida de Brian

, além de grande fã do grupo. Destaque para as paródias de clássicos dos fab-four como "Get Up and Go" (Get Back) e "Yellow Submarine Sandwich" (Yellow Submarine).


Vivendo de Rock no Espírito Santo, de Mila Néri (Brasil, 2007, 20 minutos)

Depoimentos dos personagens mais atuantes da cena musical underground no estado do Espírito Santo, a partir do questionamento: "É possível viver de rock no Espírito Santo?”.

Psycho Carnival - Insane History, de Cleiner Micceno (Brasil, 2007, 98 minutos)
Documentário que retrata porque Curitiba é a Meca do psychobilly nacional, mostrando desde bandas dos primórdios como Missionários e Cervejas até chegar aos dias de hoje, com a cena
atual.

Faster,Pussycat, Kill! Kill!, de Russ Meyer (EUA, 1965, 83 minutos)
Filme mais popular de Russ Meyer, o papa do gênero sexplotation, um sucesso de bilheteria nos drive ins americanos nos anos 60.Três sedutoras e furiosas gogo girls andam pelo deserto americano com seus carros velozes causando a discórdia por onde passam.

Einsturzende Neubauten-1/2 Mensch, de Sogo Ishii (Alemanha, 1986, 48 minutos)
Uma das bandas pioneiras do chamado som industrial toca em seu cenário perfeito: uma fábrica abandonada.
O experimentalismo e minimalismo musical da banda somado às imagens do diretor fazem deste documentário uma obra primitiva e ainda atual.

Repolho - Música sem Parar, de Silvia Biehl, (Brasil, 2004, 26 minutos)
Partindo de depoimentos de membros da banda Repolho, produtores, parceiros, críticos musicais e de pessoas que escutam a banda pela primeira vez, esse documentário tenta apresentar e manter
o imaginário constituído em torno do grupo em seus vários anos de estrada.

Sons de uma Noite de Verão: A Retomada do Ska no Brasil, de Daniel Pereira e Felipe Machado (Brasil, 2007, 70 minutos)

Documentário que compila os melhores momentos, entrevistas e depoimentos do projeto Sons de Uma Noite de Verão, promovido pelo SESC Pompéia e Radiola Records em janeiro/2006. Participam grupos como Slackers, Desorden Público, Chris Murray, Victor Rice, Firebug, Kongo, Djangos, Móveis Coloniais de Acaju e Trenchtown Rockers.


The Decline of Western Civilization: Juventude Decadente, de Penelope Spheeris (EUA, 1981, 100 minutos)
Documentário da cineasta Penelope Spheeris sobre o surgimento do punk rock na costa oeste americana. Diferente do que acontecia na costa leste, mais especificamente em Nova York, o punk californiano era mais agressivo e rápido, dando origem ao hardcore. O filme conta com apresentações de bandas pioneiras no estilo como X, Black Flag, Circle Jerks, Fear, Catholic Dicipline, Germs e
Alice Bag Band.

Montevideo Unde, de Martín Recto (Uruguai, 2008, 50 minutos)
A recente cena uruguaia de música independente é retratada neste documentário, que conta com as bandas Dante Infierno, Motosierra, Hablan Por La Espalda, Santa Cruz e La Hermana Menor. Uma excelente oportunidade para conhecer um pouco mais sobre a cena rock latino-americana.

O Rock Sergipano: Esse Ilustre Desconhecido, de Werden Tavares (Brasil, 2008, 27 minutos)
Vídeo-documentário que traz um recorte do cenário rock de Sergipe. É uma rápida leitura do movimento cultural local a partir dos anos 80 até meados de 2004.

13 Goiania Noise, de Sérgio Valério (Brasil, 2008, 23 minutos)
Cria da gravadora Monstro Discos, a última edição do maior festival de rock independente nacional é retratada neste documentário, com depoimento de bandas participantes e dos produtores.

GRADE DE HORÁRIOS
Semana de 16 a 21 de junho de 2009

Terça-feira (16 de junho)

15h – O Rock Sergipano: Esse Ilustre Desconhecido + Montevideo Unde
17h – Psycho Carnival – Insane History
19h – Psych-Out

Quarta-feira (17 de junho)

15h – Wild Zero
17h – Curupira: Onde o Pai Cura e o Filho Pira + 1/2 Mensch
19h – Eu Sou Um Pequeno Panda + Hated:GG Allin and The Murder Junkies

Quinta feira (18 de junho)

15h – Psycho Carnival- Insane History
17h – Vivendo de Rock no Espirito Santo + The Ruttles: All you need is cash
19h – Sons de uma noite de verão: a retomada do ska no brasil + 13°Goiânia Noise.

Sexta feira (19 de junho)

15h – Repolho - Música sem Parar + 13°Goiânia Noise.
17h – Psych-Out
19h – Projeto Raros Especial (Faster, Pussycat! Kill! Kill!)
21h – Lançamento Fantaspoa (Pig Hunt)

Sábado (20 de junho)

15h – Eu Sou Um Pequeno Panda + Hated:GG Allin and The Murder Junkies

17h – Lançamento curtas da Colateral Flmes

19h – Pré-estreia de Guidable: A Verdadeira História do Ratos de Porão, com a presença do diretor Fernando Rick

Domingo (21 de junho)

15h – Montevideo Unde + Curupira: Onde o Pai cura e o filho pira

17h – Guidable:A Verdadeira História do Ratos de Porão

19h – The Decline of Western Civilization:Juventude Decadente

sexta-feira, 5 de junho de 2009

Marlene Dietrich dirigida por Stenberg

A Sala P. F. Gastal da Usina do Gasômetro exibe a partir de terça-feira, dia 9 de junho, uma pequena mostra reunindo seis dos sete filmes que o cineasta austríaco Josef von Sternberg realizou na década de 30 com a atriz Marlene Dietrich, O Anjo Azul, Marrocos, O Expresso de Shangai, A Vênus Loira, A Imperatriz Galante e Mulher Satânica.

Sternberg foi o principal responsável pela criação do mito de Marlene, explorando sua beleza através de recursos de iluminação e da utilização de figurinos suntuosos, que logo a transformariam na atriz mais famosa de seu tempo, ao lado da sueca Greta Garbo. Admirado pela crítica francesa pelo caráter barroco de seu cinema, Sternberg foi um dos tantos diretores europeus massacrados pela máquina hollywoodiana. Embora tenha morrido no ostracismo, em 1969, sua reputação como autor tem crescido cada vez mais, especialmente pela série de filmes em que dirigiu sua musa Dietrich. Os filmes da mostra Dietrich/Sternberg serão mostrados em DVD, em três sessões diárias (15h, 17h e 19h), até domingo, dia 14 de junho.

PROGRAMAÇÃO


O
Anjo Azul (Der Blaue Engel), de Josef von Sternberg (Alemanha, 1930, 107 minutos).

A paixão doentia de um professor por uma dançarina irá levá-lo à destruição. Filme que consagrou Dietrich, valendo-lhe o convite para trabalhar em Hollywood.






Marrocos (Morocco), de Josef von Sternberg (EUA, 1930, 92 minutos)

Cantora de cabaré se envolve com soldado da Legião Estrangeira. O primeiro filme americano de Dietrich, foi um grande sucesso de público. Entre as cenas mais famosas, está aquela em que Marlene, trajando um smoking, beija uma mulher na boca.




O Expresso de Shangai (The Shanghai Express), de Josef von Sternberg (EUA, 1932, 80 minutos)

Os passageiros de um trem envolvem-se numa trama de espionagem.






A Vênus Loira
(Blonde Venus), de Josef von Sternberg (EUA, 1932, 93 minutos)

Para pagar o tratamento de saúde de seu marido, mulher se prostitui.









A Imperatriz Galante
(The Scarlet Empress), de Josef von Sternberg (EUA, 1934, 104 minutos)
Fantasiosa e extravagante cinebiografia de Catarina, a Grande, imperatriz da Rússia.



Mulher Satânica (The Devil is a Woman), de Josef von Sternberg (EUA, 1935, 80 minutos).

Na Espanha, um homem relembra a paixão devastadora por uma mulher que arruinou sua vida. Adaptação do romance de Pierre Louÿs, que nos anos 70 ganharia uma nova versão dirigida por Luís Buñuel, Esse Obscuro Objeto do Desejo.



GRADE DE HORÁRIOS
Semana de
9 a 14 de junho de 2009

Terça-feira (9 de junho)

15h – Marrocos
17h – Mulher Satânica
19h – O Anjo Azul

Quarta-feira (10 de junho)

15h – A Imperatriz Galante
17h – O Expresso de Shangai
19h – A Vênus Loira

Quinta-feira (11 de junho)

15h – O Anjo Azul
17h – Marrocos
19h – Mulher Satânica

Sexta-feira (12 de junho)

15h – A Vênus Loira
17h – A Imperatriz Galante
19h – O Expresso de Shangai

Sábado (13 de junho)

15h – O Anjo Azul
17h – Marrocos
19h – Mulher Satânica

Domingo (14 de junho)

15h – A Imperatriz Galante
17h – O Expresso de Shangai
19h – A Vênus Loira