O premiado documentário PACIFIC entra em cartaz em Porto Alegre no dia 26 de agosto. O filme, que inicia a segunda temporada da Sessão Vitrine, projeto de distribuição de filmes brasileiros independentes capitaneado pela distribuidora paulista Sílvia Cruz, será exibido na Sala P. F. Gastal da Usina do Gasômetro (3º andar), na sessão das 17h. O diretor de PACIFIC, Marcelo Pedroso, escolheu o curta-metragem Fantasmas, de André Novais, para ser exibido antes de cada sessão de seu filme.
Nas sessões de 14:45 e 19h, a Sala P. F. Gastal segue exibindo Transeunte, de Eryk Rocha.
O documentário PACIFIC é todo construído a partir de imagens de passageiros de um cruzeiro que tem como destino uma das mais belas paisagens brasileiras, o arquipélago de Fernando de Noronha. São sete dias de viagem registrados pelas lentes de turistas que filmam tudo, a todo instante. Ao lançar seu olhar sobre o olhar dos personagens, o filme se revela um ensaio sobre a produção de imagens na contemporaneidade e suas implicações políticas, além de lançar luz para uma reflexão sobre a sociedade brasileira, a partir de um grupo social pouco visto e longe dos estereótipos comumente observados em documentário.
Marcelo Pedroso é graduado em Jornalismo pela UFPE e membro da produtora pernambucana de cinema Símio Filmes. Depois de experiências com curtas-metragens, Pedroso dirigiu, em parceria com Gabriel Mascaro, o longa KFZ-1348 (prêmio do júri na 32ª Mostra Internacional de Cinema de São Paulo).
PACIFIC é seu segundo longa-metragem, eleito melhor filme na 9ª Mostra do Filme Livre, no 4º Panorama Coisa de Cinema de Salvador e no 13º CineEsquemaNovo. Dedica-se também a atividades pedagógicas, sendo colaborador de projetos como o Vídeo nas Aldeias.
PACIFIC será exibido em todas as capitais onde a Sessão Vitrine acontece: São Paulo, Rio de Janeiro, Brasília, Recife, Goiânia, São Luiz, Porto Alegre, Curitiba, Florianópolis, Belém do Pará, João Pessoa, Maceió, Salvador, Belo Horizonte, Fortaleza, Campo Grande e Vitória.
GRADES DE HORÁRIOS
26 de agosto a 4 de setembro de 2011
Sexta-feira (26 de agosto)
14:00 - Usina da Educação (sessão fechada para alunos da rede municipal)
17:00 – Pacific, acompanha o curta Fantasmas
19:00 – Transeunte
Sábado (27 de agosto)
14:45 - Transeunte
17:00 - Pacific, acompanha o curta Fantasmas
19:00 - Capoeira em Cartaz
Domingo (28 de agosto)
14:45 - Transeunte
17:00 - Pacific, acompanha o curta Fantasmas
19:00 - Transeunte
Terça-feira (30 de agosto)
14:45 - Transeunte
17:00 - Pacific, acompanha o curta Fantasmas
19:00 - Transeunte
Quarta-feira (31 de agosto)
14:45 - Transeunte
17:00 - Pacific, acompanha o curta Fantasmas
19:00 - Transeunte
Quinta-feira (1º de setembro)
14:45 - Transeunte
17:00 - Pacific, acompanha o curta Fantasmas
19:00 - Transeunte
Sexta-feira (2 de setembro)
14:00 - Usina da Educação (sessão fechada para alunos da rede municipal)
17:00 - Pacific, acompanha o curta Fantasmas
19:00 - Transeunte
Sábado (3 de setembro)
14:45 - Transeunte
17:00 - Pacific, acompanha o curta Fantasmas
19:00 - Transeunte
Domingo (4 de setembro)
14:45 - Transeunte
17:00 - Pacific, acompanha o curta Fantasmas
19:00 - Transeunte
quinta-feira, 25 de agosto de 2011
quarta-feira, 24 de agosto de 2011
Edital para ocupação da Galeria Lunara em 2012 já está disponível
As inscrições para os fotógrafos que queiram realizar exposições em 2012 acontecem no período de 17 a 21 de outubro.
Primeiro Longa de Ficção de Eryk Rocha segue em cartaz
A Sala P. F. Gastal segue exibindo o longa Transeunte, de Eryk Rocha, em sessões às 14h45, 17h e 19h15. O filme está sendo exibido com cópia em 35mm.
Depois de suas incursões pelo documentário, com A Rocha que Voa e Pachamama, Eryk Rocha estreia na ficção com Transeunte. Produzido pela VideoFilmes, Transeunte foi exibido no Festival de Brasília, onde ganhou o prêmio de melhor ator, para Fernando Bezerra, protagonista do filme.
O filme narra a história de Expedito, um aposentado de 65 anos que transita pelas ruas do Rio de Janeiro. Sua realidade se assemelha a de muitos brasileiros que passam despercebidos pelo ritmo acelerado da metrópole. Ele é apenas mais um que transita por esse deserto urbano.
Enquanto acompanhamos a vida de Expedito, uma pesquisadora realiza entrevistas nas ruas do Centro, recolhendo depoimentos sobre a vida destes anônimos. “A autenticidade de detalhes dos depoimentos evidencia a riqueza de cada transeunte anônimo. Rostos desconhecidos que encerram na expressão um universo de realizações, sonhos, histórias e tristezas”, explica o diretor Eryk.
Por desenvolver uma narrativa fortemente influenciada pelo documentário, o elenco de Transeunte é formado por não-atores, escolhidos através de seleçã
A partir do dia 26 de agosto, o filme de Eryk Rocha divide horários com o premiado documentário Pacific, de Marcelo Pedroso, grande vencedor da última edição do festival CineEsquemaNovo.
Transeunte, de Eryk Rocha. Brasil, 2010. Com Fernando Bezerra. Duração: 125 minutos. Exibição em 35mm.
GRADE DE HORÁRIOS
19 a 28 de agosto de 2011
Sexta-feira (19 de agosto)
14:45 – Transeunte
17:00 – Transeunte
19:15 – Transeunte
Sábado (20 de agosto)
14:45 – Transeunte
17:00 – Transeunte
19:15 – Transeunte
Domingo (21 de agosto)
14:45 – Transeunte
17:00 – Transeunte
19:15 – Transeunte
Terça-feira (23 de agosto)
14:45 – Transeunte
17:00 – Transeunte
19:15 – Transeunte
Quarta-feira (24 de agosto)
14:45 – Transeunte
17:00 – Transeunte
19:15 – Transeunte
Quinta-feira (25 de agosto)
14:45 – Transeunte
17:00 – Transeunte
19:00 – Lançamento curta do projeto Revelando os Brasis
Sexta-feira (26 de agosto)
14:00 – Usina da Educação (sessão fechada para alunos da rede municipal)
17:15 – Pacific
19:00 – Transeunte
Sábado (27 de agosto)
15:00 – Transeunte
17:15 – Pacific
19:00 – Mostra Capoeira (sessão fechada)
Domingo (28 de agosto)
15:00 – Transeunte
17:15 – Pacific
19:00 – Transeunte
sexta-feira, 19 de agosto de 2011
Hoje não teremos a sessão das 14:45
Prezados.
Excepcionalmente, hoje não teremos a primeira sessão do filme Transeunte.
As demais sessões seguem inalteradas.
____________
Depois de três incursões pelo documentário, Eryk Rocha (filho de Glauber Rocha) apresenta Transeunte, seu primeiro longa metragem de ficção. Produzido pela VideoFilmes, Transeunte foi exibido no Festival de Brasília onde ganhou o prêmio de melhor ator, para Fernando Bezerra, protagonista do filme.
Transeunte narra a história de Expedito, um aposentado de 65 anos que transita pelas ruas do Rio de Janeiro. Sua realidade se assemelha a de muitos brasileiros que passam despercebidos pelo ritmo acelerado da metrópole. Ele é apenas mais um que transita por esse deserto urbano.
Enquanto acompanhamos a vida de Expedito, uma pesquisadora realiza entrevistas nas ruas do Centro, recolhendo depoimentos sobre a vida destes anônimos. “A autenticidade de detalhes dos depoimentos evidencia a riqueza de cada transeunte anônimo. Rostos desconhecidos que encerram na expressão um universo de realizações, sonhos, histórias e tristezas”, explica Eryk.
Por desenvolver uma narrativa fortemente influenciada pelo documentário, o elenco é formado por não-atores, escolhidos através de seleção.
Sexta-feira (19 de agosto)
17:00 – Transeunte
19:15 – Transeunte
Sábado (20 de agosto)
14:45 – Transeunte
17:00 – Transeunte
19:15 – Transeunte
Domingo (21 de agosto)
14:45 – Transeunte
17:00 – Transeunte
19:15 – Transeunte
quinta-feira, 18 de agosto de 2011
Sala P. F. Gastal apresenta o longa Transeunte
A Sala P. F. Gastal da Usina do Gasômetro (3° andar) apresenta, a partir desta sexta-feira, 19 de agosto, o longa Transeunte, de Eryk Rocha, em sessões às 14:45, 17:00 e 19:15.
Depois de três incursões pelo documentário, Eryk Rocha apresenta Transeunte, seu primeiro longa metragem de ficção. Produzido pela VideoFilmes, Transeunte foi exibido no Festival de Brasília onde ganhou o prêmio de melhor ator, para Fernando Bezerra, protagonista do filme.
Transeunte narra a história de Expedito, um aposentado de 65 anos que transita pelas ruas do Rio de Janeiro. Sua realidade se assemelha a de muitos brasileiros que passam desapercebidos pelo ritmo acelerado da metrópole. Ele é apenas mais um que transita por esse deserto urbano.
Enquanto acompanhamos a vida de Expedito, uma pesquisadora realiza entrevistas nas ruas do Centro, recolhendo depoimentos sobre a vida destes anônimos. “A autenticidade de detalhes dos depoimentos evidencia a riqueza de cada transeunte anônimo. Rostos desconhecidos que encerram na expressão um universo de realizações, sonhos, histórias e tristezas”, explica Eryk.
Por desenvolver uma narrativa fortemente influenciada pelo documentário, o elenco é formado por não-atores, escolhidos através de seleção.
Ficha Técnica
Produção: Videofilmes
Direção: Eryk Rocha
Produção Executiva: Walter Salles, Mauricio Andrade Ramos
Direção de Produção: Pimenta Jr.
Roteiro: Manuela Dias e Eryk Rocha
Direção de Fotografia e Camera: Miguel Vassy
Direção de Arte: Marcos Pedroso
Figurinos: Maíra Senise e Alex Brollo
Montagem: Ava Gaitán Rocha
Desenho de Som: Edson Secco
Trilha sonora original: Fernando Catatau
Elenco: Fernando Bezerra, Bia Morelli, Luciana Domschke, José Paes de Lira
GRADE DE HORÁRIOS
19 a 21/08/2011
Sexta-feira (19 de agosto)
14:45 – Transeunte
17:00 – Transeunte
19:15 – Transeunte
Sábado (20 de agosto)
14:45 – Transeunte
17:00 – Transeunte
19:15 – Transeunte
Domingo (21 de agosto)
14:45 – Transeunte
17:00 – Transeunte
19:15 – Transeunte
quarta-feira, 17 de agosto de 2011
Palestra sobre a Legalidade - Juremir Machado da Silva
Amanhã, às 19h, na Sala P. F. Gastal, palestra sobre a Legalidade, com participação do jornalista e historiador Juremir Machado da Silva.
ENTRADA FRANCA
(A sessão com o longa Emmanuelle foi cancelada.)
segunda-feira, 15 de agosto de 2011
Sala P. F. Gastal segue exibindo Mostra com Filmes Censurados
A fim de estimular o debate e marcar posição contra o recente e absurdo episódio envolvendo a proibição do filme A Serbian Film, a Sala P. F. Gastal segue exibindo até quinta feira, 18 de agosto, uma mostra que reúne uma série de célebres títulos que enfrentaram problemas com a censura e tiveram dificuldade de chegar ao público. Em seus últimos dias, a mostra apresenta títulos como o clássico filme russo O Encouraçado Potemkim, de Serguei Eisenstein, Último Tango em Paris, de Bernardo Bertolucci, Glória Feita de Sangue, de Stanley Kubrick, e Emmanuelle, de Just Jaeckin. A programação tem o apoio da MPLC Distribuidora.
Na sessão das 15h, a Sala P. F. Gastal mostra a produção uruguaia La Matinée, de Sebastián Bednarik, dentro do projeto Mirada Latina, destinado a exibir produções independentes do cinema latino-americano.
A partir de sexta-feira, o cinema da Usina do Gasômetro estreia a produção brasileira Transeunte, de Eryk Rocha (aguarde divulgação).
PROGRAMAÇÃO
O Encouraçado Potemkin (Bronenosets Potyomkin), de Serguei Eisenstein. Rússia, 1925, 75 minutos.
Filme que disputa, com o Cidadão Kane de Orson Welles, o posto de melhor filme de todos os tempos. A revolta de um grupo de marinheiros de um navio e sua violenta repressão pelas tropas do czar, episódio-chave no movimento que levaria à Revolução de Outubro, deu origem a esta obra-prima do cineasta Serguei Eisenstein. Seu conteúdo, considerado revolucionário e subversivo, fez com que o filme fosse banido dos cinemas brasileiros durante a ditadura militar. Exibição em DVD.
Último Tango em Paris (Last Tango in Paris), de Bernardo Bertolucci. França/Itália, 1972, 129 minutos.
Ele (Marlon Brando) é um americano de 45 anos morando em Paris, atormentado pelo suicídio de sua esposa. Ela (Maria Schneider) é uma beldade parisiense de 20 anos, noiva de um jovem cineasta. Sem sequer saber os nomes um do outro, estas duas almas torturadas se unem para satisfazer seus desejos sexuais em um apartamento vazio. Cercado de uma aura de escândalo à época de seu lançamento, Último Tango em Paris foi proibido pela moralista censura do governo militar. Revisto hoje, suas sequências de sexo (que motivaram a sua proibição na época) chegam a ser pudicas. Exibição em DVD.
Glória Feita de Sangue (Paths of Glory). EUA, 1957, 88 minutos.
Primeira Guerra Mundial. Da segurança de um castelo atrás das linhas de combate, o Quartel General francês passa uma ordem direta para o Coronel Dax (Kirk Douglas): tomar uma posição inimiga a qualquer custo. Uma missão totalmente suicida, e um ataque destinado ao fracasso. Para dar cobertura a seu erro fatal, os generais ordenam a prisão de três soldados inocentes, acusando-os de covardia e motim. Inspirado em fatos reais, este clássico do cinema antimilitarista provocou a ira do governo francês, que proibiu sua difusão na França durante vários anos. Exibição em DVD.
Queimada! (Burn!), de Gillo Pontecorvo (Itália/França, 1969, 112 minutos)
Uma ilha do Caribe na metade do século XIX. Escravos de vastas plantações de açúcar dos portugueses estão prontos para transformar sua miséria em revolta. Para reverter a situação a seu favor, o governo britânico envia para a ilha o agente William Walker em uma missão tripla e desonesta: convencer os escravos a se rebelarem, tomar o comércio de açúcar para a Inglaterra e restabelecer o regime de escravidão. Marlon Brando estrela esta obra-prima do cinema político, que foi proibida pelo governo militar brasileiro. Exibição em DVD.
Emmanuelle, de Just Jaeckin (França, 1974, 90 minutos)
Na exótica Tailândia, Emmanuelle (Sylvia Kristel), uma linda e sensual modelo, viaja para encontrar o seu marido diplomata, Jean (Daniel Sarky), bem mais velho que ela. Ambos são tolerantes com os casos extraconjugais do outro e embora Emmanuelle tenha aprendido muitas coisas sobre o amor com o marido, Jean acredita que ela deva se aventurar em novas experiências sexuais. Um clássico do cinema erótico, Emmanuelle transformou Sylvia Kristel numa estrela e enfrentou problemas com a censura em diversos países. Vistas hoje, suas seqüências de sexo, a exemplo do que aconteceu com Último Tango em Paris, são quase pueris. Exibição em DVD.
GRADE DE HORÁRIOS
Semana de 16 a 21 de agosto de 2011
Terça-feira (16 de agosto)
15:00 – La Matinée
17:00 – Queimada!
19:00 – O Encouraçado Potemkin
Quarta-feira (17 de agosto)
15:00 – La Matinée
17:00 – Glória Feita de Sangue
19:00 – Último Tango em Paris
Quinta-feira (18 de agosto)
15:00 – La Matinée
17:00 – O Encouraçado Potemkin
19:00 – Emmanuelle
Sexta-feira (19 de agosto)
14:45 – Transeunte
17:00 – Transeunte
19:15 – Transeunte
Sábado (20 de agosto)
14:45 – Transeunte
17:00 – Transeunte
19:15 – Transeunte
Domingo (21 de agosto)
14:45 – Transeunte
17:00 – Transeunte
19:15 – Transeunte
Na sessão das 15h, a Sala P. F. Gastal mostra a produção uruguaia La Matinée, de Sebastián Bednarik, dentro do projeto Mirada Latina, destinado a exibir produções independentes do cinema latino-americano.
A partir de sexta-feira, o cinema da Usina do Gasômetro estreia a produção brasileira Transeunte, de Eryk Rocha (aguarde divulgação).
PROGRAMAÇÃO
O Encouraçado Potemkin (Bronenosets Potyomkin), de Serguei Eisenstein. Rússia, 1925, 75 minutos.
Filme que disputa, com o Cidadão Kane de Orson Welles, o posto de melhor filme de todos os tempos. A revolta de um grupo de marinheiros de um navio e sua violenta repressão pelas tropas do czar, episódio-chave no movimento que levaria à Revolução de Outubro, deu origem a esta obra-prima do cineasta Serguei Eisenstein. Seu conteúdo, considerado revolucionário e subversivo, fez com que o filme fosse banido dos cinemas brasileiros durante a ditadura militar. Exibição em DVD.
Último Tango em Paris (Last Tango in Paris), de Bernardo Bertolucci. França/Itália, 1972, 129 minutos.
Ele (Marlon Brando) é um americano de 45 anos morando em Paris, atormentado pelo suicídio de sua esposa. Ela (Maria Schneider) é uma beldade parisiense de 20 anos, noiva de um jovem cineasta. Sem sequer saber os nomes um do outro, estas duas almas torturadas se unem para satisfazer seus desejos sexuais em um apartamento vazio. Cercado de uma aura de escândalo à época de seu lançamento, Último Tango em Paris foi proibido pela moralista censura do governo militar. Revisto hoje, suas sequências de sexo (que motivaram a sua proibição na época) chegam a ser pudicas. Exibição em DVD.
Glória Feita de Sangue (Paths of Glory). EUA, 1957, 88 minutos.
Primeira Guerra Mundial. Da segurança de um castelo atrás das linhas de combate, o Quartel General francês passa uma ordem direta para o Coronel Dax (Kirk Douglas): tomar uma posição inimiga a qualquer custo. Uma missão totalmente suicida, e um ataque destinado ao fracasso. Para dar cobertura a seu erro fatal, os generais ordenam a prisão de três soldados inocentes, acusando-os de covardia e motim. Inspirado em fatos reais, este clássico do cinema antimilitarista provocou a ira do governo francês, que proibiu sua difusão na França durante vários anos. Exibição em DVD.
Queimada! (Burn!), de Gillo Pontecorvo (Itália/França, 1969, 112 minutos)
Uma ilha do Caribe na metade do século XIX. Escravos de vastas plantações de açúcar dos portugueses estão prontos para transformar sua miséria em revolta. Para reverter a situação a seu favor, o governo britânico envia para a ilha o agente William Walker em uma missão tripla e desonesta: convencer os escravos a se rebelarem, tomar o comércio de açúcar para a Inglaterra e restabelecer o regime de escravidão. Marlon Brando estrela esta obra-prima do cinema político, que foi proibida pelo governo militar brasileiro. Exibição em DVD.
Emmanuelle, de Just Jaeckin (França, 1974, 90 minutos)
Na exótica Tailândia, Emmanuelle (Sylvia Kristel), uma linda e sensual modelo, viaja para encontrar o seu marido diplomata, Jean (Daniel Sarky), bem mais velho que ela. Ambos são tolerantes com os casos extraconjugais do outro e embora Emmanuelle tenha aprendido muitas coisas sobre o amor com o marido, Jean acredita que ela deva se aventurar em novas experiências sexuais. Um clássico do cinema erótico, Emmanuelle transformou Sylvia Kristel numa estrela e enfrentou problemas com a censura em diversos países. Vistas hoje, suas seqüências de sexo, a exemplo do que aconteceu com Último Tango em Paris, são quase pueris. Exibição em DVD.
GRADE DE HORÁRIOS
Semana de 16 a 21 de agosto de 2011
Terça-feira (16 de agosto)
15:00 – La Matinée
17:00 – Queimada!
19:00 – O Encouraçado Potemkin
Quarta-feira (17 de agosto)
15:00 – La Matinée
17:00 – Glória Feita de Sangue
19:00 – Último Tango em Paris
Quinta-feira (18 de agosto)
15:00 – La Matinée
17:00 – O Encouraçado Potemkin
19:00 – Emmanuelle
Sexta-feira (19 de agosto)
14:45 – Transeunte
17:00 – Transeunte
19:15 – Transeunte
Sábado (20 de agosto)
14:45 – Transeunte
17:00 – Transeunte
19:15 – Transeunte
Domingo (21 de agosto)
14:45 – Transeunte
17:00 – Transeunte
19:15 – Transeunte
sexta-feira, 12 de agosto de 2011
Carlos Saura no Projeto Raros
FILME INÉDITO DE CARLOS SAURA
NO PROJETO RAROS DA SALA P. F. GASTAL
O projeto Raros da Sala P. F. Gastal exibe nesta sexta-feira, dia 12 de agosto, o filme espanhol A Caça (La Caza), segundo longa-metragem do diretor espanhol Carlos Saura, cineasta que enfrentou diversos problemas com a censura durante o governo do ditador Francisco Franco. Produzido em 1966, A Caça nunca foi lançado nos cinemas brasileiros, e nem mesmo em DVD. A sessão inicia às 20h e tem entrada franca.
O filme mostra um grupo de amigos que sai para uma caçada em região que foi cenário de sangrentos conflitos durante a Guerra Civil Espanhola. A trama é um pretexto para Saura realizar uma poderosa alegoria sobre o regime ditatorial do General Francisco Franco. Vencedor do prêmio de melhor direção no Festival de Berlim, A Caça abriu para o jovem Saura as portas do mercado cinematográfico europeu. Logo em seguida, o diretor conhece a atriz Geraldine Chaplin, com quem realizaria uma série de filmes célebres como Ana e os Lobos, Cria Cuervos e Elisa, Vida Minha, que o tornaram conhecido o Brasil.
A Caça será exibido numa cópia em DVD, com diálogos e legendas em espanhol. A entrada é franca.
A Caça (La Caza), de Carlos Saura. Espanha, 1966, 91 minutos. Com Ismael Merlo, Alfredo Mayo, José Maria Prada e Emílio Gutierrez Caba. Drama. Preto e branco.
sexta-feira, 5 de agosto de 2011
Sala P.F. Gastal segue exibindo Mostra com Filmes Censurados, com novos títulos
A fim de estimular o debate e marcar posição contra o recente e absurdo episódio envolvendo a proibição do filme A Serbian Film no Rio de Janeiro, a Sala P. F. Gastal segue exibindo a mostra que reúne uma série de célebres títulos que enfrentaram problemas com a censura e tiveram dificuldade de chegar ao público. Em sua segunda semana, a mostra agrega novos títulos à programação, como o clássico filme russo O Encouraçado Potemkim, de Serguei Eisenstein, e o espanhol A Caça (1966), segundo longa-metragem do diretor espanhol Carlos Saura, cineasta que enfrentou diversos problemas com a censura durante o governo do ditador Francisco Franco. Nunca lançado nos cinemas brasileiros, A Caça terá uma única exibição na sexta-feira, dia 12, às 20h, dentro do projeto Raros. Entre as outras atrações programadas, clássicos como Último Tango em Paris, de Bernardo Bertolucci, Glória Feita de Sangue, de Stanley Kubrick, e Sob o Domínio do Medo, de Sam Peckinpah. A programação tem o apoio da MPLC Distribuidora e da Programadora Brasil.
Na sessão das 17h, a Sala P. F. Gastal segue exibindo a produção uruguaia La Matinée, de Sebastián Bednarik, dentro do projeto Mirada Latina, destinado a exibir produções independentes do cinema latino-americano.
PROGRAMAÇÃO
Filme que disputa, com o Cidadão Kane de Orson Welles, o posto de melhor filme de todos os tempos. A revolta de um grupo de marinheiros de um navio e sua violenta repressão pelas tropas do czar, episódio-chave no movimento que levaria à Revolução de Outubro, deu origem a esta obra-prima do cineasta Serguei Eisenstein. Seu conteúdo, considerado revolucionário e subversivo, fez com que o filme fosse banido dos cinemas brasileiros durante a ditadura militar. Exibição em DVD.
A Caça (La Caza), de Carlos Saura. Espanha, 1966, 91 minutos.
Um grupo de amigos sai para uma caçada em região que foi cenário de sangrentos conflitos durante a Guerra Civil Espanhola. Uma poderosa alegoria de Saura sobre o regime ditatorial do General Francisco Franco, nunca lançada nos cinemas brasileiros. Única exibição no projeto Raros. Exibição em DVD.
Sob o Domínio do Medo (Straw Dogs), de Sam Peckinpah. Inglaterra/EUA, 1971, 118 minutos.
Um pacato professor (Dustin Hoffman) tem sua casa invadida por um grupo de marginais e acaba reagindo com extrema violência contra os agressores. Um dos melhores trabalhos do mestre Sam Peckinpah, este filme enfrentou problemas com a censura em diversos países pela violência de algumas seqüências. Exibição em DVD.
Último Tango em Paris (Last Tango in Paris), de Bernardo Bertolucci. França/Itália, 1972, 129 minutos.
Ele (Marlon Brando) é um americano de 45 anos morando em Paris, atormentado pelo suicídio de sua esposa. Ela (Maria Schneider) é uma beldade parisiense de 20 anos, noiva de um jovem cineasta. Sem sequer saber os nomes um do outro, estas duas almas torturadas se unem para satisfazer seus desejos sexuais em um apartamento vazio. Cercado de uma aura de escândalo à época de seu lançamento, Último Tango em Paris foi proibido pela moralista censura do governo militar. Revisto hoje, suas sequências de sexo (que motivaram a sua proibição na época) chegam a ser pudicas. Exibição em DVD.
Glória Feita de Sangue (Paths of Glory). EUA, 1957, 88 minutos.
Primeira Guerra Mundial. Da segurança de um castelo atrás das linhas de combate, o Quartel General francês passa uma ordem direta para o Coronel Dax (Kirk Douglas): tomar uma posição inimiga a qualquer custo. Uma missão totalmente suicida, e um ataque destinado ao fracasso. Para dar cobertura a seu erro fatal, os generais ordenam a prisão de três soldados inocentes, acusando-os de covardia e motim. Inspirado em fatos reais, este clássico do cinema anti-militarista provocou a ira do governo francês, que proibiu sua difusão na França durante vários anos. Exibição em DVD.
Queimada! (Burn!), de Gillo Pontecorvo (Itália/França, 1969, 112 minutos)
Uma ilha do Caribe na metade do século XIX. Escravos de vastas plantações de açúcar dos portugueses estão prontos para transformar sua miséria em revolta. Para reverter a situação a seu favor, o governo britânico envia para a ilha o agente William Walker em uma missão tripla e desonesta: convencer os escravos a se rebelarem, tomar o comércio de açúcar para a Inglaterra e restabelecer o regime de escravidão. Marlon Brando estrela esta obra-prima do cinema político, que foi proibida pelo governo militar brasileiro. Exibição em DVD.
Emmanuelle, de Just Jaeckin (França, 1974, 90 minutos)
Na exótica Tailândia, Emmanuelle (Sylvia Kristel), uma linda e sensual modelo, viaja para encontrar o seu marido diplomata, Jean (Daniel Sarky), bem mais velho que ela. Ambos são tolerantes com os casos extraconjugais do outro e embora Emmanuelle tenha aprendido muitas coisas sobre o amor com o marido, Jean acredita que ela deva se aventurar em novas experiências sexuais. Um clássico do cinema erótico, Emmanuelle transformou Sylvia Kristel numa estrela e enfrentou problemas com a censura em diversos países. Vistas hoje, suas seqüências de sexo, a exemplo do que aconteceu com Último Tango em Paris, são quase pueris. Exibição em DVD.
GRADE DE HORÁRIOS
Semana de 9 a 14 de agosto de 2011
Semana de 9 a 14 de agosto de 2011
Terça-feira (9 de agosto)
15:00 – Glória Feita de Sangue
17:00 – La Matinée
19:00 – O Encouraçado Potemkin
Quarta-feira (10 de agosto)
15:00 – Queimada!
17:00 – La Matinée
19:00 – Sob o Domínio do Medo
Quinta-feira (11 de agosto)
15:00 – O Encouraçado Potemkin
17:00 – La Matinée
19:00 – Emmanuelle
Sexta-feira (12 de agosto)
15:00 – Sob o Domínio do Medo
17:00 – La Matinée
20:00 – Projeto Raros (A Caça, de Carlos Saura)
Sábado (13 de agosto)
15:00 – Queimada!
17:00 – La Matinée
19:00 – O Encouraçado Potemkin
Domingo (14 de agosto)
15:00 – Sob o Domínio do Medo
17:00 – La Matinée
19:00 – Emmanuelle
Filme Raro de Olney São Paulo em exibição dia 7 de agosto
Integrando-se a um circuito nacional, a Sala P. F. Gastal da Usina do Gasômetro (3º andar) realiza no domingo, 7 de agosto, às 18h30, a exibição do filme Manhã Cinzenta (1969), de Olney São Paulo. A programação é uma iniciativa da Associação Brasileira de Documentaristas e Curta-metragistas (ABD Nacional) para marcar a passagem do Dia do Documentário. Em Porto Alegre, a sessão, que tem entrada franca, tem o apoio da APTC-RS, a ABD local.
Admirado por Glauber Rocha, Manhã Cinzenta é tido como o grande filme sobre tortura e repressão no regime militar realizado na época e mostra o que acontece com um grupo de estudantes engajados no combate à ditadura.
Em anexo, informações mais detalhadas sobre o diretor Olney São Paulo e o filme Manhã Cinzenta.
Dia do Documentário
Exibição Manhã Cinzenta
Duração: 21 minutos
Domingo, 7 de agosto de 2011
Horário: 18h30
quinta-feira, 28 de julho de 2011
Censura e Cinema na Sala P.F. Gastal
A fim de estimular o debate e marcar posição contra o recente e absurdo episódio envolvendo a proibição do filme A Serbian Film no Rio de Janeiro, a Sala P. F. Gastal (Usina do Gasômetro – 3º andar) realiza uma pequena mostra reunindo seis célebres títulos que enfrentaram problemas com a censura e tiveram dificuldades de chegar ao público. Entre as atrações programadas, clássicos como Último Tango em Paris, de Bernardo Bertolucci, Glória Feita de Sangue, de Stanley Kubrick, e Terra em Transe, de Glauber Rocha. A programação tem o apoio da MPLC Distribuidora e da Programadora Brasil.
Na sessão das 17h, a Sala P. F. Gastal segue apresentando a produção uruguaia La Matinée, de Sebastián Bednarik, dentro do projeto Mirada Latina, destinado a exibir produções independentes do cinema latino-americano.
PROGRAMAÇÃO
Último Tango em Paris (Last Tango in Paris), de Bernardo Bertolucci. França/Itália, 1972, 129 minutos.
Ele (Marlon Brando) é um americano de 45 anos morando em Paris, atormentado pelo suicídio de sua esposa. Ela (Maria Schneider) é uma beldade parisiense de 20 anos, noiva de um jovem cineasta. Sem sequer saber os nomes um do outro, estas duas almas torturadas se unem para satisfazer seus desejos sexuais em um apartamento vazio. Cercado de uma aura de escândalo à época de seu lançamento, Último Tango em Paris foi proibido pela moralista censura do governo militar. Revisto hoje, suas sequências de sexo (que motivaram a sua proibição na época) chegam a ser pudicas. Exibição em DVD.
Terra em Transe, de Glauber Rocha. Brasil, 1964.
Uma poética e libertária visão sobre o transe político pelo qual passavam os países da América Latina na década de 1960. Considerado o mais importante e polêmico filme de Glauber Rocha e um dos precursores do Cinema Novo e do movimento tropicalista, Terra em Transe tornou-se um clássico do cinema moderno, tendo conquistado, entre outros, o Prêmio da Crítica Internacional no Festival de Cannes de 1967. Lançado no ano do golpe militar no Brasil, o filme enfrentou inúmeros problemas com a censura e levou seu diretor ao exílio. Exibição em DVD.
Glória Feita de Sangue (Paths of Glory). EUA, 1957, 88 minutos.
Primeira Guerra Mundial. Da segurança de um castelo atrás das linhas de combate, o Quartel General francês passa uma ordem direta para o Coronel Dax (Kirk Douglas): tomar uma posição inimiga a qualquer custo. Uma missão totalmente suicida, e um ataque destinado ao fracasso. Para dar cobertura a seu erro fatal, os generais ordenam a prisão de três soldados inocentes, acusando-os de covardia e motim. Inspirado em fatos reais, este clássico do cinema anti-militarista provocou a ira do governo francês, que proibiu sua difusão na França durante vários anos. Exibição em DVD.
Iracema, uma Transa Amazônica, de Jorge Bodanzky e Orlando Senna (Brasil, 1975, 90 minutos)
Misto de documentário e ficção sobre uma jovem índia (Edna de Cássia) que cruza a Amazônia na companhia de um motorista de caminhão (Paulo César Pereio). Em contraste com a propaganda oficial da ditadura e o ufanismo nacionalista da época, o filme de Jorge Bondazky e Orlando Senna usa o cinema para denunciar o desmatamento, as queimadas, o trabalho escravo, a prostituição infantil e outras mazelas do Brasil que as autoridades preferiam encobrir. Proibido durante seis anos no país, o filme só começou a circular em 1981, quando foi o grande vencedor do Festival de Brasília. Exibição em DVD.
Queimada! (Burn!), de Gillo Pontecorvo (Itália/França, 1969, 112 minutos)
Uma ilha do Caribe na metade do século XIX. Escravos de vastas plantações de açúcar dos portugueses estão prontos para transformar sua miséria em revolta. Para reverter a situação a seu favor, o governo britânico envia para a ilha o agente William Walker em uma missão tripla e desonesta: convencer os escravos a se rebelarem, tomar o comércio de açúcar para a Inglaterra e restabelecer o regime de escravidão. Marlon Brando estrela esta obra-prima do cinema político, que foi proibida pelo governo militar brasileiro. Exibição em DVD.
Emmanuelle, de Just Jaeckin (França, 1974, 90 minutos)
Na exótica Tailândia, Emmanuelle (Sylvia Kristel), uma linda e sensual modelo, viaja para encontrar o seu marido diplomata, Jean (Daniel Sarky), bem mais velho que ela. Ambos são tolerantes com os casos extraconjugais do outro e embora Emmanuelle tenha aprendido muitas coisas sobre o amor com o marido, Jean acredita que ela deva se aventurar em novas experiências sexuais. Um clássico do cinema erótico, Emmanuelle transformou Sylvia Kristel numa estrela e enfrentou problemas com a censura em diversos países. Vistas hoje, suas seqüências de sexo, a exemplo do que aconteceu com Último Tango em Paris, são quase pueris. Exibição em DVD.
GRADE DE HORÁRIOS
Semana de 2 a 7 de agosto de 2011
Terça-feira (2 de agosto)
15:00 – Glória Feita de Sangue
17:00 – La Matinée
19:00 – Último Tango em Paris
Quarta-feira (3 de agosto)
15:00 – Queimada!
17:00 – La Matinée
19:00 – Iracema, uma Transa Amazônica
Quinta-feira (4 de agosto)
15:00 – Terra em Transe
17:00 – La Matinée
19:00 – Emmanuelle
Sexta-feira (5 de agosto)
15:00 – Iracema, uma Transa Amazônica
17:00 – La Matinée
19:00 – Queimada!
Sábado (6 de agosto)
15:00 – Glória Feita de Sangue
17:00 – La Matinée
19:00 – Último Tango em Paris
Domingo (7 de agosto)
15:00 – Queimada!
17:00 – La Matinée
18:30 – Manhã Cinzenta, de Olney São Paulo (aguarde divulgação) – Dia do Documentário
19:00 – Emmanuelle
Na sessão das 17h, a Sala P. F. Gastal segue apresentando a produção uruguaia La Matinée, de Sebastián Bednarik, dentro do projeto Mirada Latina, destinado a exibir produções independentes do cinema latino-americano.
PROGRAMAÇÃO
Último Tango em Paris (Last Tango in Paris), de Bernardo Bertolucci. França/Itália, 1972, 129 minutos.
Ele (Marlon Brando) é um americano de 45 anos morando em Paris, atormentado pelo suicídio de sua esposa. Ela (Maria Schneider) é uma beldade parisiense de 20 anos, noiva de um jovem cineasta. Sem sequer saber os nomes um do outro, estas duas almas torturadas se unem para satisfazer seus desejos sexuais em um apartamento vazio. Cercado de uma aura de escândalo à época de seu lançamento, Último Tango em Paris foi proibido pela moralista censura do governo militar. Revisto hoje, suas sequências de sexo (que motivaram a sua proibição na época) chegam a ser pudicas. Exibição em DVD.
Terra em Transe, de Glauber Rocha. Brasil, 1964.
Uma poética e libertária visão sobre o transe político pelo qual passavam os países da América Latina na década de 1960. Considerado o mais importante e polêmico filme de Glauber Rocha e um dos precursores do Cinema Novo e do movimento tropicalista, Terra em Transe tornou-se um clássico do cinema moderno, tendo conquistado, entre outros, o Prêmio da Crítica Internacional no Festival de Cannes de 1967. Lançado no ano do golpe militar no Brasil, o filme enfrentou inúmeros problemas com a censura e levou seu diretor ao exílio. Exibição em DVD.
Glória Feita de Sangue (Paths of Glory). EUA, 1957, 88 minutos.
Primeira Guerra Mundial. Da segurança de um castelo atrás das linhas de combate, o Quartel General francês passa uma ordem direta para o Coronel Dax (Kirk Douglas): tomar uma posição inimiga a qualquer custo. Uma missão totalmente suicida, e um ataque destinado ao fracasso. Para dar cobertura a seu erro fatal, os generais ordenam a prisão de três soldados inocentes, acusando-os de covardia e motim. Inspirado em fatos reais, este clássico do cinema anti-militarista provocou a ira do governo francês, que proibiu sua difusão na França durante vários anos. Exibição em DVD.
Iracema, uma Transa Amazônica, de Jorge Bodanzky e Orlando Senna (Brasil, 1975, 90 minutos)
Misto de documentário e ficção sobre uma jovem índia (Edna de Cássia) que cruza a Amazônia na companhia de um motorista de caminhão (Paulo César Pereio). Em contraste com a propaganda oficial da ditadura e o ufanismo nacionalista da época, o filme de Jorge Bondazky e Orlando Senna usa o cinema para denunciar o desmatamento, as queimadas, o trabalho escravo, a prostituição infantil e outras mazelas do Brasil que as autoridades preferiam encobrir. Proibido durante seis anos no país, o filme só começou a circular em 1981, quando foi o grande vencedor do Festival de Brasília. Exibição em DVD.
Queimada! (Burn!), de Gillo Pontecorvo (Itália/França, 1969, 112 minutos)
Uma ilha do Caribe na metade do século XIX. Escravos de vastas plantações de açúcar dos portugueses estão prontos para transformar sua miséria em revolta. Para reverter a situação a seu favor, o governo britânico envia para a ilha o agente William Walker em uma missão tripla e desonesta: convencer os escravos a se rebelarem, tomar o comércio de açúcar para a Inglaterra e restabelecer o regime de escravidão. Marlon Brando estrela esta obra-prima do cinema político, que foi proibida pelo governo militar brasileiro. Exibição em DVD.
Emmanuelle, de Just Jaeckin (França, 1974, 90 minutos)
Na exótica Tailândia, Emmanuelle (Sylvia Kristel), uma linda e sensual modelo, viaja para encontrar o seu marido diplomata, Jean (Daniel Sarky), bem mais velho que ela. Ambos são tolerantes com os casos extraconjugais do outro e embora Emmanuelle tenha aprendido muitas coisas sobre o amor com o marido, Jean acredita que ela deva se aventurar em novas experiências sexuais. Um clássico do cinema erótico, Emmanuelle transformou Sylvia Kristel numa estrela e enfrentou problemas com a censura em diversos países. Vistas hoje, suas seqüências de sexo, a exemplo do que aconteceu com Último Tango em Paris, são quase pueris. Exibição em DVD.
GRADE DE HORÁRIOS
Semana de 2 a 7 de agosto de 2011
Terça-feira (2 de agosto)
15:00 – Glória Feita de Sangue
17:00 – La Matinée
19:00 – Último Tango em Paris
Quarta-feira (3 de agosto)
15:00 – Queimada!
17:00 – La Matinée
19:00 – Iracema, uma Transa Amazônica
Quinta-feira (4 de agosto)
15:00 – Terra em Transe
17:00 – La Matinée
19:00 – Emmanuelle
Sexta-feira (5 de agosto)
15:00 – Iracema, uma Transa Amazônica
17:00 – La Matinée
19:00 – Queimada!
Sábado (6 de agosto)
15:00 – Glória Feita de Sangue
17:00 – La Matinée
19:00 – Último Tango em Paris
Domingo (7 de agosto)
15:00 – Queimada!
17:00 – La Matinée
18:30 – Manhã Cinzenta, de Olney São Paulo (aguarde divulgação) – Dia do Documentário
19:00 – Emmanuelle
quarta-feira, 27 de julho de 2011
Anri Sala na Galeria Iberê Camargo da Usina do Gasômetro
A Coordenação de Cinema, Vídeo e Fotografia da Secretaria Municipal de Cultura da Prefeitura de Porto Alegre, com o apoio do Instituto Inhotim, apresenta a obra Air-Cushioned Ride, do artista albanês Anri Sala.
Nascido em Tirana, em 1974, ele vive entre Paris e Berlim, e desde 1998 vem exibindo sua obra em importantes instituições do mundo todo como, como a Tate e a Serpentine Gallery, com passagens de grande sucesso pelas bienais de Veneza (1998 e 2003) e de São Paulo (2002 e 2010), entre outras. Formado na École Nationale Supérieure des Arts Décoratifs, em Paris, e em Le Fresnoy, Studio National des Arts Contemporains, em Tourcoing, na França, é considerado um dos artistas mais importantes de sua geração.
Inicialmente interessado nas questões políticas inerentes às conturbadas transformações pelas quais passava seu País, hoje Sala faz uso de filme e vídeo para a construção de narrativas mínimas, onde a relação com a paisagem, o tempo e a memória servem como ponto de partida para a discussão da própria linguagem audiovisual e da maneira como esta se relaciona com o som, a luz e a arquitetura.
"Alguns lugares não guardam edifícios ou datas a serem lembrados, mas produzem sua própria trilha sonora". Com essas palavras, retiradas de suas anotações, Anri Sala descreve a ambientação de Air-Cushioned Ride (2006). O vídeo documenta uma descoberta de Sala enquanto atravessava o estado do Arizona, nos Estados Unidos, ouvindo música barroca no rádio de seu carro. Assim que o artista entrou numa área de descanso para motoristas à margem da estrada, o sinal de rádio sofreu interferência de vários caminhões estacionados. Ao circular continuamente o agrupamento de caminhões, Sala ouvia a música country transmitida por uma segunda estação de rádio que interrompia, de modo intermitente, a música barroca. Ao som dessa trilha, o vídeo de Anri Sala mostra caminhões chegando e partindo do estacionamento e uma linha de horizonte sem fim. Numa clara referência ao gênero road movie, Sala investiga a idéia de um lugar intermediário, que nunca é o ponto de partida ou de chegada, mas que desenvolve suas potenciais qualidades a partir do tempo.
Air-Cushioned Ride, 2006 - Vídeo, 6'4"
(Coleção Inhotim, Minas Gerais, Brasil)
segunda-feira, 25 de julho de 2011
Filmes Latinos na Sala P.F. Gastal
A Sala P. F. Gastal da Usina do Gasômetro (3º andar) inaugura na próxima terça-feira, dia 26 de julho, um projeto de exibição de filmes latino-americanos, idealizado pela distribuidora Zapata Filmes, do cineasta colombiano – radicado em Porto Alegre – Juan Zapata. Intitulado Mirada Latina, o projeto estreia em Porto Alegre com a produção uruguaia La Matinée, de Sebastián Bednarik. Segundo Juan Zapata, “este projeto de distribuição, que acontece simultaneamente em diversos países, tem a intenção de programar obras do cinema latino-americano independente, abrindo uma janela para que o continente possa ver suas próprias histórias”.
Realizado em 2007, La Matinée faz um retrato do Carnaval de Montevidéu, através do olhar de um grupo de participantes veteranos da festa, a mais tradicional das comemorações populares no Uruguai. O filme de Sebastián Bednarik é uma amostra do atual bom momento vivido pelo cinema uruguaio, que tem ganhado destaque internacional com a premiação de filmes como Whisky, O Banheiro do Papa e Gigante em importantes festivais mundo afora.
La Matinée pode ser conferido na Sala P. F. Gastal em três sessões diárias, às 15:00, 17:00 e 19:00. Ingressos a R$ 3,00 e R$ 6,00.
La Matinée. Direção de Sebastián Bednarik. Uruguai, 2007. Documentário. Duração: 78 minutos.
GRADE DE HORÁRIOS
Semana de 26 a 31 de julho de 2011
Terça-feira (26 de julho)
15:00 – La Matinée
17:00 – La Matinée
19:00 – La Matinée
Quarta-feira (27 de julho)
15:00 – La Matinée
17:00 – La Matinée
19:00 – La Matinée
Quinta-feira (28 de julho)
15:00 – La Matinée
17:00 – La Matinée
19:00 – La Matinée
Sexta-feira (29 de julho)
15:00 – La Matinée
17:00 – La Matinée
19:00 – La Matinée
Sábado (30 de julho)
15:00 – La Matinée
17:00 – La Matinée
19:00 – La Matinée
Domingo (31 de julho)
15:00 – La Matinée
17:00 – La Matinée
19:00 – La Matinée
quarta-feira, 13 de julho de 2011
Oportunidade dupla de ver Kenneth Anger
Até 24 de julho a Sala P. F. Gastal da Usina do Gasômetro exibe uma programação especial paralela à exposição Kenneth Anger, que tem visitação até 31/07 no 2º andar da Usina do Gasômetro.
Além de mostrar alguns dos filmes de Anger na tela grande, também fazem parte da mostra diversos títulos que dialogam com sua obra, como Veludo Azul, de David Lynch, e Uma Canção de Amor, de Jean Genet.
PROGRAMAÇÃO DA MOSTRA
Fireworks, de Kenneth Anger (Estados Unidos, 1947, 20 minutos)
Fantasia onírica sobre o desejo masculino, inspirada nos conflitos entre marinheiros e mexicanos ocorridos em Los Angeles, em 1944. Anger tinha apenas 20 anos quando dirigiu o filme, inteiramente rodado na casa dos pais, com uma câmera 16mm, e é também seu ator principal. Fireworks ganhou a admiração de Tennessee Williams e de Jean Cocteau, que o selecionou para o Festival do Filme Maldito, em 1949, onde foi premiado. Exibição em DVD.
Uma Canção de Amor (Um Chant d’amour), de Jean Genet. França, 1950,
Numa prisão, o amor entre dois homens dá origem a um poema erótico dirigido por Jean Genet, neste filme-irmão de Fireworks, a obra de estreia de Anger. Exibição em DVD.
Scorpio Rising, de Kenneth Anger (Estados Unidos, 1963, 29 minutos)
Depois de voltar da França, Anger começou a documentar a vida da comunidade masculina dos motociclistas do Hell’s Angels da área de Brooklyn. Uma reflexão sobre velocidade, morte, masculinidade, fascismo, religião, revelando as sombrias correntes presentes na cultura popular americana do pós-guerra. Exibição em DVD.
O Selvagem, de Laszlo Benedek (The Wild One). EUA, 1953, 79 minutos.
O ator Marlon Brando interpreta Johnny, o líder de uma gangue de motociclistas que invade uma pequena e tranquila cidade da Califórnia, neste filme que remete ao clássico Scorpio Rising, de Anger, com seus motoqueiros de jaquetas de couro. Exibição em DVD.
Lucifer Rising, de Kenneth Anger (Estados Unidos, 1970-1980, 29 minutos)
Uma das mais elaboradas produções de Anger começou a ser rodada por volta de 1966 e foi abandonada em 1967, com a denúncia de que as latas teriam sido furtadas pelo jovem Bobby Beausoleil, contratado para atuar e compor a trilha musical. Anos mais tarde, as filmagens foram retomadas com a cantora inglesa Marianne Faithfull e o diretor escocês Donald Cammel no elenco. Participação especial do guitarrista Jimmy Page, do Led Zeppelin, numa cena em que ele admira um retrato do ocultista Aleister Crowley. Filmado em grande parte no Egito, o filme ficou pronto em 1972, mas só conseguiu distribuição em 1980. Exibição em DVD.
Crepúsculo dos Deuses (Sunset Boulevard), de Billy Wilder. EUA, 1950, 110 minutos.
Um roteirista ambicioso e desconhecido (William Holden) envolve-se com a decadente estrela do cinema mudo Norma Desmond (Gloria Swanson), nesta obra-prima que dialoga com o célebre Hollywood Babylon, livro de Anger com relatos de escândalos envolvendo celebridades da meca do cinema. Exibição em DVD.
Ruby, a Amante Diabólica (Ruby), de Curtis Harrington (EUA, 1977, 85 minutos)
Parceiro de Anger, o diretor Curtis Harrington dirigiu este cultuado filme de terror sobre satanismo, um dos temas preferidos de ambos os diretores. Exibição em DVD.
Veludo Azul (Blue Velvet), de David Lynch. EUA, 1986, 121 minutos.
Numa pequena cidade do interior dos Estados Unidos, rapaz descobre o lado obscuro da existência, numa das obras-primas de Lynch, diretor claramente influenciado pela obra de Anger. Exibição em DVD.
Coração Selvagem (Wild at Heart), de David Lynch. EUA, 1990, 128 minutos.
A louca paixão de Sailor (Nicolas Cage) por Lula (Laura Dern), no filme que deu a David Lynch a Palma de Ouro no Festival de Cannes. Exibição em DVD.
One Plus One, de Jean-Luc Godard. Inglaterra, 1968, 100 minutos.
Godard filma os Rolling Stones, parceiros de Anger, inspirador da música Sympathy for the Devil. Exibição em DVD.
Semana de 19 a 24 de julho de 2011
Terça-feira (19 de julho)
15:00 – O Selvagem / 79 min.
17:00 – Fireworks (20 min) + Uma Canção de Amor (26 min) / Total: 46 min.
19:00 – Ruby, a Amante Diabólica / 85 min.
Quarta-feira (20 de julho)
15:00 – Crepúsculo dos Deuses / 110 min.
17:00 – Ruby, a Amante Diabólica / 85 min.
19:00 – One Plus One / 100 min.
Quinta-feira (21 de julho)
15:00 – One Plus One / 100 min.
17:00 – Fireworks (20 min) + Uma Canção de Amor (26 min) / Total: 46 min.
19:00 – Coração Selvagem (128 min)
Sexta-feira (22 de julho)
15:00 – Crepúsculo dos Deuses / 110 min.
17:00 – Ruby, a Amante Diabólica / 85 min.
19:00 – Scorpio Rising (29 min) + Lucifer Rising (29 min) / Total: 58 min.
Sábado (23 de julho)
15:00 – Fireworks (20min) + Uma Canção de Amor (26 min) / Total: 46 min.
17:00 – O Selvagem / 79 min.
19:00 – One Plus One / 100 min.
Domingo (24 de julho)
15:00 – O Selvagem / 79 min.
17:00 – Scorpio Rising (29 min) + Lucifer Rising (29 min) / Total: 58 min.
19:00 – Veludo Azul / 121 min.
Além de mostrar alguns dos filmes de Anger na tela grande, também fazem parte da mostra diversos títulos que dialogam com sua obra, como Veludo Azul, de David Lynch, e Uma Canção de Amor, de Jean Genet.
Frequente colaborador da banda Rolling Stones (sendo o inspirador do hit Sympathy for the Devil), Kenneth Anger é o mais cultuado dos cineastas norte-americanos de vanguarda. Famoso pelas delirantes imagens de seus clássicos filmes experimentais (Scorpio Rising, Fireworks, Lucifer Rising), Anger influenciou diretores como Gus Van Sant, David Lynch e Rainer Werner Fassbinder e, segundo Martin Scorsese, este “artista de extraordinária imaginação” é um dos nomes “mais assombrosos e secretos do cinema americano”.
PROGRAMAÇÃO DA MOSTRA
Fireworks, de Kenneth Anger (Estados Unidos, 1947, 20 minutos)
Fantasia onírica sobre o desejo masculino, inspirada nos conflitos entre marinheiros e mexicanos ocorridos em Los Angeles, em 1944. Anger tinha apenas 20 anos quando dirigiu o filme, inteiramente rodado na casa dos pais, com uma câmera 16mm, e é também seu ator principal. Fireworks ganhou a admiração de Tennessee Williams e de Jean Cocteau, que o selecionou para o Festival do Filme Maldito, em 1949, onde foi premiado. Exibição em DVD.
Uma Canção de Amor (Um Chant d’amour), de Jean Genet. França, 1950,
Numa prisão, o amor entre dois homens dá origem a um poema erótico dirigido por Jean Genet, neste filme-irmão de Fireworks, a obra de estreia de Anger. Exibição em DVD.
Scorpio Rising, de Kenneth Anger (Estados Unidos, 1963, 29 minutos)
Depois de voltar da França, Anger começou a documentar a vida da comunidade masculina dos motociclistas do Hell’s Angels da área de Brooklyn. Uma reflexão sobre velocidade, morte, masculinidade, fascismo, religião, revelando as sombrias correntes presentes na cultura popular americana do pós-guerra. Exibição em DVD.
O Selvagem, de Laszlo Benedek (The Wild One). EUA, 1953, 79 minutos.
O ator Marlon Brando interpreta Johnny, o líder de uma gangue de motociclistas que invade uma pequena e tranquila cidade da Califórnia, neste filme que remete ao clássico Scorpio Rising, de Anger, com seus motoqueiros de jaquetas de couro. Exibição em DVD.
Lucifer Rising, de Kenneth Anger (Estados Unidos, 1970-1980, 29 minutos)
Uma das mais elaboradas produções de Anger começou a ser rodada por volta de 1966 e foi abandonada em 1967, com a denúncia de que as latas teriam sido furtadas pelo jovem Bobby Beausoleil, contratado para atuar e compor a trilha musical. Anos mais tarde, as filmagens foram retomadas com a cantora inglesa Marianne Faithfull e o diretor escocês Donald Cammel no elenco. Participação especial do guitarrista Jimmy Page, do Led Zeppelin, numa cena em que ele admira um retrato do ocultista Aleister Crowley. Filmado em grande parte no Egito, o filme ficou pronto em 1972, mas só conseguiu distribuição em 1980. Exibição em DVD.
Crepúsculo dos Deuses (Sunset Boulevard), de Billy Wilder. EUA, 1950, 110 minutos.
Um roteirista ambicioso e desconhecido (William Holden) envolve-se com a decadente estrela do cinema mudo Norma Desmond (Gloria Swanson), nesta obra-prima que dialoga com o célebre Hollywood Babylon, livro de Anger com relatos de escândalos envolvendo celebridades da meca do cinema. Exibição em DVD.
Ruby, a Amante Diabólica (Ruby), de Curtis Harrington (EUA, 1977, 85 minutos)
Parceiro de Anger, o diretor Curtis Harrington dirigiu este cultuado filme de terror sobre satanismo, um dos temas preferidos de ambos os diretores. Exibição em DVD.
Veludo Azul (Blue Velvet), de David Lynch. EUA, 1986, 121 minutos.
Numa pequena cidade do interior dos Estados Unidos, rapaz descobre o lado obscuro da existência, numa das obras-primas de Lynch, diretor claramente influenciado pela obra de Anger. Exibição em DVD.
Coração Selvagem (Wild at Heart), de David Lynch. EUA, 1990, 128 minutos.
A louca paixão de Sailor (Nicolas Cage) por Lula (Laura Dern), no filme que deu a David Lynch a Palma de Ouro no Festival de Cannes. Exibição em DVD.
One Plus One, de Jean-Luc Godard. Inglaterra, 1968, 100 minutos.
Godard filma os Rolling Stones, parceiros de Anger, inspirador da música Sympathy for the Devil. Exibição em DVD.
GRADE DE HORÁRIOS
Semana de 19 a 24 de julho de 2011
Terça-feira (19 de julho)
15:00 – O Selvagem / 79 min.
17:00 – Fireworks (20 min) + Uma Canção de Amor (26 min) / Total: 46 min.
19:00 – Ruby, a Amante Diabólica / 85 min.
Quarta-feira (20 de julho)
15:00 – Crepúsculo dos Deuses / 110 min.
17:00 – Ruby, a Amante Diabólica / 85 min.
19:00 – One Plus One / 100 min.
Quinta-feira (21 de julho)
15:00 – One Plus One / 100 min.
17:00 – Fireworks (20 min) + Uma Canção de Amor (26 min) / Total: 46 min.
19:00 – Coração Selvagem (128 min)
Sexta-feira (22 de julho)
15:00 – Crepúsculo dos Deuses / 110 min.
17:00 – Ruby, a Amante Diabólica / 85 min.
19:00 – Scorpio Rising (29 min) + Lucifer Rising (29 min) / Total: 58 min.
Sábado (23 de julho)
15:00 – Fireworks (20min) + Uma Canção de Amor (26 min) / Total: 46 min.
17:00 – O Selvagem / 79 min.
19:00 – One Plus One / 100 min.
Domingo (24 de julho)
15:00 – O Selvagem / 79 min.
17:00 – Scorpio Rising (29 min) + Lucifer Rising (29 min) / Total: 58 min.
19:00 – Veludo Azul / 121 min.
sexta-feira, 8 de julho de 2011
SALA P. F. GASTAL EXIBE FILMES QUE DIALOGAM COM A OBRA DE KENNETH ANGER
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| O Selvagem (The Wild One) |
No período de 12 a 24 de julho, ainda, a Sala P. F. Gastal da Usina do Gasômetro exibe uma programação especial paralela à exposição. Além de mostrar alguns dos filmes de Anger na tela grande, também serão programados diversos títulos que dialogam com sua obra, como Veludo Azul, de David Lynch, e Uma Canção de Amor, de Jean Genet.
Frequente colaborador da banda Rolling Stones (sendo o inspirador do hit Sympathy for the Devil), Kenneth Anger é o mais cultuado dos cineastas norte-americanos de vanguarda. Famoso pelas delirantes imagens de seus clássicos filmes experimentais (Scorpio Rising, Fireworks, Lucifer Rising), Anger influenciou diretores como Gus Van Sant, David Lynch e Rainer Werner Fassbinder e, segundo Martin Scorsese, este “artista de extraordinária imaginação” é um dos nomes “mais assombrosos e secretos do cinema americano”.
PROGRAMAÇÃO DA MOSTRA
Fireworks, de Kenneth Anger (Estados Unidos, 1947, 20 minutos)
Fantasia onírica sobre o desejo masculino, inspirada nos conflitos entre marinheiros e mexicanos ocorridos em Los Angeles, em 1944. Anger tinha apenas 20 anos quando dirigiu o filme, inteiramente rodado na casa dos pais, com uma câmera 16mm, e é também seu ator principal. Fireworks ganhou a admiração de Tennessee Williams e de Jean Cocteau, que o selecionou para o Festival do Filme Maldito, em 1949, onde foi premiado. Exibição em DVD.
Scorpio Rising, de Kenneth Anger (Estados Unidos, 1963, 29 minutos)
Depois de voltar da França, Anger começou a documentar a vida da comunidade masculina dos motociclistas do Hell’s Angels da área de Brooklyn. Uma reflexão sobre velocidade, morte, masculinidade, fascismo, religião, revelando as sombrias correntes presentes na cultura popular americana do pós-guerra. Exibição em DVD.
Lucifer Rising, de Kenneth Anger (Estados Unidos, 1970-1980, 29 minutos)
Uma das mais elaboradas produções de Anger começou a ser rodada por volta de 1966 e foi abandonada em 1967, com a denúncia de que as latas teriam sido furtadas pelo jovem Bobby Beausoleil, contratado para atuar e compor a trilha musical. Anos mais tarde, as filmagens foram retomadas com a cantora inglesa Marianne Faithfull e o diretor escocês Donald Cammel no elenco. Participação especial do guitarrista Jimmy Page, do Led Zeppelin, numa cena em que ele admira um retrato do ocultista Aleister Crowley. Filmado em grande parte no Egito, o filme ficou pronto em 1972, mas só conseguiu distribuição em 1980. Exibição em DVD.
Uma Canção de Amor (Um Chant d’amour), de Jean Genet. França, 1950,
Numa prisão, o amor entre dois homens dá origem a um poema erótico dirigido por Jean Genet, neste filme-irmão de Fireworks, a obra de estreia de Anger. Exibição em DVD.
Crepúsculo dos Deuses (Sunset Boulevard), de Billy Wilder. EUA, 1950, 110 minutos.
Um roteirista ambicioso e desconhecido (William Holden) envolve-se com a decadente estrela do cinema mudo Norma Desmond (Gloria Swanson), nesta obra-prima que dialoga com o célebre Hollywood Babylon, livro de Anger com relatos de escândalos envolvendo celebridades da meca do cinema. Exibição em DVD.
Ruby, a Amante Diabólica (Ruby), de Curtis Harrington (EUA, 1977, 85 minutos)
Parceiro de Anger, o diretor Curtis Harrington dirigiu este cultuado filme de terror sobre satanismo, um dos temas preferidos de ambos os diretores. Exibição em DVD.
Veludo Azul (Blue Velvet), de David Lynch. EUA, 1986, 121 minutos.
Numa pequena cidade do interior dos Estados Unidos, rapaz descobre o lado obscuro da existência, numa das obras-primas de Lynch, diretor claramente influenciado pela obra de Anger. Exibição em DVD.
Coração Selvagem (Wild at Heart), de David Lynch. EUA, 1990, 128 minutos.
A louca paixão de Sailor (Nicolas Cage) por Lula (Laura Dern), no filme que deu a David Lynch a Palma de Ouro no Festival de Cannes. Exibição em DVD.
One Plus One, de Jean-Luc Godard. Inglaterra, 1968, 100 minutos.
Godard filma os Rolling Stones, parceiros de Anger, inspirador da música Sympathy for the Devil. Exibição em DVD.
O Selvagem, de Laszlo Benedek (The Wild One). EUA, 1953, 79 minutos.
O ator Marlon Brando interpreta Johnny, o líder de uma gangue de motociclistas que invade uma pequena e tranquila cidade da Califórnia, neste filme que remete ao clássico Scorpio Rising, de Anger, com seus motoqueiros de jaquetas de couro. Exibição em DVD.
GRADE DE HORÁRIOS
Semana de 12 a 17 de julho de 2011
Terça-feira (12 de julho)
15:00 – O Selvagem
17:00 – Scorpio Rising + Lucifer Rising
19:00 – Veludo Azul
Quarta-feira (13 de julho)
15:00 – One Plus One
17:00 – Fireworks + Uma Canção de Amor
19:00 – Coração Selvagem
Quinta-feira (14 de julho)
15:00 – Crepúsculo dos Deuses
17:00 – Ruby, a Amante Diabólica
19:00 – One Plus One
Sexta-feira (15 de julho)
15:00 – Fireworks + Uma Canção de Amor
17:00 – O Selvagem
19:00 – One Plus One
Sábado (16 de julho)
15:00 – Crepúsculo dos Deuses
17:00 – Ruby, a Amante Diabólica
19:00 – Scorpio Rising + Lucifer Rising
Domingo (17 de julho)
15:00 – O Selvagem
17:00 – Fireworks + Uma Canção de Amor
19:00 – Ruby, a Amante Diabólica
quinta-feira, 7 de julho de 2011
quarta-feira, 6 de julho de 2011
Claire Denis ontem na P.F. Gastal
Claire Denis foi recebida por uma Sala P. F. Gastal lotada na noite de 5 de julho, quando acompanhou a sessão comentada do longa Bom Trabalho.
O público, super atento, enfrentou o frio e não teve motivos de arrependimento, pois foi brindado com a oportunidade de conversar com uma cineasta, que além de brilhante, mostrou-se muito simpática.
segunda-feira, 4 de julho de 2011
CINEASTA FRANCESA CLAIRE DENIS GANHA RETROSPECTIVA NA SALA P. F. GASTAL
A Coordenação de Cinema, Vídeo e Fotografia da Secretaria Municipal da Cultura de Porto Alegre, em parceria com a produtora carioca Electra, e com o apoio da Embaixada da França, realiza entre os dias 5 e 10 de julho a mostra Claire Denis – Um Olhar em Deslocamento, retrospectiva dedicada a esta que é uma das mais talentosas autoras do cinema contemporâneo.
Ao longo de uma semana, o público local poderá conferir na Sala P. F. Gastal da Usina do Gasômetro (3º andar), os 11 longas-metragens de ficção realizados por Denis, de Chocolate (1998) ao recente Minha Terra, África (2008), todos projetados em cópias em 35mm, com legendas eletrônicas em português. Tendo em vista que apenas três filmes da diretora tiveram lançamento comercial no Brasil – Noites sem Dormir (1994), Desejo e Obsessão (2001) e Minha Terra, África (2008) – a presente retrospectiva impõe-se desde logo como um dos mais importantes acontecimentos do calendário cinematográfico local em 2011, especialmente pelo fato de que a abertura da mostra, no dia 5 de julho, será acompanhada pela própria Denis.
Na ocasião, a cineasta participa de uma sessão comentada com o público após a exibição de Bom Trabalho (Beau Travail), às 19h.
Claire Denis nasceu em 1948 e foi criada na África. Começou sua carreira no cinema como assistente de direção de Wim Wenders e Jim Jarmusch, e em 1988 lançou seu primeiro longa-metragem, Chocolate. A trama do filme, claramente autobiográfico, acompanha o retorno de uma mulher (não por acaso chamada França) para a África, país onde passou sua infância. Em flashback, acompanhamos através dos olhos dessa menina o relacionamento entre sua mãe, seu pai e um empregado negro, revelando os traumas da herança colonialista francesa, tema que será constante ao longo de toda a filmografia da diretora.
Segundo Bernardo José de Souza, titular da Coordenação de Cinema, Vídeo e Fotografia da SMC, os filmes de Denis são “painéis multiculturais de extrema potência, que tratam de investigar as relações humanas ao mesmo tempo em que contextualizam personagens expatriados em espaços geográficos que, por si só, exercem o protagonismo nos dramas individuais e coletivos apresentados em sua obra”.
A mostra Claire Denis – Um Olhar em Deslocamento conta ainda com o apoio cultural do Hotel Embaixador e dos restaurantes Pâtissier, Chez Phillipe, Lorita, Le Bistrot, Tartoni, Faro, Du Attos, Aquavit, Moeda, Santo Antônio e Fazenda Barba Negra.
Programação
Chocolate (Chocolat). França/Alemanha/República de Camarões, 1988, 105 minutos.
Uma jovem francesa retorna para Camarões, África, onde viveu com sua família, para contemplar e relembrar a infância. A memória mais forte é a do empregado Protée, um homem bonito, forte e inteligente, submetido às barreiras raciais existentes na África Colonial.
USA Go Home (US Go Home). França, 1993, 58 minutos.
A história de duas adolescentes, uma festa e as tensões sociais e sexuais que envolvem o evento. Um dos capítulos de uma série para a televisão francesa, Tous les Garçons et les Filles de leur Âge, que envolveu nove diretores, incluindo Denis, Olivier Assayas e André Téchine. A adolescência e a música marcante da época, em um filme quase autobiográfico, que remete ao choque cultural vivido pela diretora quando ela voltou da África e passou a viver em Paris.
Noites Sem Dormir (J’ai Pas Sommeil). França/Alemanha/Suíça, 1994, 110 minutos.
Desejo e Obsessão (Trouble Every Day). França/Alemanha/Japão, 2001, 101 minutos.
Shane e June são um perfeito casal americano em lua de mel em Paris na tentativa de reconstruir uma vida nova. Secretamente, Shane começa a frequentar uma clínica médica que trata da libido humana e se deixa levar por perigosos impulsos sexuais.
Sexta-feira à Noite (Vendredi Soir). França, 2002, 90 minutos.
Laure está em mudança para morar com seu namorado. Ela entra no carro e fica presa no trânsito por horas. Sem pressa, ela observa o caos da cidade de Paris e oferece carona para um estranho, Jean, com quem vai passar uma noite.
O filme mostra o relacionamento entre um pai viúvo e sua jovem filha no subúrbio de Paris, habitado principalmente por negros e descendentes árabes. Uma homenagem ao cinema de Yasujiro Ozu, na qual Denis faz uma releitura do clássico Pai e Filha, uma das obras-primas do diretor japonês.
Minha Terra, África (White Material). França/República de Camarões, 2009, 106 minutos.
Em um país africano não definido e ameaçado constantemente por rebeliões, vive Maria, mulher branca que se nega a abandonar o local e deixar para trás sua plantação de café. André, ex-marido e pai de seu filho, teme pela vida de Maria e passa a arquitetar um plano de fuga para a França, sem desconfiar que não seria tão simples quanto pensava.
GRADE DE HORÁRIOS
5 a 10 de julho de 2011
5 de julho (terça-feira)
15:00 – Noites Sem Dormir (J’ai Pas Sommeil)
17:00 – Chocolate (Chocolat)
19:00 – Bom Trabalho (Beau Travail), seguido de conversa com a diretora Claire Denis (entrada franca)
6 de julho (quarta-feira)
15:00 – O Intruso (L’intrus)
17:30 – Nénette e Boni (Nénette et Boni)
19:30 – 35 Doses de Rum (35 Rhums)
7 de julho (quinta-feira)
15:00 – Sexta-feira à Noite (Vendredi Soir)
17:00 – Desejo e Obsessão (Trouble Every Day)
19:00 – Minha Terra, África (White Material)
8 de julho (sexta-feira)
15:00 – Minha Terra, África (White Material)
17:00 – Dane-se a Morte (Se’en Fout la Mort)
19:00 – O Intruso (L’intrus)
9 de julho (sábado)
15:00 – USA Go Home (US Go Home)
17:00 – Chocolate (Chocolat)
19:00 – Bom Trabalho (Beau Travail)
10 de julho (domingo)
15:00 – 35 Doses de Rum (35 Rhums)
17:00 – Noites Sem Dormir (J’ai Pas Sommeil)
19:00 – Nénette e Boni (Nénette et Boni)
Ao longo de uma semana, o público local poderá conferir na Sala P. F. Gastal da Usina do Gasômetro (3º andar), os 11 longas-metragens de ficção realizados por Denis, de Chocolate (1998) ao recente Minha Terra, África (2008), todos projetados em cópias em 35mm, com legendas eletrônicas em português. Tendo em vista que apenas três filmes da diretora tiveram lançamento comercial no Brasil – Noites sem Dormir (1994), Desejo e Obsessão (2001) e Minha Terra, África (2008) – a presente retrospectiva impõe-se desde logo como um dos mais importantes acontecimentos do calendário cinematográfico local em 2011, especialmente pelo fato de que a abertura da mostra, no dia 5 de julho, será acompanhada pela própria Denis.
Na ocasião, a cineasta participa de uma sessão comentada com o público após a exibição de Bom Trabalho (Beau Travail), às 19h.
Claire Denis nasceu em 1948 e foi criada na África. Começou sua carreira no cinema como assistente de direção de Wim Wenders e Jim Jarmusch, e em 1988 lançou seu primeiro longa-metragem, Chocolate. A trama do filme, claramente autobiográfico, acompanha o retorno de uma mulher (não por acaso chamada França) para a África, país onde passou sua infância. Em flashback, acompanhamos através dos olhos dessa menina o relacionamento entre sua mãe, seu pai e um empregado negro, revelando os traumas da herança colonialista francesa, tema que será constante ao longo de toda a filmografia da diretora.
Segundo Bernardo José de Souza, titular da Coordenação de Cinema, Vídeo e Fotografia da SMC, os filmes de Denis são “painéis multiculturais de extrema potência, que tratam de investigar as relações humanas ao mesmo tempo em que contextualizam personagens expatriados em espaços geográficos que, por si só, exercem o protagonismo nos dramas individuais e coletivos apresentados em sua obra”.
A mostra Claire Denis – Um Olhar em Deslocamento conta ainda com o apoio cultural do Hotel Embaixador e dos restaurantes Pâtissier, Chez Phillipe, Lorita, Le Bistrot, Tartoni, Faro, Du Attos, Aquavit, Moeda, Santo Antônio e Fazenda Barba Negra.
Programação
Chocolate (Chocolat). França/Alemanha/República de Camarões, 1988, 105 minutos.
Uma jovem francesa retorna para Camarões, África, onde viveu com sua família, para contemplar e relembrar a infância. A memória mais forte é a do empregado Protée, um homem bonito, forte e inteligente, submetido às barreiras raciais existentes na África Colonial.
Dane-se a Morte (Se’en Fout la Mort). França/Alemanha, 1990, 90 minutos.
A vida de dois irmãos imigrantes do oeste da África no subúrbio de Paris. Confinados, eles preparam os animais para a briga de galo no subsolo do restaurante onde trabalham. A briga de galo serve como símbolo da vida sórdida e violenta destes dois irmãos.
A história de duas adolescentes, uma festa e as tensões sociais e sexuais que envolvem o evento. Um dos capítulos de uma série para a televisão francesa, Tous les Garçons et les Filles de leur Âge, que envolveu nove diretores, incluindo Denis, Olivier Assayas e André Téchine. A adolescência e a música marcante da época, em um filme quase autobiográfico, que remete ao choque cultural vivido pela diretora quando ela voltou da África e passou a viver em Paris.
Noites Sem Dormir (J’ai Pas Sommeil). França/Alemanha/Suíça, 1994, 110 minutos.
Uma jovem imigrante da Lituânia chega a Paris. Théo, um músico de jazz que ganha seu dinheiro através de trabalho ilícito, perdeu toda a esperança e espera voltar para a Martinica com seu filho. Seu irmão homossexual, Camile, canta em bares à noite, trabalha como michê, trafica drogas e juntamente com seu amigo mata senhoras velhas. Denis não está interessada em criar tensão em volta dos assassinatos, mas na cidade grande como grande mosaico sem descanso, ao mesmo tempo anônima e íntima.
Nénette e Boni (Nénette et Boni). França, 1996, 103 minutos.
Nénnette e Boni foram criados separados porque seus pais eram divorciados. Boni trabalha em uma pizzaria para um casal intrigante, quando sua irmã foge da escola e de repente reaparece. Os dois agora terão que se redescobrir.
Bom Trabalho (Beau Travail). França, 1999, 92 minutos.
O filme é um passeio coreográfico pelo campo de treinamento da Legião Francesa, no nordeste da costa africana. As imagens mostram o universo repressor e os conflituosos sentimentos do sargento Gualp. Livremente baseado na novela Billy Budd, de Herman Melville.
Shane e June são um perfeito casal americano em lua de mel em Paris na tentativa de reconstruir uma vida nova. Secretamente, Shane começa a frequentar uma clínica médica que trata da libido humana e se deixa levar por perigosos impulsos sexuais.
Sexta-feira à Noite (Vendredi Soir). França, 2002, 90 minutos.
Laure está em mudança para morar com seu namorado. Ela entra no carro e fica presa no trânsito por horas. Sem pressa, ela observa o caos da cidade de Paris e oferece carona para um estranho, Jean, com quem vai passar uma noite.
O Intruso (L’intrus). França, 2004, 130 minutos
Louis Trebor, um homem de 70 anos, mora sozinho com seus cachorros em uma floresta entre a França e a Suíça. Ele precisa de um transplante de coração e vai até o Taiti procurar o filho que abandonou há muitos anos.
O filme mostra o relacionamento entre um pai viúvo e sua jovem filha no subúrbio de Paris, habitado principalmente por negros e descendentes árabes. Uma homenagem ao cinema de Yasujiro Ozu, na qual Denis faz uma releitura do clássico Pai e Filha, uma das obras-primas do diretor japonês.
Minha Terra, África (White Material). França/República de Camarões, 2009, 106 minutos.
Em um país africano não definido e ameaçado constantemente por rebeliões, vive Maria, mulher branca que se nega a abandonar o local e deixar para trás sua plantação de café. André, ex-marido e pai de seu filho, teme pela vida de Maria e passa a arquitetar um plano de fuga para a França, sem desconfiar que não seria tão simples quanto pensava.
GRADE DE HORÁRIOS
5 a 10 de julho de 2011
5 de julho (terça-feira)
15:00 – Noites Sem Dormir (J’ai Pas Sommeil)
17:00 – Chocolate (Chocolat)
19:00 – Bom Trabalho (Beau Travail), seguido de conversa com a diretora Claire Denis (entrada franca)
6 de julho (quarta-feira)
15:00 – O Intruso (L’intrus)
17:30 – Nénette e Boni (Nénette et Boni)
19:30 – 35 Doses de Rum (35 Rhums)
7 de julho (quinta-feira)
15:00 – Sexta-feira à Noite (Vendredi Soir)
17:00 – Desejo e Obsessão (Trouble Every Day)
19:00 – Minha Terra, África (White Material)
8 de julho (sexta-feira)
15:00 – Minha Terra, África (White Material)
17:00 – Dane-se a Morte (Se’en Fout la Mort)
19:00 – O Intruso (L’intrus)
9 de julho (sábado)
15:00 – USA Go Home (US Go Home)
17:00 – Chocolate (Chocolat)
19:00 – Bom Trabalho (Beau Travail)
10 de julho (domingo)
15:00 – 35 Doses de Rum (35 Rhums)
17:00 – Noites Sem Dormir (J’ai Pas Sommeil)
19:00 – Nénette e Boni (Nénette et Boni)
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