segunda-feira, 28 de março de 2011
P.F. segue com a programação do 7º Festival de Verão do RS de Cinema Internacional
terça-feira, 22 de março de 2011
The Archers: O Cinema de Michael Powell e Emeric Pressburger

Com curadoria de Liciane Mamede, a mostra The Archers: O Cinema de Michael Powell e Emeric Pressburger foi realizada pelo Centro Cultural Banco do Brasil entre dezembro de 2010 e janeiro de 2011. Na ocasião, foram apresentados todos os seus filmes. A partir de negociações com as distribuidoras, quatro das cópias em película 35mm puderam permanecer no Brasil, incluindo as versões restauradas das duas principais obras-primas da dupla, Narciso Negro (1947) e Os Sapatinhos Vermelhos (1948). O primeiro, que descreve o gradativo processo de exasperação sexual de um grupo de freiras convocadas para instalar um convento num antigo harém no Himalaia, recebeu o Oscar de melhor fotografia (para o excepcional trabalho de Jack Cardiff com o technicolor) e revelou o talento da atriz Deborah Kerr. Já o segundo, considerado o melhor filme sobre balé já realizado, foi uma clara fonte de inspiração para Darren Aranofsky em seu atual sucesso Cisne Negro.
Além destes dois títulos, serão exibidos O Espião de Preto (1939) e Eles Vão Dar o que Falar (1966). Todos os filmes serão apresentados em cópias em 35mm, com legendas eletrônicas em português, graças a uma parceria entre a Coordenação de Cinema, Vídeo e Fotografia da SMC, o 7º Festival de Verão do RS de Cinema Internacional e o Centro Cultural do Brasil. Ingressos a R$ 6,00 e R$ 3,00.
SINOPSES DOS FILMES
O Espião de Preto (Spy in Black), de Michael Powell (Reino Unido, 1939, P&B/ 35mm/ 82 minutos/ livre)
Um submarino alemão é enviado ao norte da Escócia tendo como missão afundar navios da frota britânica durante a Primeira Guerra Mundial. Porém, o contato do capitão alemão com a professora local, acaba atravancando os planos. Este foi o primeiro filme roteirizado pelo húngaro Emeric Pressburger a ser dirigido por Michael Powell.
Os Sapatinhos Vermelhos (Red Shoes), de Michael Powell e Emeric Pressburger (Reino Unido, 1948, colorido/ 35 mm/ 133 minutos/ livre)
Filme fotografado por Jack Cardiff. Uma famosa companhia de dança irá encenar a peça Os Sapatinhos Vermelhos. A protagonista, Victoria Page (Moira Shearer), se apaixona pelo compositor da peça (Marius Goring). Porém esse percalço poderá colocar o espetáculo em risco. Os Sapatinhos Vermelhos foi indicado a cinco Oscars, tendo ganhado dois: Melhor Direção de Arte e Melhor Trilha Sonora. A cena do espetáculo, com duração de 17 minutos, é considerada por muitos uma preciosidade.
Narciso Negro (Black Narcissus), de Michael Powell e Emeric Pressburber (Reino Unido, 1947, colorido/ 35 mm/ 100 minutos/ livre)
Filme fotografado por Jack Cardiff. Um grupo de freiras é enviado ao Himalaia, para tomar conta de um convento e prestar serviços à comunidade local. As freiras têm certa dificuldade para se adaptar à região, mas as coisas começam a se tornar realmente difíceis quando o sedutor senhor Dean aparece para prestar seus serviços. O filme traz Deborah Kerr em ótima atuação, que lhe rendeu o prêmio do Circulo de Críticos de Nova York naquele ano.
Eles Vão Dar o que Falar (They're a Weird Mob), de Michael Powell (Austrália e Reino Unido, 1966/ colorido/ 35 mm/ 112 minutos/ livre)
Filme roteirizado por Pressburger. Um jovem jornalista italiano vai para Sidney (Austrália) para trabalhar no jornal italiano de seu primo. Porém, ao chegar lá, descobre que ele imigrou para o Canadá deixando apenas dívidas. Sem muitas opções, o jornalista começa a aprender inglês e a pagar os débitos. Aos poucos, ele vai descobrindo os costumes de um novo país.
Abaixo, texto de Telma Schoonmaker Powell sobre a realização da mostra The Archers no Brasil.
Rumo à América Latina
Telma Schoonmaker Powell*
Quando a II Guerra Mundial acabou, Michael Powell finalmente se sentiu à vontade para deixar a Inglaterra, onde ele e Emeric Pressburger haviam feito uma série de grandes filmes, entre eles Coronel Blimp (The Life and Death of Colonel Blimp), Um Conto de Canterbury (A Canterbury Tale), Sei Onde Fica o Paraíso (I Know Where I´m Going) e Neste Mundo e no Outro (A Matter of Life and Death). Estes filmes foram realizados a partir de idéias originais e foram, na maioria das vezes, bem sucedidos comercialmente. Favorecidos pelos esforços e atenções voltados à guerra naquele momento, os archers fizeram uma obra-prima atrás da outra sem que houvesse qualquer interferência por parte da Rank Films* em seu trabalho – um período que Martin Scorsese chamou de “o melhor período de realização subversiva dentro de um estúdio em todos os tempos”. Scorsese inveja a maravilhosa liberdade artística que os archers tiveram naquela época. Finda a guerra, Michael Powell quis deixar a Europa e procurar boas histórias para seus filmes em outras partes do mundo.
Ele escolheu a América Latina como alvo. Michael e sua mulher, Frankie, visitaram México, Peru e Guatemala. Ele voltou à Inglaterra fervilhando de idéias para filmes. Em sua autobiografia, A Life in Movies, Michael escreve sobre essa experiência: “Eu estava ansioso para encontrar pessoas exóticas com histórias estupendas. Eu sempre fui fascinado pela conquista espanhola da América, e, particularmente, pela conquista do Peru. Eu havia lido tudo que por ventura tenha caído nas minhas mãos sobre os maias, astecas e incas. Foram os incas, seu misterioso império e sua total destruição pelo conquistador espanhol Pizarro que me fascinaram em particular. Eu sonhava em fazer um filme selvagem e íntimo sobre o confronto de duas crenças rivais, entre os selvagens espanhóis e os civilizados índios. E, acima de tudo, havia o mistério sobre de onde teriam vindo regras tão sofisticadas e a teoria de que haveria uma comunicação constante pelo mar entre a América do Sul e as ilhas dos mares do sul”.
Entretanto, o sonho de Michael Powell de fazer um filme na América Latina teve que esperar, porque quando ele imediatamente voltou à Inglaterra, uma outra idéia sobre um lugar distante o estava esperando: Narciso Negro (Black Narcissus). A poderosa atração exercida pela América Latina, no entanto, sempre teve forte influência na vida de Michael. Tal afirmação pode ser comprovada pela iniciativa de produzir Onde o Rio Acaba (End of the River), no mesmo ano em que filmava Narciso Negro. Mais tarde, claro, Emeric e Michael visitaram Argentina e Brasil para preparar A Batalha do Rio da Prata. Na época, eles planejaram desenvolver outras histórias que pudessem ser feitas ali, mas nunca conseguiram obter financiamento para isso. Como eu gostaria que essas histórias pudessem ter sido feitas.
Penso que ambos, Michael Powell e Emeric Pressburger, estariam muito felizes de saber que uma retrospectiva de seu trabalho será feita no Brasil neste final de 2010 e início de 2011. Agradeço a todos que fizeram este evento possível.
Londres, 10 de novembro de 2010
* Telma Schoonmaker Powell é montadora e assinou a edição de vários filmes de Martin Scorsese, entre os quais Touro Indomável, O Aviador e Os Infiltrados. Foi esposa de Michael Powell até a morte dele, em 1990.
* A Rank Films era a mais poderosa empresa de filmes britânica dos anos 1940, 1950 e 1960, atuando em áreas como produção, distribuição e exibição.
PROGRAMAÇÃO
25 de março (sexta-feira)
15:00 – O Espião de Preto
17:00 – Eles Vão Dar o que Falar
19:00 – Os Sapatinhos Vermelhos
26 de março (sábado)
15:00 – Eles Vão Dar o que Falar
17:00 – Narciso Negro
19:00 – O Espião de Preto
27 de março (domingo)
15:00 – Narciso Negro
17:00 – Os Sapatinhos Vermelhos
domingo, 20 de março de 2011
Mostra Ameaça Nuclear
Na sexta-feira, 25 de março, a Sala P. F. Gastal integra-se à programação do Festival de Verão do RS de Cinema Internacional, exibindo a mostra The Archers – O Cinema de Michael Powell e Emeric Pressburger (aguarde divulgação específica).
PROGRAMAÇÃO
A Síndrome da China (The China Syndrome), de James Bridges (EUA, 1979, 121 minutos)
Jack Lemmon, Jane Fonda e Michael Douglas estrelam este vigoroso suspense que alerta sobre os perigos da energia nuclear e o poder dos noticiários de televisão. Em 1979, A Síndrome da China teve enorme publicidade em virtude do acidente da usina nuclear de Three Mile Island, que foi não apenas um espelho dos eventos retratados no filme, mas também por ter ocorrido justamente doze dias após a estréia do filme nos cinemas.
A Hora Final (On the Beach), de Stanley Kramer (EUA, 1959, 34 minutos)
A guerra acabou. Ninguém ganhou. Somente os habitantes da Austrália e os homens do submarino americano Sawfish escaparam da destruição nuclear e da radiação. O Capitão Dwight Towers (Gregory Peck) leva o Sawfish para uma missão de reconhecimento para verificar se uma nuvem de radiação se dissipou, mas retorna com tristes notícias: a nuvem é letal. Com os dias e horas minguando, cada um confronta a desastrosa situação à sua maneira. Do aclamado diretor Stanley Kramer, este clássico do cinema americano é tido como um dos melhores filmes já feitos sobre a questão nuclear.
GRADE DE HORÁRIOS
Semana de 22 a 27 de março de 2011
22 de março (terça-feira)
16:00 – A Hora Final (exibição em DVD)
19:00 – A Síndrome da China (exibição em DVD)
23 de março (quarta-feira)
16:00 – A Síndrome da China (exibição em DVD)
19:00 – A Hora Final (exibição em DVD)
24 de março (quinta-feira)
16:00 – A Hora Final (exibição em DVD)
19:00 – A Síndrome da China (exibição em DVD)
Mostra The Archers – O Cinema de Michael Powell e Emeric Pressburger
25 de março (sexta-feira)
15:00 – O Espião de Preto (exibição em 35mm)
17:00 – Eles Vão Dar o que Falar (exibição em 35mm)
19:00 – Os Sapatinhos Vermelhos (exibição em 35mm)
26 de março (sábado)
15:00 – Eles Vão Dar o que Falar (exibição em 35mm)
17:00 – Narciso Negro (exibição em 35mm)
19:00 – O Espião de Preto (exibição em 35mm)
27 de março (domingo)
15:00 – Narciso Negro (exibição em 35mm)
17:00 – Os Sapatinhos Vermelhos (exibição em 35mm)
quinta-feira, 17 de março de 2011
SALA P. F. GASTAL REALIZA SESSÕES GRATUITAS DA SÉRIE DE DOCUMENTÁRIOS ZEITGEIST

Future by Design (2006), de William Gazecki
Documentário que apresenta a vida e a visão de longo prazo de Jacque Fresco, considerado por muitos como um moderno Da Vinci. Comparado a Einstein e Buckminster Fuller, Jacque é um futurista autodidata que se descreve como um generalista – um estudante de muitos campos inter-relacionados. Ele é um inventor prolífico, tendo passado toda a sua vida trabalhando em invenções com a utilização de tecnologias inovadoras. Como um futurista, Jacque não é só um teórico, mas também um engenheiro e designer.
Zeitgeist: Moving Forward (2011), de Peter Joseph
O filme dá continuidade a um longo trabalho documental que se propõe a apresentar um caminho para a necessária transição do atual paradigma socioeconômico monetário que rege a sociedade no mundo inteiro. Este tema transcenderá questões de relativismo cultural e ideologias tradicionais e passará a estabelecer, como objetivo central, o redesenho de uma empírica vida na Terra em nome da sobrevivência humana e social. Ao invés de continuar desafiando as imutáveis leis naturais, o objetivo é criar um novo paradigma de sustentabilidade social denominado “economia baseada em recursos”. O filme traz depoimentos de especialistas nas áreas da saúde pública, antropologia, neurobiologia, economia, energia, tecnologia, ciências sociais e outros temas relevantes que dizem respeito às áreas socioculturais. Os três temas centrais do documentário são Comportamento Humano, Economia Monetária e Ciências Aplicadas. Juntando estes temas, o documentário cria um modelo de compreensão do atual paradigma social; o porquê de ser fundamental sair dele – junto com uma abordagem social nova e radical, porém prática, baseada em conhecimentos avançados que resolveriam os atuais problemas sociais enfrentados pelo mundo contemporâneo.
Zeitgeist: Addendum (2008), de Peter Joseph
Documentário que discute o Sistema do Banco Central americano, a CIA, o mundo corporativo, governo e outras instituições financeiras, e até a igreja, concluindo que elas são todas instituições corruptas prejudiciais à humanidade e com grande urgência de substituição. O filme tenta localizar as causas desta corrupção generalizada social, oferecendo uma solução, o "Projeto Vênus". Em sua conclusão, o filme salienta a necessidade de reconhecer sistemicamente as idéias de emergência e simbiose da natureza, descrevendo os passos concretos que podem ser tomados para enfraquecer o sistema monetário.
GRADE DE HORÁRIOS
Sábado (19 de março)
15h - Zeitgeist: Addendum (2008), de Peter Joseph (2h03min)
17h15 - Future by Design (2006), de William Gazecki (1h26min)
15h - Future by Design (2006), de William Gazecki (1h26min)
19h30 - Zeitgeist: Addendum (2008), de Peter Joseph (2h03min)
segunda-feira, 14 de março de 2011

Em virtude de uma falha da distribuidora responsável por sua exibição, o filme português Duas Mulheres teve suas sessões definitivamente canceladas na Sala P. F. Gastal. Até sexta-feira, dia 11 de março, a cópia do filme ainda não havia sido entregue, obrigando o cinema da Usina do Gasômetro a suspender várias de suas funções. Por esta razão, a partir de terça-feira, 15 de março, a Sala P. F. Gastal substitui as sessões de Duas Mulheres pelo filme Lianna, de John Sayles, já exibido no final de semana.
Lianna fica em cartaz até sexta-feira, dia 18 de março. No sábado e domingo, a Sala P. F. Gastal apresenta os três títulos da trilogia ecológica Zeitgeist (aguarde divulgação específica).
Lianna, de John Sayles. Com Linda Griffiths, Jane Hallaren e Jon Devries. EUA, 1983. Duração: 110 minutos. Classificação indicativa: 16 anos.
GRADE DE HORÁRIOS
Semana de 15 a 20 de março de 2011
15 de março (terça-feira)
15:00 – Lianna
17:00 – Lianna
19:00 – Lianna
16 de março (quarta-feira)
15:00 – Lianna
17:00 – Lianna
19:00 – Lianna
17 de março (quinta-feira)
15:00 – Lianna
17:00 – Lianna
19:00 – Debate Direito e Carnaval
18 de março (sexta-feira)
15:00 – Lianna
17:00 – Lianna
19:00 – Lianna
19 de março (sábado)
15:00 – Zeitgeist: Addendum
17:15 – Zeitgeist: Future by Design
19:00 – Zeitgeist: Moving Forward
20 de março (domingo)
15:00 – Zeitgeist: Future by Design
16:45 – Zeitgeist: Moving Forward
19:30 – Zeitgeist: Addendum
sexta-feira, 11 de março de 2011
Alteração na programação da Sala
Pedimos desculpas pelo transtorno.
Aguarde em breve nova programação.

As sessões terão entrada franca. O filme será exibido em DVD.
Sessões às 15, 17 e 19h.
quinta-feira, 3 de março de 2011
Sala P.F Gastal lança filme português sobre lesbianismo
Sinopse: Joana, médica psiquiatra de 40 anos, é casada com Paulo, executivo de uma grande empresa financeira. O casamento sólido e estável é abalado por Monica, paciente de Joana. Seus mistérios e a promessa de liberdade fazem com que Joana questione sua rotina. Mas como esconder um romance assim? Como Paulo reagirá ao descobrir?
Duas Mulheres pode ser conferido na Sala P. F. Gastal em três sessões diárias, às 15:00. 17:00 e 19:00. Ingressos a R$ 6,00 e R$ 3,00.
DUAS MULHERES, de João Mário Grilo. Portugal/Brasil/2009. Classificação Etária: 14 anos. Duração: 100 minutos. Com Beatriz Batarda, Virgílio Castelo, Débora Monteiro e Sofia Grill.
GRADE DE HORÁRIOS
Semana de 9 a 13 de março de 2011
19:00 – Duas Mulheres
17:00 – Duas Mulheres