terça-feira, 16 de março de 2010

Ultima chance para Jodorowsky antes da chegada dos Vampiros

Depois de receber a programação do 6º Festival de Verão do RS de Cinema Internacional, a Sala P. F. Gastal dá uma última chance aos espectadores interessados em conhecer os delirantes filmes do diretor chileno Alejandro Jodorowsky na próxima sexta-feira, dia 19 de março (nas sessões das 15h, 17h e 19h), e no sábado, dia 20 (nas sessões das 15:00 e 17:00).
A Mostra Jodorowsky é uma realização do SESC e tem entrada franca.

No sábado à noite, integrando a programação do evento 24 Horas de Cultura, o cinema da Usina do Gasômetro dá início a Mostra Gosto de Sangue – Vamp
iros no Cinema, que irá se estender ao longo de três semanas. Na abertura da mostra, marcada para as 19h, será servido ao público um coquetel típico (regado a sangria), seguido por uma maratona de três filmes: uma atração surpresa, inédita no Brasil, e dois clássicos da lendária produtora inglesa Hammer, Drácula, o Príncipe das Trevas (de 1965, com Christopher Lee) e o Circo dos Vampiros, de Robert Young (de 1972).



Grade de Horários
19 a 21 de março de 2010

Mostra Jodorowsky

Sexta-feira (19 de março)

15:00 – Fando e Lis (acompanha o curta A Gravata)
17:00 – A Montanha Sagrada
19:00 – El Topo

Sábado (20 de março)

15:00 – El Topo
17:00 – A Montanha Sagrada

Mostra Gosto de Sangue – Vampiros no Cinema


Sábado (20 de março)

19:00 – Coquetel de abertura da mostra seguido de maratona com os seguintes filmes:

20:00 - Filme surpresa inédito no Brasil
22:00 – Drácula, o Príncipe das Trevas, de Terence Fisher (1965)
23:30 – O Circo dos Vampiros, de Robert Young (1972)

Domingo (21 de março)

15:00 – Nosferatu, o Vampiro, de F. W. Murnau (1922)
17:00 – Drácula, de Tod Browning (1931)
19:00 – O Vampiro, de Carl Thedor Dreyer (1932)

segunda-feira, 15 de março de 2010

Tela da Cidade exibe curtas na Semana de Porto Alegre





A Coordenação de Cinema, Vídeo e Fotografia em conjunto com a Coordenação da Memória Cultural da Secretaria da Cultura de Porto Alegre, promovem no próximo dia 20 de março, às 20h mais uma edição do projeto Tela da Cidade.

O projeto realiza exibições ao ar livre de curtas metragens na fachada de prédios históricos, buscando a união do audiovisual contemporâneo com a memória consagrada através do patrimônio edificado.

Essa edição será realizada no Museu Joaquim Felizardo (Rua João Alfredo, 582 - Cidade Baixa), escolhido pela sua relevância na história da cidade.

Serão exibidos cinco filmes de curta-metragem que sinalizam os novos rumos do cinema brasileiro, em uma homenagem do cinema à memória da cidade no seu aniversário


Programação


Vida Maria , de Márcio Ramos

Maria José, uma menina de 5 anos de idade, é levada a largar os estudos para trabalhar. Ela cresce, casa, tem filhos, envelhece.

Ficha Técnica:

Direção, Computação Gráfica, Roteiro, Edição e Vozes - Márcio Ramos,
Produção - Joelma Santos
Produção Executiva - Isabela Veras (Trio Filmes)
Música "Vida Maria" - Hérlon Robson
Storyboard e Concepts - Michelangelo Almeida e Roberto Fernandez
Efeitos Sonoros - Danilo Carvalho
Mixagem de Som - Érico Paiva.
Animação, Ano 2006, Duração 9 min


Aos Pés, de Zeca Brito

Aos Pés discute a questão da arte e suas manifestações diante das estranhezas do mundo e da matéria.

Ficha Técnica:

Produção de Coletivo Inconsciente
Direção e Roteiro de Zeca Brito
Produtor Executivo: Bruno Polidoro
Elenco: Leonardo Machado e Carla Cassapo
Diretor de Fotografia: Bruno Polidoro e Pablo Escajedo
Diretor de Arte: Virginia Simone
Montagem: Frederico Ruas
Ano 2009, Duração 18 Min

A Invasão do Alegrete de Diego Muller

Brasil, Rio Grande do Sul. Duas cidades vizinhas: Alegrete e Uruguaiana. Uma rivalidade histórica. Após a instalação do primeiro telefone público em Alegrete, dois uruguaianenses resolvem passar um trote para Doutor Sérgio, único possuidor de telefone da cidade rival: Uruguaiana prepara A Invasão do Alegrete. Famoso em dar notícias ruins vindas de longe, Doutor Sérgio parte, junto com seu fiel escudeiro Paulinho, numa jornada repleta de surpresas em busca de ajuda para defender a cidade.

Ficha Técnica:

Direção: Diego Muller
Produção de GM2/Filmes
Roteirista: Davi Pires e Diego Muller
Produtor Executivo: Pablo Müller
Atores: Miguel Ramos
Atores Coadjuvantes: João França, Marcos Barreto, Nelson Diniz, Sirmar Antunes, Artur Pinto, Danny Gris, Marcos Suhre e Felipe de Paula
Atrizes Coadjuvantes: Nadya Mendes
Diretor de Fotografia: Juliano Lopes
Diretor de Arte: Eduardo Antunes
Montagem: Vicente Moreno
Música: Pirisca Grecco
Trilha Sonora Original - Compositor: Pirisca Grecco
Edição de Som: Gabriela Bervian
Ano 2009, Duração: 21 min

Palavra Roubada, de Mirela Kruel

Uma maleta roubada, uma dupla de desocupados, um velho.

Uma surpresa que revela um amor do passado e traz para o presente sentimentos esquecidos.


Ficha Técnica
CM, RS, 2009 – 18min
Direção: Mirela Kruel
Produção Executiva: Cris Reque
Direção de Produção: Felipe Diniz
Desenho de Produção: Cris Reque e Felipe Diniz
Assistente de Direção: Janaína Fischer
Direção de Fotografia: Eduardo Izquierdo
Direção de Arte: Luiz Roque
Figurino: Taís Cardoso
Produção de objetos: Valéria Verba
Produção de locação: Maria Pia Azevedo
Trilha sonora: Diego Poloni
Montagem: Bruno Carboni
Desenho de som: Leo Bracht
Créditos: Ricardo Mendes
Story board: Débora Padilha
Maquiagem: Gabriela Guimarães
Assistente de Câmera: Glauco Firpo

Elenco
Milton Mattos (Justino)
Marcelo Adams (João)
Rodrigo Fiatt (Rico)
Valéria Lima (Amália)

Ano 2009, Duração: 18 min

Subsolo, de Jaime Lerner

O que é ficar no escuro, sem saber como agir e qual direção tomar? Essa é sensação de Mônica, surpreendida por uma peça do destino que põe à prova suas vontades.

Ficha Técnica:

Diretor(es): Jaime Lerner
Roteirista(s): Jaime Lerner
Elenco: Renato Mallmann, João Guilherme Viana, José Artur Pinto, Fernanda Maurici, Carla Marins
Ano 2007, Duração 17 min

quarta-feira, 10 de março de 2010

Festival de Verão na Sala P. F. Gastal

A partir de sexta-feira, 12 de março, a Sala P. F. Gastal da Usina do Gasômetro (3º andar) passa a integrar o circuito do 6º Festival de Verão do RS de Cinema Internacional, realizado pela Panda Filmes. Entre os destaques da programação, cinco clássicos do diretor francês Jean-Luc Godard e o inédito Sede de Sangue, filme sobre um padre vampiro, dirigido pelo coreano Park Chan-wook (o mesmo de Old Boy e Lady Vingança), todos apresentados em cópias em 35mm.

Outras atrações importantes são o filme brasileiro Estrada para Ythaca, grande vencedor da última Mostra de Tiradentes, o clássico do cinema mudo Sumurun (1920), de Ernst Lubitsch, estrelado pela diva Pola Negri, além de dois títulos do genial diretor português João César Monteiro, A Comédia de Deus e As Bodas de Deus.

GRADE DE HORÁRIOS

12 a 18 de março de 2009

Sexta-feira (12 de março)

15:00 – Alphaville (35mm)
17:00 – Caderno de Notas Sobre Roupas e Cidades (16mm)
19:00 – Os Dispensáveis (DVD)

Sábado (13 de março)

15:00 – O Demônio das Onze Horas (35mm)
17:00 – Tokyo Ga (16mm)
19:00 – Estrada para Ythaca (DVD)

Domingo (14 de março)

15:00 – Uma Mulher é uma Mulher (35mm)
17:00 – Os Dispensáveis (DVD)
19:00 – Sede de Sangue (35mm)

Terça-feira (16 de março)

15:00 – O Pequeno Soldado (35mm)
17:00 – Nono Dia (DVD)
19:00 – A Comédia de Deus (DVD)

Quarta-feira (17 de março)

15:00 – O Desprezo (35mm)
17:00 – Meu Melhor Inimigo (16mm)
19:00 – Sede de Sangue (35mm)

Quinta-feira (18 de março)

15:00 – Sumurun (DVD)
17:00 – Férias (DVD)
19:00 – As Bodas de Deus (DVD)

FILMES PROGRAMADOS

Os Dispensáveis

Drama, Alemanha, 2009, 100 minutos
Direção: Andreas Arnstedt
Elenco: Andrè Hennicke, Steffi Kühnert e Mathieu Carrière
Roteiro: Andreas Arnstedt
Fotografia: Patricia Lewandowska
Montagem: Sylvan Contandin
Distribuição: Sem distribuidora

Uma criança de 11 anos é criada em uma família de classe média baixa. A mãe, alcoólatra, tem que ser internada para desintoxicação, e o pai se suicida dentro de casa. O menino tenta encobrir a morte do pai escondendo o corpo por duas semanas, com medo de ser enviado a um orfanato. Podendo agir em liberdade, ele começa a desenvolver traços de personalidade que odiava em seu pai.

Estrada para Ythaca
Drama, Brasil, 2010, 70 minutos
Direção, roteiro, produção, fotografia, som e montagem:
Guto Parente, Luiz Pretti, Pedro Diógenes e Ricardo Pretti
Elenco: Guto Parente, Luiz Pretti, Pedro Diógenes, Ricardo Pretti, Rodrigo Capistrano, Uirá dos Reis e Ythallo Rodrigues


"Mantenha sempre Ythaca em sua mente. / Chegar lá é sua meta final, / Mas não tenha pressa na viagem. / Melhor que dure vários anos; / E ancore na ilha quando você estiver velho, / com todas as riquezas que você tiver adquirido no caminho, / sem esperar que Ythaca irá enriquecê-lo. / Ythaca terá lhe dado a linda viagem. / Sem ela você nunca teria partido, / E ela não poderia dar-lhe mais... / Tão sábio que serás, com todo conhecimento, / Já terás entendido o / que significa Ythaca."

Konstantínos Kaváfis

Sede de Sangue

Terror, Coréia do Sul, 2009, 133 minutos
Direção: Park Chan-wook
Elenco: Song Kang-ho, Kim Ok-vin, Shin Ha-kyun e Kim Hae-sook
Roteiro: Park Chan-Wook e Chung Seo-Kyung
Fotografia: Chung Chung-Hoon
Montagem: Kim Sang-Bum e Kim Jae-Bum
Distribuição: Paris Filmes


Sang-Hyun, um padre que acredita que a vida é preciosa, torna-se voluntário de um projeto secreto de desenvolvimento de vacinas para ajudar a salvar vidas a partir de um vírus mortal. Mas, durante o experimento, ele é infectado com o vírus e morre. Quando recebe uma transfusão de sangue desconhecido, milagrosamente, volta à vida, mas o sangue o transforma em um vampiro.

Caderno de Notas Sobre Roupas e Cidades (Aufzeichnungen zu Kleidern und Städten)

1989, 79 minutos
Direção: Wim Wenders
Elenco: Wim Wenders e Yohji Yamamoto

Wim Wenders fala com o designer de moda Yohji Yamamoto sobre os processos criativos e reflete sobre a relação entre cidades, identidade e o cinema na era digital.

Férias (Ferien)
2007, 91 minutos
Direção: Von Thomas Arslan
Elenco: Angela Winkler, Karoline Eichhorn, Uwe Bohm, Gudrun Ritter, Anja Schneider e Wigand Witting


No verão, em uma casa de campo afastada na região de Uckermack, que fica ao norte de Berlim, uma foto de família se despedaça. A mãe está farta da vida solitária no interior, o casamento da filha está à beira do fim, o filho adolescente tem a primeira briga com a namorada e a avó adoece gravemente e morre. No meio disso, acontecimentos dramáticos acabam se infiltrando furtivamente.

Meu Melhor Inimigo (Mein liebster Feind - Klaus Kinski)
1999, 95 minutos
Direção: Werner Herzog
Elenco: Werner Herzog, Klaus Kinski e Mick Jagger

Filme sobre a tempestuosa e também lendária relação de trabalho entre dois mitos do cinema, Werner Herzog e Klaus Kinski, e seus planos independentes e simultâneos de matar um ao outro.

O Nono Dia (Der Neunte Tag)
2004, 97 minutos
Direção: Volker Schlöndorff

Elenco: Ulrich Matthes, August Diehl, Hilmar Thate, Bibiana Beglau, Germain Wagner e Jean-Paul Raths

Em fevereiro de 1942 o padre Henri Kremer recebe nove dias de liberdade do campo de concentração. Gebhardt, oficial da Gestapo, coloca-o frente à decisão entre vida e morte: Kreme deve convencer a sua igreja a colaborar com os nazistas. De outra forma, não somente ele como também sua família e confrades presos estariam ameaçados de morte. Baseado em trechos do diário do religioso Jean Bernard.

Sumurun
1921, 103 minutos
Direção: Ernst Lubitsch
Elenco: Ernst Lubitsch, Pola Negri, Paul Wegener e Jenny Hasselqvist


Uma magnífica fantasia inspirada no conto de fadas das “Mil e Uma Noites”, na qual a bailarina de um espetáculo ambulante provoca uma crise de ciúmes entre um rico xeique e seu sedutor filho. A iniciadora das intrigas é Sumurun, a favorita do sultão, que pretende escapar de seu poder.

Tokyo-Ga
1985, 92 minutos
Direção: Wim Wenders
Elenco: Chishu Ryu, Werner Herzog e Yuuharu Atsuta
Documentário que o cineasta alemão Wim Wenders explora o mundo do diretor japonês Yasujiro Ozu.

As Bodas de Deus
1999, 150 minutos
Diretor: João César Monteiro
Elenco: João César Monteiro, Rita Durão e Joana Azevedo

Tudo parece perdido. É então que num velho parque solitário e gelado, duas sombras se encontram: a de Deus e a de um Enviado de Deus. Um mendigo recebe dele uma mala cheia de dinheiro. Uma jovem está prestes a afogar-se. João a salva e a leva para um convento de freiras. Após ficar rico com o dinheiro da mala, começa a empregar seus esforços em ajudar ao convento e na jovem salva por ele.

A Comédia de Deus
1995, 165 minutos
Diretor: João César Monteiro
Elenco: João César Monteiro, Cláudia de Freitas e Manuela de Freitas


Os dias do senhor João de Deus decorrem sem grandes sobressaltos, divididos entre o seu trabalho no “Paraíso de Gelado" e sua casa. No primeiro, desempenha as funções de encarregado e de inventor do famoso sorvete "Paraíso", especialidade da casa. Já no segundo, paralelamente aos trabalhos domésticos, ocupa suas horas solitárias de ócio colecionando pelos pubianos femininos num precioso álbum, que chama "Livro dos Pensamentos".


MOSTRA GODARD

Alphaville (Alphaville)
Drama, França/Reino Unido, 1965, 95 minutos
Direção: Jean-Luc Godard
Elenco: Anna Karina e Eddie Constantine


Lemmy Caution é uma espécie de espião americano que chega à cidade futurista de Alphaville, situada em outro planeta. Durante sua missão, apaixona-se pela filha de um cientista maquiavélico.

O Demônio das Onze Horas (Pierrot le Fou)
Drama, França / Itália, 1965, 110 minutos
Direção: Jean-Luc Godard
Elenco: Anna Karina e Jean-Paul Belmondo

Casado com uma italiana, e entediado com sua vida na alta sociedade, o professor espanhol Ferdinand foge em direção ao Sul com Marianne, após um cadáver ser encontrado na casa dela. Eles caem na estrada e deixam um rastro de roubos por onde passam.

O Desprezo (Le Mépris)
Drama, França, 1963, 100 minutos
Direção: Jean-Luc Godard
Elenco: Brigitte Bardot, Michel Piccoli, Jack Palance, Fritz Lang e Giorgia Moll


Camille ama seu marido Paul, escritor que mora em Roma. Jérémy Prokosch, produtor americano, pede a Paul que reescreva o roteiro de seu filme, que terá direção de Fritz Lang. De repente, Camille percebe que não ama mais o marido, ou mais exatamente, que ela o despreza...

O Pequeno Soldado (Le Petit Soldat)

Drama, França, 1963, 93 minutos
Direção: Jean-Luc Godard
Elenco: Michel Subor e Anna Karina

Durante a guerra da Argélia. Bruno Forestier é desertor, está refugiado em Genebra e se apaixona por Verônica Dreyer. Então, ele recebe a incumbência de eliminar um jornalista político da rádio suíça. Fracassada a missão, Bruno é preso e torturado pelo FLN. Consegue escapar e volta para Verônica, que está trabalhando para o FLN. Tempos depois, ela é presa e torturada até a morte pelos extremistas franceses.

Uma Mulher é Uma Mulher (Une Femme est une Femme)

Comédia, França, 1961, 85 minutos
Direção: Jean-Luc Godard
Elenco: Anna Karina, Jean-Claude Brialy e Jean-Paul Belmondo


Angela é uma stripper que deseja ter um filho com seu marido, Émile Récamier. Quando ele nega seu pedido, ela tenta engravidar de Alfred Lubtisch, um homem da noite amigo do casal. Sentindo que caiu numa armadilha, ele diz: “Angela, você é infame”. “Não”, diz ela, “eu sou uma mulher”.

Cultura Eletronica na Usina do Gasômetro


A cultura digital vai além da música, supera a imagem, rompe as fronteiras entre gêneros e suportes, gerando uma nova forma de nos aproximarmos do mundo. Pensando nisso, o Instituto Cervantes promove na Usina do Gasômetro entre os dias 11 e 14 de março o evento Cervantes Digital: Cultura Eletrônica no Sul do Brasil. Trata-se de um festival dirigido às pessoas vinculadas à cultura eletrônica e digital, mas também capaz de atrair a quem ainda não se interessou por ela. Até domingo, dia 14 de março, o Cervantes Digital oferecerá ao público interessado uma mostra de trabalhos de videoarte, oficinas e apresentações de DJs (confira abaixo a programação completa). A entrada é franca.
O Instituto Cervantes pretende transformar este evento (que acontece simultaneamente em Florianópolis) numa atividade anual, com a intenção de promover a reflexão, a criação e a comunicação digital em suas futuras edições.

Atrações Internacionais

NO-DOMAIN

No-Domain é um estúdio audiovisual localizado em Barcelona, fundado em 2002 pelo artísta venezuelano Joaquín Urbina, junto a outros designers gráficos como Wyzton Borrero. Desde o início conquistaram reconhecimento e notoriedade internacional pela criatividade e versatilidade em trabalhar com diversas técnicas como ilustração, animação gráfica, 3D e stop motion, misturando técnicas high-tech e low-tech. Seus trabalhos incluem premiados filmes de publicidade para clientes como Adidas, MTV, Virgin, Seat, videoclipes para músicos como Daedelus, DJ Krush e Yoda e performances audiovisuais para festivais como o Sónar de Barcelona desde 2004.

SILVER CITY
Silver City é o duo formado por Julian Sanza e Fernando Pulichino. Começaram sua careira em 1999 no grupo Ciudad Feliz em Mar del Plata, Argentina. Em 2002 emigraram para a Inglaterra e formaram o projeto 20:20 Soundsystem junto com Ralph Lawson, dono do conceituado selo 20:20 Vision, com quem têm se apresentado nos melhores festivais ao redor do mundo e recebido grandes elogios da imprensa internacional. Julian toca teclados e programação, enquanto Fernando se apresenta tocando baixo e também atuando como DJ. A sonoridade da dupla é melódica e harmoniosa, executando uma mistura de jazz, house e disco music.

PROGRAMAÇÃO


Quinta-feira (11 de março)
19:00 - 19:30 Abertura / Apresentação (Sala P. F. Gastal)
19:30 - 20:30 Filmes / programa de videoarte (Sala P. F. Gastal)

Sexta-feira (12 de março)
18:00 - 20:00 Festa com DJ Lucio Kahara & convidados (térreo da Usina do Gasômetro)

Sábado (13 de março)
12:30 - 14:00 Workshop No-Domain (Sala P. F. Gastal)
19:00 - 20:00 Show Performance Audiovisual: No-Domain (4º andar da Usina do Gasómetro))

Domingo (14 de março)
12:30 - 14:00 Workshop: Silver City (Sala P. F. Gastal)
17:00 - Show / Performance Musical : Silver City, com abertura de Lucio Kahara & Gabriel Cevallos (4º andar da Usina do Gasómetro)

USINA DO GASÔMETRO
Av. Presidente João Goulart, 551
Fone: (51) 3289-8137

INSTITUTO CERVANTES DE PORTO ALEGRE
Rua João Caetano, 285 - Três Figueiras
Fone: (51) 3330-9452

Informações:

cervantesdigital2010@gmail.com

sexta-feira, 5 de março de 2010

Sala P. F. Gastal segue exibindo filmes de Jodorowsky e documentário sobre Crítica

A Sala P. F. Gastal segue exibindo até quinta-feira, 11 de março, a mostra de filmes do cultuado cineasta chileno Alejandro Jodorowsky. Promovida pelo SESC, a Mostra Jodorowsky exibe os quatro primeiros trabalhos desse visionário artista, há muitos anos radicado na França: o curta-metragem A Gravata (1957) e os longas Fando e Lis (1968), El Topo (1970) e A Montanha Sagrada (1973). Com sessões nos horários das 15:00 e 19:00, a mostra tem entrada franca.

Já na sessão das 17:00 permanece em cartaz o excelente documentário brasileiro Crítico, de Kleber Mendonça Filho. Ingressos a R$ 3,00 e R$ 6,00.

A partir de sexta-feira, 12 de março, a Sala P. F. Gastal integra-se ao circuito exibidor do 6° Festival de Verão do RS de Cinema Internacional, cuja programação será divulgada posteriormente.


Grade de Horários
Semana de 9 a 14 de março de 2010


Terça-feira (9 de março)

15:00 – A Montanha Sagrada
17:00 – Crítico
19:00 – El Topo

Quarta-feira (10 de março)

15:00 – Fando e Lis (acompanha o curta A Gravata)
17:00 – Crítico
19:00 – A Montanha Sagrada

Quinta-feira (11 de março)

15:00 – El Topo
17:00 – Crítico
19:00 – Fando e Lis (acompanha o curta A Gravata)


Sexta-feira (12 de março)

6° Festival de Verão do RS de Cinema Internacional

Sábado (13 de março)

6° Festival de Verão do RS de Cinema Internacional

Domingo (14 de março)

6° Festival de Verão do RS de Cinema Internacional

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010

Jodorowsky na Sala P. F. Gastal

A Sala P. F. Gastal recebe a partir de terça-feira, dia 2 de março, uma programação reunindo filmes do cultuado cineasta chileno Alejandro Jodorowsky.
Promovida pelo SESC, a Mostra Jodorowsky exibe os quatro primeiros trabalhos desse visionário artista, há muitos anos radicado na França: o curta-metragem A Gravata (1957) e os longas Fando e Lis (1968), El Topo (1970) e A Montanha Sagrada (1973). Com sessões nos horários das 15:00 e 19:00, a mostra tem entrada franca. Na quinta-feira, 5 de março, após a exibição do filme A Montanha Sagrada, acontece um debate sobre a obra do diretor com a participação do críticos de cinema Cristian Verardi, Thomaz Albornoz e Marcus Mello (os dois últimos estiveram com Jodorowsky em 2004 e 2007, participando das tradicionais leituras de tarô que o mestre costuma promover).

Já na sessão das 17:00 a Sala P. F. Gastal segue exibindo o documentário brasileiro Crítico, de Kleber Mendonça Filho. Ingressos a R$ 3,00 e R$ 6,00.

PROGRAMAÇÃO DA MOSTRA JODOROWSKY

Os quatro filmes reunidos na mostra ilustram bem as razões pelas quais os fãs de Alejandro Jodorowsky costumam cultuá-lo como o mais original e iconoclasta de todos os cineastas. Sua visão de mundo delirante é traduzida num minucioso trabalho de direção de arte, com cenários e figurinos de grande impacto visual. Também chama a atenção a forma como o diretor usa animais em cena, fazendo desfilar pela tela cobras, hipopótamos, elefantes, lagartos, crocodilos, cobras, zebras, tigres, criando um autêntico bestiário cinematográfico.

Além dos filmes reunidos na programação, a filmografia do diretor inclui ainda os longas Tusk (1980), Santa Sangre (1989) e O Ladrão do Arco-íris (1990), seu último trabalho no cinema. Desde então, Jodorowsky dedica-se a outras atividades, como o estudo do tarô (foi responsável pela restauração do Tarô de Marselha), a literatura e as histórias em quadrinhos.

A Gravata (Le Cravate). França, 1957, 21 minutos.

Versão muda de um conto do escritor Thomas Mann sobre uma garota que vende cabeças. Com roteiro de Jean Cocteau, este curta era considerado perdido, mas teve uma de suas cópias recentemente descoberta na Alemanha. Para Jodorowsky, esta que foi sua primeira experiência cinematográfica mostra que “um artista deve ser como Cocteau, esquizofrênico, pois necessita ser muitas pessoas ao mesmo tempo, não apenas uma”. Exibição em DVD.


Fando e Lis (Fando y Lis). México, 1968, 93 minutos.

O impotente Fando e sua namorada paralítica Lis viajam em busca da cidade encantada de Tar, atravessando desertos escaldantes e montanhas traiçoeiras. A princípio concebido como uma livre adaptação de uma performance escrita pelo dramaturgo Fernando Arrabal, o filme acompanha dois personagens perdidos que transitam lastimosamente por labirínticos caminhos de incomunicabilidade. Exibição em DVD.

El Topo. México, 1970, 124 minutos.

Envolto numa roupagem alegórica e repleto de cifrados simbolismos, o filme narra as andanças de um pistoleiro através do deserto, numa epopéia surrealista que inaugurou a moda das sessões malditas na cidade de Nova York, as famosas “midnight movies”, que logo se espalhariam pelo mundo. Exibição em DVD.

A Montanha Sagrada (The Holy Mountain). México, 1973, 113 minutos.

O próprio Jodorowsky interpreta o papel de um alquimista que reúne um grupo de pessoas – cada uma delas representando um planeta do Sistema Solar – para uma jornada iniciática. Ovacionado no Festival de Cannes de 1973, o filme foi produzido com o auxílio os Beatles, que eram fãs do trabalho do diretor. Exibição em DVD;


Grade de Horários
Semana de 2 a 7 de março de 2010


Terça-feira (2 de março)

15:00 – A Montanha Sagrada
17:00 – Crítico
19:00 – El Topo


Quarta-feira (3 de março)

15:00 – Fando e Lis (acompanha o curta A Gravata)
17:00 – Crítico
19:00 – El Topo

Quinta-feira (4 de março)

15:00 – A Montanha Sagrada
17:00 – Crítico
19:00 – A Montanha Sagrada , sessão seguida de debate com os críticos Cristian Verardi, Thomaz Albornoz e Marcus Mello

Sexta-feira (5 de março)

15:00 – Fando e Lis (acompanha o curta A Gravata)
17:00 – Crítico
19:00 – A Montanha Sagrada

Sábado (6 de março)

15:00 – A Montanha Sagrada
17:00 – Crítico
19:00 – Fando e Lis (acompanha o curta A Gravata)

Domingo (7 de março)

15:00 – Fando e Lis (acompanha o curta A Gravata)
17:00 – Crítico
19:00 – El Topo

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010

Documentário coloca a crítica em discussão


Como os cineastas reagem à crítica? O crítico consegue ser imparcial mesmo quando o criticado vive na mesma cidade (e eventualmente é seu amigo?), como a crítica recebe críticas? Estas são algumas das questões levantadas pelo documentário Critico, de Kleber Mendonça Filho, que estreia na Sala P. F. Gastal na próxima terça-feira, dia 23 de fevereiro.

Exibido no Festival de Gramado em 2008 e em março de 2009 em Porto Alegre, na abertura do evento O Estado da Crítica (numa única sessão), finalmente o documentário de Kleber Mendonça Filho entra em cartaz na cidade, quase dois anos após a sua primeira exibição no Estado. O filme reúne entrevistas com cineastas e críticos de cinema de várias nacionalidades, colhidas pelo diretor (que também é crítico de cinema do Jornal do Comércio de Recife, além de cineasta premiado internacionalmente por curtas como Vinil Verde, Eletrodoméstica e, mais recentemente, Recife Frio) ao longo de uma década. Assíduo frequentador de festivais como Cannes e Berlim, Mendonça Filho conseguiu depoimentos reveladores de diretores como Gus Van Sant, Elia Suleiman, Walter Salles, Tom Tykwer, Fernando Meirelles e Eduardo Coutinho, entre tantos outros, além de ouvir críticos de algumas das mais renomadas publicações internacionais. Estes depoimentos são combinados a cenas de arquivo, que muitas vezes funcionam como comentários irônicos em relação ao que está sendo dito pelos entrevistados. O resultado final acaba indo além da mera relação cineasta X crítico de cinema. Além das reflexões suscitadas pelo filme servirem para qualquer área do exercício crítico (literatura, música, teatro, artes plásticas), o que Kleber Mendonça Filho coloca em dicussão é a complexidade envolvida em torno daquilo que se convencionou chamar de juízo de valor. É isto que torna Crítico atraente para qualquer espectador interessado em filmes que, além de entretenimento, provoquem a reflexão.

A estréia de Crítico em Porto Alegre tem o apoio da ACCIRS, a Associação de Críticos de Cinema do Rio Grande do Sul. O filme será apresentado em três sessões diárias, às 15h, 17h e 19h. Ingressos a R$ 6,00 e R$ 3,00. Exibições em 35mm.

Crítico. Direção de Kleber Mendonça Filho. Brasil, 2008. Duração: 80 minutos. Roteiro: Kleber Mendonça Filho e Emilie Lesclaux. Música: DJ Dolores. Exibição em 35mm.

GRADE DE HORÁRIOS
Semana de 23 a 28 de fevereiro de 2010

Terça-feira (23 de fevereiro)
15:00 – Crítico
17:00 – Crítico
19:00 – Crítico

Quarta-feira (24 de fevereiro)
19:00 – Crítico
20:30 – Mostra de Vídeos de Dança – Intercâmbio Chile/Brasil

Quinta-feira (25 de fevereiro)
15:00 – Crítico
17:00 – Crítico
19:00 – Crítico

Sexta-feira (26 de fevereiro)
15:00 – Crítico
17:00 – Crítico
19:00 – Crítico

Sábado (27 de fevereiro)
15:00 – Crítico
17:00 – Crítico
19:00 – Crítico

Domingo (28 de fevereiro)
15:00 – Crítico
17:00 – Crítico
19:00 – Crítico

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010

Aliens de Distrito 9 invadem a Sala P F Gastal

A Sala P. F. Gastal da Usina do Gasômetro (3º andar) segue exibindo a elogiada produção de ficção-científica Distrito 9, de Neill Blomkamp.

Este original thriller de ficção científica, produzido por Peter Jackson e idealizado pelo estreante diretor sul africano Neill Blomkamp, revelou-se uma das grandes surpresas cinematográficas de 2009, angariando quatro indicações ao Oscar 2010, incluindo melhor filme e melhor roteiro adaptado. Quando uma gigantesca espaçonave sofre uma pane sobre Johanesburgo, os guetos da cidade passam a ser habitados por criaturas de outro planeta. A forçada coexistência entre as espécies se transforma em algo caótico, tornando os estranhos seres alvo das manifestações racistas e xenófobas que costumam afligir as minorias. Após entrar em contato com uma misteriosa substância alienígena, Wikus Van De Merve (Sharlto Copley), o humano responsável por despejar os aliens de uma área conhecida como “Distrito 9”, tem sua vida transformada num pesadelo kafkiano, e torna-se a chave de acesso para a cobiçada tecnologia extraterrestre.

Ao utilizar uma ocupação alienígena como analogia para revelar os conflitos de uma sociedade embasada na segregação racial, Distrito 9 suscitou fantasmas da antiga política social da África do Sul, recriando o regime do apartheid através de uma curiosa inversão de valores. Os alienígenas servem de pretexto para o diretor Neill Blomkamp realizar uma breve e violenta análise sobre a natureza humana.
Distrito 9 permanece em cartaz na Sala P. F. Gastal até 21 de fevereiro, em três sessões diárias, 15h, 17h e 19h. Ingressos a R$ 6,00 e R$ 3,00.

As Quatro Indicações ao Oscar de Distrito 9

Melhor Filme, Melhor Roteiro Adaptado, Melhor Edição,

Melhores Efeitos Visuais

Distrito 9 (District 9). EUA/Nova Zelândia, 2009. Direção de Neill Blomkamp. Com Sharlto Copley e Vanessa Haywood. Duração: 112 minutos.

GRADE DE HORÁRIOS
de 17 a 21 de fevereiro de 2010


De 13 a 16 de fevereiro – Recesso Carnaval

17 de fevereiro (quarta-feira)

15:00 – Distrito 9
17:00 – Distrito 9
19:00 – Distrito 9

18 de fevereiro (quinta-feira)

15:00 – Distrito 9
17:00 – Distrito 9
19:00 – Distrito 9

19 de fevereiro (sexta-feira)

15:00 – Distrito 9
17:00 – Distrito 9
19:00 – Distrito 9

20 de fevereiro (sábado)

15:00 – Distrito 9
17:00 – Distrito 9
19:00 – Distrito 9

21 de fevereiro (domingo)

15:00 – Distrito 9
17:00 – Distrito 9
19:00 – Distrito 9

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

Comédia Clássica de Lubitsch em cartaz no Raros

O projeto Raros da Sala P. F. Gastal (Usina do Gasômetro – 3º andar) realiza na próxima sexta-feira, 5 de fevereiro, às 19:00, a sua primeira sessão de 2010, exibindo um clássico dos anos 40, a comédia Ser ou Não Ser (To Be or Not to Be), de Ernst Lubitsch.

Para muitos críticos, trata-se da obra-prima do alemão Lubitsch (1892-1947), cujo cinema irônico e sofisticado teria atingido o seu ápice com esta demolidora sátira ao nazismo, realizada em plena Segunda Guerra Mundial.

A trama de Ser ou Não Ser é ambientada em Varsóvia, durante a ocupação alemã, e mostra uma trupe de teatro que participa de um complô dos aliados para enganar os nazistas. Carole Lombard e Jack Benny vivem o casal de atores em crise cujos embates matrimoniais são temperados por uma troca de identidades que os levará a arriscar sua pele para salvar a Polônia do jugo de Hitler. Espectadores atentos irão notar que toda a movimentada sequência final no teatro serviu de modelo para Quentin Tarantino realizar o clímax de Bastardos Inglórios. Além de Tarantino, outro dos admiradores do filme é o comediante Mel Brooks, que produziu e estrelou ao lado de sua então esposa Anne Bancroft uma refilmagem de Ser ou Não Ser em 1983, dirigida por Alan Johnson.

Uma das maiores estrelas de seu tempo, a atriz Carole Lombard morreu num trágico acidente de avião antes da estreia do filme. Casada com o galã Clark Gable, com quem formava o casal dourado de Hollywood nos anos 40, Lombard unia beleza com um talento único para a comédia.
Ser ou Não Ser será exibido numa cópia em DVD, com legendas em português.
A entrada é franca.

Ser ou Não Ser (To Be or Not To Be), de Ernst Lubitsch. EUA, 1942. Com Carole Lombard, Jack Benny, Robert Stack e Lionel Atwill. Preto e branco. Duração: 99 minutos.

sexta-feira, 22 de janeiro de 2010

Classicos do Cinema Politico Brasileiro


Após um pequeno recesso de férias, a Sala P. F. Gastal da Usina do Gasômetro (3º andar) retoma sua programação com uma mostra reunindo uma série de títulos clássicos do cinema brasileiro.
Entre longas de diretores como Glauber Rocha, Arnaldo Jabor e Denoy de Oliveira, a mostra Clássicos do Cinema Político Brasileiro também inclui um programa de curtas que marcaram época, como Aruanda, de Linduarte Noronha, Arraial do Cabo, de Paulo César Saraceni, Bla Bla Bla..., de Andrea Tonacci, e Ilha das Flores, de Jorge Furtado.
A programação é uma das atividades paralelas do Fórum Social Mundial, que acontece a partir do dia 25 de janeiro na Usina do Gasômetro. A presente mostra tem o apoio do Ministério da Cultura, através do projeto Programadora Brasil, destinado a promover a difusão de filmes brasileiros.

PROGRAMAÇÃO

Conterrâneos Velhos de Guerra, de Vladimir Carvalho (Brasil, 1990, 168 minutos)
Documentário sobre os operários envolvidos na construção de Brasília, dirigido por um dos mais importantes diretores dedicados ao gênero no país, Vladimir Carvalho. Carvalho levou 20 anos para concluir seu filme, devido a problemas com a censura. Lançado durante os anos Collor, o filme teve circulação restrita na época, mas hoje já é visto como um clássico do gênero. Exibição em DVD.

Tudo Bem, de Arnaldo Jabor (Brasil, 1978, 110 minutos)
Família de classe média realiza reforma em seu apartamento. A convivência com os operários envolvidos na obra dá origem a conflitos de diferente natureza, em filme que serve como metáfora do Brasil durante os anos da ditadura militar. No elenco, Fernanda Montenegro, Paulo Gracindo, Regina Casé, Zezé Motta, Stênio Garcia e Paulo César Pereio. Exibição em DVD.


O Dragão da Maldade Contra o Santo Guerreiro, de Glauber Rocha (Brasil, 1969, 99 minutos)
O matador de cangaceiros Antônio das Mortes, personagem do filme mais conhecido de Glauber Rocha, Deus e o Diabo na Terra do Sol, arrepende-se de seu passado de sangue a serviço dos poderosos e enfrenta um coronel (Joffre Soares) para libertar os habitantes de um lugarejo miserável no interior do Nordeste. Primeira produção a cores dirigida por Glauber, foi o filme que lhe assegurou o prêmio de melhor direção no Festival de Cannes.
Com Maurício do Valle, Othon Bastos, Joffre Soares, Hugo Carvana e Odete Lara. Exibição em DVD.

Coronel Delmiro Gouveia, de Geraldo Sarno (Brasil, 1977, 90 minutos)
Elogiada cinebiografia que recupera a história do empresário Delmiro Gouveia, que no início do século 20 enfrentou o poder dos coronéis e da indústria internacional. Perseguido por suas idéias avançadas, Gouveia seria assassinado em 1917, graças a um complô envolvendo políticos e empresários ingleses. Com Rubens de Falco, Isabel Ribeiro, José Dumont e Sura Berditchevski. Exibição em DVD.

O Baiano Fantasma, de Denoy de Oliveira (Brasil, 1984, 100 minutos)
O paraibano Lambusca chega a São Paulo à procura do conterrâneo Antenor e logo entra em contato com o submundo e as misérias da grande metrópole. Um dos mais elogiados e menos conhecidos filmes da história do cinema brasileiro. Prêmio de melhor filme, melhor diretor e melhor ator para José Dumont no Festival de Gramado. Exibição em DVD.

Jango, de Sílvio Tendler (Brasil, 1984, 115 minutos)
Clássico do documentário brasileiro que traça um perfil abrangente do presidente João Goulart, deposto pelo golpe militar de 1964. Exibição em DVD.

Alma Corsária, de Carlos Reichenbach (Brasil, 1993, 111 minutos)
Através da amizade de dois poetas, o diretor Carlos Reichenbach faz um inventário de três décadas da história recente do Brasil. Um filme de resistência, realizado durante a maior crise do cinema brasileiro, após o período Collor. Exibição em DVD.

Programa de Curtas (115 minutos)

Um programa reunindo seis curtas-metragens que marcaram época, realizados entre 1960 e 1989. Exibição em DVD.
Aruanda, de Linduarte Noronha (Brasil, 1960, 22 minutos)
No sertão da Paraíba, os descendentes de um antigo quilombo formado em meados do século XIX vivem em condições precárias. Um dos precursores do Cinema Novo.

Arraial do Cabo, de Paulo César Saraceni e Mário Carneiro (1959, 17 minutos)
A vida e as condições de trabalho de um grupo de pescadores são alteradas pela chegada de uma fábrica no local. O fotógrafo Mário Carneiro inspirou-se nas gravuras de Oswaldo Goeldi para criar a bela fotografia em preto e branco do filme.

Bla Bla Bla…, de Andrea Tonacci (Brasil, 1968, 26 minutos)
Num momento de crise, um ditador (Paulo Gracindo), faz um longo pronunciamento na televisão.

Brasília, Contradições de uma Cidade Nova, de Joaquim Pedro de Andrade (Brasil, 1967, 23 minutos)
Filme-ensaio realizado em Brasília no sexto ano após a sua inauguração. O diretor Joaquim Pedro de Andrade tenta descobrir até que ponto uma cidade planejada, símbolo do progresso e dos anseios democráticos de um país emergente, é capaz de reproduzir as desigualdades sociais existentes em outras regiões do Brasil.
Couro de Gato, de Joaquim Pedro de Andrade (Brasil, 1960, 15 minutos)
Na favela carioca, meninos caçam gatos para vender seu couro para fabricantes de tamborins. Um dos episódios do longa Cinco Vezes Favela, filme coletivo que lançou as bases do Cinema Novo.
Ilha das Flores, de Jorge Furtado (Brasil, 1989, 12 minutos)
A trajetória de um tomate serve de pretexto para o diretor Jorge Furtado criar um impactante ensaio sobre as contradições sociais do país. Premiado no Festival de Berlim, foi o filme que revelou para o mundo o talento de Furtado.

GRADE DE HORÁRIOS

26 de janeiro (terça-feira)
Sala reservada para evento fechado do Ministério da Cultura

27 de janeiro (quarta-feira)
15:00 – Jango
17:00 – O Baiano Fantasma
19:00 – Tudo Bem

28 de janeiro (quinta-feira)
15:00 – Coronel Delmiro Gouveia
17:00 – Programa de Curtas
19:00 – Sessão Especial Jornal Boca de Rua, seguida de debate

29 de janeiro (sexta-feira)
15:00 – Alma Corsária
17:00 – O Dragão da Maldade Contra o Santo Guerreiro
19:00 – Exibição do média-metragem Diversa Cidade, de Renata Heinz, seguida de debate

30 de janeiro (sábado)
15:00 – O Baiano Fantasma
17:00 – Tudo Bem
19:00 – Coronel Delmiro Gouveia

31 de janeiro (domingo)
15:00 – Programa de Curtas
17:00 – Alma Corsária
19:00 – Conterrâneos Velhos de Guerra

3 de fevereiro (quarta-feira)
15:00 – Jango
17:00 – O Baiano Fantasma
19:00 – Tudo Bem

4 de fevereiro (quinta-feira)
15:00 – Coronel Delmiro Gouveia
17:00 – Programa de Curtas
19:00 – Jango

5 de fevereiro (sexta-feira)
15:00 – Alma Corsária
17:00 – O Dragão da Maldade Contra o Santo Guerreiro
19:00 – Projeto Raros (Ser ou Não Ser, de Ernst Lubitsch)

6 de fevereiro (sábado)
15:00 – O Baiano Fantasma
17:00 – Programa de Curtas
19:00 – Coronel Delmiro Gouveia

7 de fevereiro (domingo)
15:00 – Programa de Curtas
17:00 – Tudo Bem
19:00 – Conterrâneos Velhos de Guerra

terça-feira, 12 de janeiro de 2010

Raros exibidos em 2009

A NOITE DOS ARREPIOS - de Fred Dekker - 1986
Exibido em 04/12/2009

Quando lançado nos cinemas, em 1986, A Noite dos Arrepios (Night of the Creeps), de Fred Dekker, foi um fracasso de bilheteria, passando despercebido pela crítica e pelo grande público. Porém, com o passar dos anos esta descompromissada mistura de humor negro, horror e ficção científica se transformou num objeto de culto entre os fãs do gênero fantástico. O filme nunca foi lançado oficialmente nos cinemas ou locadoras do país, mas sua exibição na TV no final dos anos 1980 gerou uma legião de admiradores brasileiros, que sempre aguardavam ansiosos por alguma reprise nas “sessões da madrugada”.

Em tom de auto-paródia, A Noite dos Arrepios é uma sangrenta e divertida homenagem aos filmes B de horror, com direito a alienígenas, mortos-vivos e estranhas criaturas gosmentas. Na trama, os estudantes da Universidade Corman são infectados por parasitas espaciais que se alimentam do cérebro dos hospedeiros transformando-os em zumbis. Uma inusitada dupla de heróis, os nerds Chris Romero (Jason Lively) e JC Hooper (Steven Marshall), auxiliada pelo detetive linha dura Cameron (o impagável Tom Atkins), irão combater as criaturas e tentar evitar a disseminação dos mortos-vivos. Dekker brinca com os clichês do gênero em citações inspiradas que vão da ficção científica dos anos 50 (Plan 9 From Outer Space) aos filmes de George Romero e David Cronenberg.

Em 1987, Fred Dekker realizou Deu a Louca nos Monstros (The Monster Squad), uma espécie de Os Goonies com elementos fantásticos, que também foi elevado ao status de cult movie, mas após o retumbante fracasso de Robocop 3, seu filme seguinte, o nome de Dekker foi colocado no limbo da indústria de Hollywood, e desde então seus trabalhos se limitaram a esporádicas participações como roteirista de séries televisivas.

A Noite dos Arrepios (Night of the Creeps), de Fred Dekker. EUA, 1986, 85 minutos

SATANICO PANDEMONIUM - de Gilberto Martinez Solares - 1975
Exibido em 20/11/2009

Especialista em cinema de gênero, Gilberto Martínez Solares (1906-1997) foi um dos mais prolixos realizadores do cinema mexicano, com mais de 150 filmes em seu currículo. Em 60 anos dedicados à sétima arte, trafegou entre os mais variados gêneros, do western ao horror, passando pelo drama e pelos populares filmes do lutador El Santo.

Satanico Pandemonium faz parte do ciclo mexicano de um subgênero conhecido como nunexploitation. O enredo destas produções, passadas essencialmente em conventos, confrontava o sagrado e o profano, mesclando de forma sensacionalista temas como religião, sexo, violência e satanismo.

A trama de Satanico Pandemonium segue os conceitos cristalizados pelo gênero. Irmã Maria (a bela Cecilia Pezet) tem sua fé colocada à prova quando começa a ser assediada por um misterioso pastor chamado Luzbel (Enrique Rocha). As investidas do pastor despertam em Maria sentimentos paradoxais, que a fazem mergulhar num abismo de demência, horror e depravação.

Na época de seu lançamento o filme causou furor nos setores mais conservadores da sociedade mexicana, conhecida pelo seu arraigado catolicismo. Em homenagem ao filme, os diretores Robert Rodriguez e Quentin Tarantino, fãs confessos da obra de Solares, batizaram a personagem de Salma Hayek em Um Drink no Inferno de Satanico Pandemonium.

Satanico Pandemonium, de Gilberto Martínez Solares. México, 1975, 87 minutos. Classificação indicativa: 18 anos.


O MONGE SINISTRO - de Harald Reinl - 1965
Exibido em 13/11/2009

O projeto Raros da Sala P. F. Gastal (Usina do Gasômetro – 3º andar) ganha edição especial nesta sexta-feira, 13 de novembro, às 19h, inserida na programação do Projeto Berlim – evento iniciado na última terça-feira, que celebra os 20 anos da queda do Muro de Berlim – com a exibição da produção alemã O Monge Sinistro, realizada por Harald Reinl em 1965.

O Monge Sinistro é um dos mais perfeitos exemplares do gênero “Krimi”, popular série de filmes de suspense produzidos na Alemanha durante a década de 60, geralmente inspirados nos romances do escritor Edgar Wallace. Embora fossem filmados em Berlim, no auge da Guerra Fria (com a cidade ainda dividida pelo muro), as tramas dos “krimis” se passam em Londres.

O Monge Sinistro narra a história de um assassino que se fantasia de monge e sai chicoteando as pessoas até a morte pelas ruas sombrias da capital inglesa. A fim de evitar novas mortes, a Scotland Yard mobiliza seus agentes na caça do sádico serial killer.

No elenco do filme, Karin Dor (a “Bond girl” de Com 007 Só Se Vive Duas Vezes e estrela de Hitchcock em Topázio), Harald Leipinitz, Siegfried Lowitz e Edie Arent (de Alphaville).

O Monge Sinistro será exibido numa cópia em DVD, com legendas em espanhol. A sessão será comentada pelo jornalista Thomaz Albornoz.
A entrada é franca.

O Monge Sinistro (Der Unheimliche Mönch/The Sinister Monk), de Harald Reinl. Alemanha, 1965. Com Karin Dor, Harald Leipinitz, Siegfried Lowitz e Edie Arent. Duração: 87 minutos. Preto e branco.


GO, GO, SECOND TIME VIRGIN - de Kôji Wakamatsu - 1969
Exibido em 30/10/2009

Go, Go Second Time Virgin é um dos títulos mais representativos do cinema proposto por Kôji Wakamatsu, cineasta de carreira prolífica, conhecido por assinar produções do gênero pinku eiga ou pink films, filmes eróticos japoneses de baixo orçamento. O apuro estético e a utilização do sexo como subterfúgio para lançar uma crítica feroz à rígida sociedade do Japão são os elementos que diferenciam a obra de Wakamatsu dos demais filmes do gênero. A visão anárquica do diretor transforma seus filmes em experiências radicais e incômodas, nas quais tabus e perversões sexuais dialogam com a política e a poesia.

A trama de Go, Go Second Time Virgin tem início no terraço de um edifício onde uma garota é violentada por uma gangue. Sem intervir, um rapaz sorrateiramente observa a cena em silêncio. Na manhã seguinte ambos perambulam pelos telhados do prédio, conversam sobre o acontecido e divagam sobre a vida e a morte. Pouco a pouco, o desespero toma conta da situação, que se torna ainda mais caótica com o retorno da gangue ao local do crime.

Em 1965, outro filme de Wakamatsu, Segredos por Trás da Parede (Kabe No Naka No Himegoto), foi selecionado para o Festival de Berlim, gerando desconforto entre o governo e muitos cineastas japoneses, que numa atitude conservadora se posicionaram contra o fato de um pinku eiga, uma produção erótica, representar o Japão num festival internacional tão prestigiado quanto Berlim. Em uma entrevista recente, Wakamatsu declarou: “No começo, o erotismo era uma decisão estratégica que me permitia fazer os filmes que queria. Mas logo compreendi que podia usá-lo como uma ferramenta importante para desenvolver meu ponto de vista, e o que tinha sido somente uma obrigação, tornou-se útil para mim”.

Tendo dirigido mais de 100 filmes ao longo de sua carreira, aos 73 anos Kôji Wakamatsu continua produzindo ativamente. Em 2008 retornou ao Festival de Berlim com o drama United Red Army (Jitsuroku Rengô Sekigun: Asama Sansô e No Michi), de onde saiu com ótimas críticas e dois prêmios paralelos.
Go Go Second Time Virgin (Yuke Yuke Nidome No Shojo). Direção de Kôji Wakamatsu. Com Michio Akiyama e Mimi Kozakura. Japão, 1969, 66 minutos. Preto e branco.


GLEN OU GLENDA - de Ed Wood - 1953
Exibido em 16/10/2009

O cultuado “filme gay” de Ed Wood, considerado o pior cineasta de todos os tempos. O próprio Wood interpreta o personagem principal, o indeciso Glen, que não tem coragem de contar à noiva que gosta de se vestir de mulher. Ainda no elenco, Bela Lugosi, o eterno Drácula de Tod Browning. Um filme precursor, realizado na conservadora América dos anos 50, que apesar das suas fragilidades conquista novos fãs a cada exibição.

Glen ou Glenda (Glen or Glenda), de Ed Wood (EUA, 1953, 68 minutos)


NÃO SE TORTURA UM PATINHO - de Lucio Fulci - 1972
Exibido em 9/10/2009

Lançado em 1972, o clássico do cinema de horror italiano, o cultuado Don´t Torture a Duckling, ou Non si Sevizia un Paperino (Não se Tortura um Patinho), de Lucio Fulci ficou célebre por seu título, certamente um dos mais bizarros da história do cinema. No Brasil, teve distribuição restrita, como O Segredo do Bosque dos Sonhos.
A trama de Don´t Torture a Duckling se passa em um vilarejo siciliano que fica à beira da histeria quando um maníaco inicia uma série de cruéis assassinatos envolvendo um grupo de crianças. Instaura-se um estado de paranóia generalizada, onde todos são suspeitos. Andrea (Tomas Milian), um jornalista obstinado, tenta desvendar a identidade do assassino, enquanto a bela Patrizia (Barbara Bouchet) luta para inocentar-se das suspeitas que recaem sobre ela, e Maciara (Florinda Bolkan), a bruxa da cidade, sofre as consequencias por suas atividades, consideradas demoníacas pela população. Enquanto isso, o medo gera uma nova onda de violência, atingindo vidas inocentes.
Em seu lançamento, Don´t Torture a Duckling causou polêmica pela sua mistura explosiva de sexo, violência e religiosidade. A partir deste filme o mítico e versátil diretor italiano Lucio Fulci (1927-1996) exacerbou o seu gosto pelo mórbido e pelo grotesco, que nos anos seguintes o definiria como um dos mestres do cinema fantástico italiano. O subtexto crítico à Igreja Católica não passou em branco pelas autoridades religiosas, rendendo a Fulci a excomunhão, e o nome do filme foi colocado em uma espécie de lista negra da Igreja, que impôs cortes e prejudicou a sua distribuição nos cinemas europeus. A atriz brasileira Florinda Bolkan (que hoje renega a sua participação em vários filmes de horror italianos) rouba a cena no papel da bruxa Maciara, protagonizando uma das cenas mais violentas e impactantes do filme. Ao lado de Florinda, brilham a diva do cinema grego Irene Papas e a linda Barbara Bouchet.

Dont Torture a Duckling (Non si Sevizia un Paperino). Direção de Lucio Fulci (Itália, 1972, 102 minutos). Com Florinda Bolkan, Tomas Milian, Barbara Bouchet e Irene Papas.


ASSALTO AO TREM BLINDADO - de Enzo Castellari - 1978
Exibido em 04/09/2009
O filme de Castellari, após alguns anos de ostracismo, voltou a receber atenção ao ser refilmado por Quentin Tarantino como Bastardos Inglórios, atual sucesso de bilheteria nos cinemas americanos (com estreia prevista no Brasil para o final de setembro).
Enzo G. Castellari (1942) é um diretor que tem uma longa carreira dedicada ao cinema de gênero, assinando produções de baixo orçamento que, apesar da escassez de recursos, conquistaram a admiração de parte da crítica, como o drama de guerra Esquadrão das Águias (1969) e o western Keoma (1976).

Na França, em 1944, durante a Segunda Guerra Mundial, um grupo de soldados norte-americanos condenados à morte pelos mais variados tipos de crimes consegue se libertar, e resolve fugir para a Suíça, neutra. A caminho de lá eles são confundidos com uma unidade secreta aliada, e se engajam em uma missão suicida atrás das linhas alemãs, envolvendo roubo e sabotagem de um trem.

Assalto ao Trem Blindado (Quel Maledetto Treno Blindato), de Enzo G. Castellari. Itália, 1978. Com Bo Svenson, Peter Hooten, Fred Williamson, Ian Bannen e Michael Constantin. Colorido. Duração: 99 minutos.

FASTER, PUSSYCAT! KILL! KILL! - de Russ Meyer - 1965
Exibido em 19/06/2009

Filme mais popular de Meyer, o papa do gênero sexplotation, Faster, Pussycat! Kill! Kill! descreve as aventuras de três sedutoras e furiosas gogo girls que andam pelo deserto americano com seus carros velozes, causando a discórdia por onde passam. Um sucesso de bilheteria nos drive ins americanos nos anos 60, o filme é idolatrado por diretores como John Waters (“É o melhor filme já feito”, disse Waters) e Quentin Tarantino, que o homenageou em Death Proof (ainda inédito no Brasil) e pretende refilmá-lo, segundo informações do IMDB.
A sessão de Faster, Pussycat! Kill! Kill! no Raros está incluída na mostra Microfonia, que aconteceu na Sala P. F. Gastal.
Faster, Pussycat! Kill! Kill!, de Russ Meyer (EUA, 1965, 83 minutos, legendas em português)



O MONSTRO DE DUAS CABEÇAS - de Lee Frost - 1972
Exibido em 08/05/2009

Um dos subprodutos do movimento Blaxploitation, O Monstro de Duas Cabeças conta a bizarra história de um velho milionário e racista (vivido por Ray Milland) que, devido a uma grave doença, tem sua cabeça transplantada para o corpo de um negro (Rosey Grier, primo da estrela negra Pam Grier, de Jackie Brown). O detalhe é que o negro está vivo e ambas as cabeças precisam conviver com o mesmo corpo. A partir daí, o que se vê na tela é um desfile de situações absurdas, que entrou para a história do cinema como um dos mais divertidos libelos contra o racismo.

O protagonista Ray Milland (1905-1986) foi um ator bastante requisitado em Hollywood nas décadas de 40 e 50 (ganhou o Oscar, a Palma de Ouro em Cannes e o Globo de Ouro por sua atuação em Farrapo Humano, de Billy Wilder). A partir dos anos 60, Milland começou a fazer participações freqüentes em seriados de TV e produções do cinema B, como o cartaz do Raros desta sexta-feira.
O Monstro de Duas Cabeças será exibido numa cópia em DVD, com diálogos e legendas em inglês. A sessão será comentada pelo jornalista Zeca Azevedo, especialista em cinema Blaxploitation. A entrada é franca.
O Monstro de Duas Cabeças (The Thing with Two Heads). Estados Unidos, 1972. Direção de Lee Frost. Com Ray Milland, Rosey Grier e Don Marshall. Colorido. Duração: 93 minutos.

BLACULA - de William Crain - 1972
Exibido em 17/04/2009

Blacula, de William Crain, é uma produção de 1972 sobre vampiro negro que aterroriza as ruas de Los Angeles. Blacula integra a programação do projeto Black, inaugurado pela Coordenação de Cinema, Vídeo e Fotografia da Secretaria Municipal da Cultura na última terça-feira, que está apresentando diversos filmes que ilustram a contribuição da cultura negra para o cinema.
A trama do filme de William Crain adapta para o contexto americano do início da década de 70 algumas das principais situações do clássico romance Drácula, de Bram Stoker. Em 1780, ao visitar o Conde Drácula na Transilvânia, príncipe africano é atacado pelo vampiro e seu corpo permanece trancafiado em um caixão nos porões do castelo. Duzentos anos depois, após a venda do espólio de Drácula, o caixão vai parar em um depósito em Los Angeles. Logo os habitantes da cidade passam a sofrer os ataques de um vampiro negro. Na época de seu lançamento, o sucesso de Blacula foi tão grande que o filme logo ganharia uma continuação, Scream, Blacula, Scream, de 1973, com Pam Grier no elenco. Hoje, as duas produções, embora não consigam mais provocar sustos nos espectadores, adquiriram o status de filmes de culto.
Blacula será exibido numa cópia em DVD, com diálogos em inglês e legendas em espanhol. A sessão será comentada pelo jornalista Zeca Azevedo, especialista em cultura black. A entrada é franca.
Blacula, de William Crain (EUA, 1972, 92 minutos).
Com William Marshall, Denise Nicholas e Vonetta McGee.Colorido.

CÉLINE E JULIE VÃO DE BARCO - de Jacques Rivette - 1974
Exibido em 03/04/2009
Uma das obra-primas de Jacques Rivette, Céline et Julie Vão de Barco conta as aventuras fantásticas que nascem de amizade acidental entre umabibliotecária e uma excêntrica ilusionista. Embriagadas pelos jogos quecriam juntas, ambas vão entrar numa realidade paralela e tentarsolucionar um crime acontecido vários anos antes numa mansãomisteriosa.Embora desconhecido do público brasileiro - como de resto boa parte daobra de Rivette - o filme é considerado um dos mais importantes dadécada de 70, tanto pela sua narrativa inovadora (o crítico americanoDavid Thompson o chamou de "a experiência narrativa mais radical desdeCidadão Kane"), como pela abordagem feminista bem-humorada(característica que certamente atraiu Pedro Almodóvar, que tem o filmena sua lista de preferidos, e Susan Seidelman, que o usou como base doseu Procura-se Susan Desesperadamente, em 1985). Céline et Julie Vão deBarco, que costura referências literárias fantásticas tão dísparesquanto Alice no País das Maravilhas, de Lewis Caroll, e The OtherHouse, de Henry James, acaba se revelando no final um grande elogio aoato de se contar - e ver - uma história.
Céline e Julie Vão de Barco (Céline et Julie Vont en Bateau, França, 1974, 192 minutos) - Exibição em DVD, original em francês, com legendas em inglês.

quinta-feira, 7 de janeiro de 2010

Aguarde a programação 2010 da Sala

Dia 26 de Janeiro a Sala retorna com uma programação especial dedicada ao Fórum Social Mundial.

Vencedores do Prêmio Santander Cultura/PMPA/APTC-RS

No último dia 15 de dezembro a atriz Larissa Maciel revelou os quatro projetos premiados, dentre os 24 inscritos no Concurso de Desenvolvimento de Projetos de Longa-metragem, como é chamado.
Camila Gonzatto E Frederico Pinto Ltda com o projeto Alice (direção Camila Gonzatto), Mendina De Morais Santos Produções Ltda com o projeto Depois De Ser Cinza (direção Eduardo Wannmacher), Okna Produções Culturais Ltda com o projeto Mulher Do Pai (direção Cristiane Oliveira) e Letícia De Cássia Costa De Oliveira - Me com o projeto Charles Anjo 45 – O Filme (direção Claudinho Pereira), ganharam R$ 50 mil cada. Os jurados da sexta edição, Éverson José Faganello, cineasta, produtor e roteirista; André Saddy, produtor, gerente de marketing e projetos do Canal Brasil; Clélia Bessa, produtora de cinema e televisão; Marta Machado, produtora e presidente da Associação Brasileira de Animação e José Eduardo Belmonte, cineasta e roteirista, analisaram os projetos durante 45 dias.

O grupo reuniu-se no Santander Cultural, em 15/12, para eleger os premiados desta edição, que ganhou nova roupagem em 2009. A iniciativa, que supre uma lacuna importante no mercado audiovisual gaúcho, garante o investimento de recursos e a capacitação na etapa do desenvolvimento de projetos de longa-metragem.