sexta-feira, 22 de janeiro de 2010

Classicos do Cinema Politico Brasileiro


Após um pequeno recesso de férias, a Sala P. F. Gastal da Usina do Gasômetro (3º andar) retoma sua programação com uma mostra reunindo uma série de títulos clássicos do cinema brasileiro.
Entre longas de diretores como Glauber Rocha, Arnaldo Jabor e Denoy de Oliveira, a mostra Clássicos do Cinema Político Brasileiro também inclui um programa de curtas que marcaram época, como Aruanda, de Linduarte Noronha, Arraial do Cabo, de Paulo César Saraceni, Bla Bla Bla..., de Andrea Tonacci, e Ilha das Flores, de Jorge Furtado.
A programação é uma das atividades paralelas do Fórum Social Mundial, que acontece a partir do dia 25 de janeiro na Usina do Gasômetro. A presente mostra tem o apoio do Ministério da Cultura, através do projeto Programadora Brasil, destinado a promover a difusão de filmes brasileiros.

PROGRAMAÇÃO

Conterrâneos Velhos de Guerra, de Vladimir Carvalho (Brasil, 1990, 168 minutos)
Documentário sobre os operários envolvidos na construção de Brasília, dirigido por um dos mais importantes diretores dedicados ao gênero no país, Vladimir Carvalho. Carvalho levou 20 anos para concluir seu filme, devido a problemas com a censura. Lançado durante os anos Collor, o filme teve circulação restrita na época, mas hoje já é visto como um clássico do gênero. Exibição em DVD.

Tudo Bem, de Arnaldo Jabor (Brasil, 1978, 110 minutos)
Família de classe média realiza reforma em seu apartamento. A convivência com os operários envolvidos na obra dá origem a conflitos de diferente natureza, em filme que serve como metáfora do Brasil durante os anos da ditadura militar. No elenco, Fernanda Montenegro, Paulo Gracindo, Regina Casé, Zezé Motta, Stênio Garcia e Paulo César Pereio. Exibição em DVD.


O Dragão da Maldade Contra o Santo Guerreiro, de Glauber Rocha (Brasil, 1969, 99 minutos)
O matador de cangaceiros Antônio das Mortes, personagem do filme mais conhecido de Glauber Rocha, Deus e o Diabo na Terra do Sol, arrepende-se de seu passado de sangue a serviço dos poderosos e enfrenta um coronel (Joffre Soares) para libertar os habitantes de um lugarejo miserável no interior do Nordeste. Primeira produção a cores dirigida por Glauber, foi o filme que lhe assegurou o prêmio de melhor direção no Festival de Cannes.
Com Maurício do Valle, Othon Bastos, Joffre Soares, Hugo Carvana e Odete Lara. Exibição em DVD.

Coronel Delmiro Gouveia, de Geraldo Sarno (Brasil, 1977, 90 minutos)
Elogiada cinebiografia que recupera a história do empresário Delmiro Gouveia, que no início do século 20 enfrentou o poder dos coronéis e da indústria internacional. Perseguido por suas idéias avançadas, Gouveia seria assassinado em 1917, graças a um complô envolvendo políticos e empresários ingleses. Com Rubens de Falco, Isabel Ribeiro, José Dumont e Sura Berditchevski. Exibição em DVD.

O Baiano Fantasma, de Denoy de Oliveira (Brasil, 1984, 100 minutos)
O paraibano Lambusca chega a São Paulo à procura do conterrâneo Antenor e logo entra em contato com o submundo e as misérias da grande metrópole. Um dos mais elogiados e menos conhecidos filmes da história do cinema brasileiro. Prêmio de melhor filme, melhor diretor e melhor ator para José Dumont no Festival de Gramado. Exibição em DVD.

Jango, de Sílvio Tendler (Brasil, 1984, 115 minutos)
Clássico do documentário brasileiro que traça um perfil abrangente do presidente João Goulart, deposto pelo golpe militar de 1964. Exibição em DVD.

Alma Corsária, de Carlos Reichenbach (Brasil, 1993, 111 minutos)
Através da amizade de dois poetas, o diretor Carlos Reichenbach faz um inventário de três décadas da história recente do Brasil. Um filme de resistência, realizado durante a maior crise do cinema brasileiro, após o período Collor. Exibição em DVD.

Programa de Curtas (115 minutos)

Um programa reunindo seis curtas-metragens que marcaram época, realizados entre 1960 e 1989. Exibição em DVD.
Aruanda, de Linduarte Noronha (Brasil, 1960, 22 minutos)
No sertão da Paraíba, os descendentes de um antigo quilombo formado em meados do século XIX vivem em condições precárias. Um dos precursores do Cinema Novo.

Arraial do Cabo, de Paulo César Saraceni e Mário Carneiro (1959, 17 minutos)
A vida e as condições de trabalho de um grupo de pescadores são alteradas pela chegada de uma fábrica no local. O fotógrafo Mário Carneiro inspirou-se nas gravuras de Oswaldo Goeldi para criar a bela fotografia em preto e branco do filme.

Bla Bla Bla…, de Andrea Tonacci (Brasil, 1968, 26 minutos)
Num momento de crise, um ditador (Paulo Gracindo), faz um longo pronunciamento na televisão.

Brasília, Contradições de uma Cidade Nova, de Joaquim Pedro de Andrade (Brasil, 1967, 23 minutos)
Filme-ensaio realizado em Brasília no sexto ano após a sua inauguração. O diretor Joaquim Pedro de Andrade tenta descobrir até que ponto uma cidade planejada, símbolo do progresso e dos anseios democráticos de um país emergente, é capaz de reproduzir as desigualdades sociais existentes em outras regiões do Brasil.
Couro de Gato, de Joaquim Pedro de Andrade (Brasil, 1960, 15 minutos)
Na favela carioca, meninos caçam gatos para vender seu couro para fabricantes de tamborins. Um dos episódios do longa Cinco Vezes Favela, filme coletivo que lançou as bases do Cinema Novo.
Ilha das Flores, de Jorge Furtado (Brasil, 1989, 12 minutos)
A trajetória de um tomate serve de pretexto para o diretor Jorge Furtado criar um impactante ensaio sobre as contradições sociais do país. Premiado no Festival de Berlim, foi o filme que revelou para o mundo o talento de Furtado.

GRADE DE HORÁRIOS

26 de janeiro (terça-feira)
Sala reservada para evento fechado do Ministério da Cultura

27 de janeiro (quarta-feira)
15:00 – Jango
17:00 – O Baiano Fantasma
19:00 – Tudo Bem

28 de janeiro (quinta-feira)
15:00 – Coronel Delmiro Gouveia
17:00 – Programa de Curtas
19:00 – Sessão Especial Jornal Boca de Rua, seguida de debate

29 de janeiro (sexta-feira)
15:00 – Alma Corsária
17:00 – O Dragão da Maldade Contra o Santo Guerreiro
19:00 – Exibição do média-metragem Diversa Cidade, de Renata Heinz, seguida de debate

30 de janeiro (sábado)
15:00 – O Baiano Fantasma
17:00 – Tudo Bem
19:00 – Coronel Delmiro Gouveia

31 de janeiro (domingo)
15:00 – Programa de Curtas
17:00 – Alma Corsária
19:00 – Conterrâneos Velhos de Guerra

3 de fevereiro (quarta-feira)
15:00 – Jango
17:00 – O Baiano Fantasma
19:00 – Tudo Bem

4 de fevereiro (quinta-feira)
15:00 – Coronel Delmiro Gouveia
17:00 – Programa de Curtas
19:00 – Jango

5 de fevereiro (sexta-feira)
15:00 – Alma Corsária
17:00 – O Dragão da Maldade Contra o Santo Guerreiro
19:00 – Projeto Raros (Ser ou Não Ser, de Ernst Lubitsch)

6 de fevereiro (sábado)
15:00 – O Baiano Fantasma
17:00 – Programa de Curtas
19:00 – Coronel Delmiro Gouveia

7 de fevereiro (domingo)
15:00 – Programa de Curtas
17:00 – Tudo Bem
19:00 – Conterrâneos Velhos de Guerra

terça-feira, 12 de janeiro de 2010

Raros exibidos em 2009

A NOITE DOS ARREPIOS - de Fred Dekker - 1986
Exibido em 04/12/2009

Quando lançado nos cinemas, em 1986, A Noite dos Arrepios (Night of the Creeps), de Fred Dekker, foi um fracasso de bilheteria, passando despercebido pela crítica e pelo grande público. Porém, com o passar dos anos esta descompromissada mistura de humor negro, horror e ficção científica se transformou num objeto de culto entre os fãs do gênero fantástico. O filme nunca foi lançado oficialmente nos cinemas ou locadoras do país, mas sua exibição na TV no final dos anos 1980 gerou uma legião de admiradores brasileiros, que sempre aguardavam ansiosos por alguma reprise nas “sessões da madrugada”.

Em tom de auto-paródia, A Noite dos Arrepios é uma sangrenta e divertida homenagem aos filmes B de horror, com direito a alienígenas, mortos-vivos e estranhas criaturas gosmentas. Na trama, os estudantes da Universidade Corman são infectados por parasitas espaciais que se alimentam do cérebro dos hospedeiros transformando-os em zumbis. Uma inusitada dupla de heróis, os nerds Chris Romero (Jason Lively) e JC Hooper (Steven Marshall), auxiliada pelo detetive linha dura Cameron (o impagável Tom Atkins), irão combater as criaturas e tentar evitar a disseminação dos mortos-vivos. Dekker brinca com os clichês do gênero em citações inspiradas que vão da ficção científica dos anos 50 (Plan 9 From Outer Space) aos filmes de George Romero e David Cronenberg.

Em 1987, Fred Dekker realizou Deu a Louca nos Monstros (The Monster Squad), uma espécie de Os Goonies com elementos fantásticos, que também foi elevado ao status de cult movie, mas após o retumbante fracasso de Robocop 3, seu filme seguinte, o nome de Dekker foi colocado no limbo da indústria de Hollywood, e desde então seus trabalhos se limitaram a esporádicas participações como roteirista de séries televisivas.

A Noite dos Arrepios (Night of the Creeps), de Fred Dekker. EUA, 1986, 85 minutos

SATANICO PANDEMONIUM - de Gilberto Martinez Solares - 1975
Exibido em 20/11/2009

Especialista em cinema de gênero, Gilberto Martínez Solares (1906-1997) foi um dos mais prolixos realizadores do cinema mexicano, com mais de 150 filmes em seu currículo. Em 60 anos dedicados à sétima arte, trafegou entre os mais variados gêneros, do western ao horror, passando pelo drama e pelos populares filmes do lutador El Santo.

Satanico Pandemonium faz parte do ciclo mexicano de um subgênero conhecido como nunexploitation. O enredo destas produções, passadas essencialmente em conventos, confrontava o sagrado e o profano, mesclando de forma sensacionalista temas como religião, sexo, violência e satanismo.

A trama de Satanico Pandemonium segue os conceitos cristalizados pelo gênero. Irmã Maria (a bela Cecilia Pezet) tem sua fé colocada à prova quando começa a ser assediada por um misterioso pastor chamado Luzbel (Enrique Rocha). As investidas do pastor despertam em Maria sentimentos paradoxais, que a fazem mergulhar num abismo de demência, horror e depravação.

Na época de seu lançamento o filme causou furor nos setores mais conservadores da sociedade mexicana, conhecida pelo seu arraigado catolicismo. Em homenagem ao filme, os diretores Robert Rodriguez e Quentin Tarantino, fãs confessos da obra de Solares, batizaram a personagem de Salma Hayek em Um Drink no Inferno de Satanico Pandemonium.

Satanico Pandemonium, de Gilberto Martínez Solares. México, 1975, 87 minutos. Classificação indicativa: 18 anos.


O MONGE SINISTRO - de Harald Reinl - 1965
Exibido em 13/11/2009

O projeto Raros da Sala P. F. Gastal (Usina do Gasômetro – 3º andar) ganha edição especial nesta sexta-feira, 13 de novembro, às 19h, inserida na programação do Projeto Berlim – evento iniciado na última terça-feira, que celebra os 20 anos da queda do Muro de Berlim – com a exibição da produção alemã O Monge Sinistro, realizada por Harald Reinl em 1965.

O Monge Sinistro é um dos mais perfeitos exemplares do gênero “Krimi”, popular série de filmes de suspense produzidos na Alemanha durante a década de 60, geralmente inspirados nos romances do escritor Edgar Wallace. Embora fossem filmados em Berlim, no auge da Guerra Fria (com a cidade ainda dividida pelo muro), as tramas dos “krimis” se passam em Londres.

O Monge Sinistro narra a história de um assassino que se fantasia de monge e sai chicoteando as pessoas até a morte pelas ruas sombrias da capital inglesa. A fim de evitar novas mortes, a Scotland Yard mobiliza seus agentes na caça do sádico serial killer.

No elenco do filme, Karin Dor (a “Bond girl” de Com 007 Só Se Vive Duas Vezes e estrela de Hitchcock em Topázio), Harald Leipinitz, Siegfried Lowitz e Edie Arent (de Alphaville).

O Monge Sinistro será exibido numa cópia em DVD, com legendas em espanhol. A sessão será comentada pelo jornalista Thomaz Albornoz.
A entrada é franca.

O Monge Sinistro (Der Unheimliche Mönch/The Sinister Monk), de Harald Reinl. Alemanha, 1965. Com Karin Dor, Harald Leipinitz, Siegfried Lowitz e Edie Arent. Duração: 87 minutos. Preto e branco.


GO, GO, SECOND TIME VIRGIN - de Kôji Wakamatsu - 1969
Exibido em 30/10/2009

Go, Go Second Time Virgin é um dos títulos mais representativos do cinema proposto por Kôji Wakamatsu, cineasta de carreira prolífica, conhecido por assinar produções do gênero pinku eiga ou pink films, filmes eróticos japoneses de baixo orçamento. O apuro estético e a utilização do sexo como subterfúgio para lançar uma crítica feroz à rígida sociedade do Japão são os elementos que diferenciam a obra de Wakamatsu dos demais filmes do gênero. A visão anárquica do diretor transforma seus filmes em experiências radicais e incômodas, nas quais tabus e perversões sexuais dialogam com a política e a poesia.

A trama de Go, Go Second Time Virgin tem início no terraço de um edifício onde uma garota é violentada por uma gangue. Sem intervir, um rapaz sorrateiramente observa a cena em silêncio. Na manhã seguinte ambos perambulam pelos telhados do prédio, conversam sobre o acontecido e divagam sobre a vida e a morte. Pouco a pouco, o desespero toma conta da situação, que se torna ainda mais caótica com o retorno da gangue ao local do crime.

Em 1965, outro filme de Wakamatsu, Segredos por Trás da Parede (Kabe No Naka No Himegoto), foi selecionado para o Festival de Berlim, gerando desconforto entre o governo e muitos cineastas japoneses, que numa atitude conservadora se posicionaram contra o fato de um pinku eiga, uma produção erótica, representar o Japão num festival internacional tão prestigiado quanto Berlim. Em uma entrevista recente, Wakamatsu declarou: “No começo, o erotismo era uma decisão estratégica que me permitia fazer os filmes que queria. Mas logo compreendi que podia usá-lo como uma ferramenta importante para desenvolver meu ponto de vista, e o que tinha sido somente uma obrigação, tornou-se útil para mim”.

Tendo dirigido mais de 100 filmes ao longo de sua carreira, aos 73 anos Kôji Wakamatsu continua produzindo ativamente. Em 2008 retornou ao Festival de Berlim com o drama United Red Army (Jitsuroku Rengô Sekigun: Asama Sansô e No Michi), de onde saiu com ótimas críticas e dois prêmios paralelos.
Go Go Second Time Virgin (Yuke Yuke Nidome No Shojo). Direção de Kôji Wakamatsu. Com Michio Akiyama e Mimi Kozakura. Japão, 1969, 66 minutos. Preto e branco.


GLEN OU GLENDA - de Ed Wood - 1953
Exibido em 16/10/2009

O cultuado “filme gay” de Ed Wood, considerado o pior cineasta de todos os tempos. O próprio Wood interpreta o personagem principal, o indeciso Glen, que não tem coragem de contar à noiva que gosta de se vestir de mulher. Ainda no elenco, Bela Lugosi, o eterno Drácula de Tod Browning. Um filme precursor, realizado na conservadora América dos anos 50, que apesar das suas fragilidades conquista novos fãs a cada exibição.

Glen ou Glenda (Glen or Glenda), de Ed Wood (EUA, 1953, 68 minutos)


NÃO SE TORTURA UM PATINHO - de Lucio Fulci - 1972
Exibido em 9/10/2009

Lançado em 1972, o clássico do cinema de horror italiano, o cultuado Don´t Torture a Duckling, ou Non si Sevizia un Paperino (Não se Tortura um Patinho), de Lucio Fulci ficou célebre por seu título, certamente um dos mais bizarros da história do cinema. No Brasil, teve distribuição restrita, como O Segredo do Bosque dos Sonhos.
A trama de Don´t Torture a Duckling se passa em um vilarejo siciliano que fica à beira da histeria quando um maníaco inicia uma série de cruéis assassinatos envolvendo um grupo de crianças. Instaura-se um estado de paranóia generalizada, onde todos são suspeitos. Andrea (Tomas Milian), um jornalista obstinado, tenta desvendar a identidade do assassino, enquanto a bela Patrizia (Barbara Bouchet) luta para inocentar-se das suspeitas que recaem sobre ela, e Maciara (Florinda Bolkan), a bruxa da cidade, sofre as consequencias por suas atividades, consideradas demoníacas pela população. Enquanto isso, o medo gera uma nova onda de violência, atingindo vidas inocentes.
Em seu lançamento, Don´t Torture a Duckling causou polêmica pela sua mistura explosiva de sexo, violência e religiosidade. A partir deste filme o mítico e versátil diretor italiano Lucio Fulci (1927-1996) exacerbou o seu gosto pelo mórbido e pelo grotesco, que nos anos seguintes o definiria como um dos mestres do cinema fantástico italiano. O subtexto crítico à Igreja Católica não passou em branco pelas autoridades religiosas, rendendo a Fulci a excomunhão, e o nome do filme foi colocado em uma espécie de lista negra da Igreja, que impôs cortes e prejudicou a sua distribuição nos cinemas europeus. A atriz brasileira Florinda Bolkan (que hoje renega a sua participação em vários filmes de horror italianos) rouba a cena no papel da bruxa Maciara, protagonizando uma das cenas mais violentas e impactantes do filme. Ao lado de Florinda, brilham a diva do cinema grego Irene Papas e a linda Barbara Bouchet.

Dont Torture a Duckling (Non si Sevizia un Paperino). Direção de Lucio Fulci (Itália, 1972, 102 minutos). Com Florinda Bolkan, Tomas Milian, Barbara Bouchet e Irene Papas.


ASSALTO AO TREM BLINDADO - de Enzo Castellari - 1978
Exibido em 04/09/2009
O filme de Castellari, após alguns anos de ostracismo, voltou a receber atenção ao ser refilmado por Quentin Tarantino como Bastardos Inglórios, atual sucesso de bilheteria nos cinemas americanos (com estreia prevista no Brasil para o final de setembro).
Enzo G. Castellari (1942) é um diretor que tem uma longa carreira dedicada ao cinema de gênero, assinando produções de baixo orçamento que, apesar da escassez de recursos, conquistaram a admiração de parte da crítica, como o drama de guerra Esquadrão das Águias (1969) e o western Keoma (1976).

Na França, em 1944, durante a Segunda Guerra Mundial, um grupo de soldados norte-americanos condenados à morte pelos mais variados tipos de crimes consegue se libertar, e resolve fugir para a Suíça, neutra. A caminho de lá eles são confundidos com uma unidade secreta aliada, e se engajam em uma missão suicida atrás das linhas alemãs, envolvendo roubo e sabotagem de um trem.

Assalto ao Trem Blindado (Quel Maledetto Treno Blindato), de Enzo G. Castellari. Itália, 1978. Com Bo Svenson, Peter Hooten, Fred Williamson, Ian Bannen e Michael Constantin. Colorido. Duração: 99 minutos.

FASTER, PUSSYCAT! KILL! KILL! - de Russ Meyer - 1965
Exibido em 19/06/2009

Filme mais popular de Meyer, o papa do gênero sexplotation, Faster, Pussycat! Kill! Kill! descreve as aventuras de três sedutoras e furiosas gogo girls que andam pelo deserto americano com seus carros velozes, causando a discórdia por onde passam. Um sucesso de bilheteria nos drive ins americanos nos anos 60, o filme é idolatrado por diretores como John Waters (“É o melhor filme já feito”, disse Waters) e Quentin Tarantino, que o homenageou em Death Proof (ainda inédito no Brasil) e pretende refilmá-lo, segundo informações do IMDB.
A sessão de Faster, Pussycat! Kill! Kill! no Raros está incluída na mostra Microfonia, que aconteceu na Sala P. F. Gastal.
Faster, Pussycat! Kill! Kill!, de Russ Meyer (EUA, 1965, 83 minutos, legendas em português)



O MONSTRO DE DUAS CABEÇAS - de Lee Frost - 1972
Exibido em 08/05/2009

Um dos subprodutos do movimento Blaxploitation, O Monstro de Duas Cabeças conta a bizarra história de um velho milionário e racista (vivido por Ray Milland) que, devido a uma grave doença, tem sua cabeça transplantada para o corpo de um negro (Rosey Grier, primo da estrela negra Pam Grier, de Jackie Brown). O detalhe é que o negro está vivo e ambas as cabeças precisam conviver com o mesmo corpo. A partir daí, o que se vê na tela é um desfile de situações absurdas, que entrou para a história do cinema como um dos mais divertidos libelos contra o racismo.

O protagonista Ray Milland (1905-1986) foi um ator bastante requisitado em Hollywood nas décadas de 40 e 50 (ganhou o Oscar, a Palma de Ouro em Cannes e o Globo de Ouro por sua atuação em Farrapo Humano, de Billy Wilder). A partir dos anos 60, Milland começou a fazer participações freqüentes em seriados de TV e produções do cinema B, como o cartaz do Raros desta sexta-feira.
O Monstro de Duas Cabeças será exibido numa cópia em DVD, com diálogos e legendas em inglês. A sessão será comentada pelo jornalista Zeca Azevedo, especialista em cinema Blaxploitation. A entrada é franca.
O Monstro de Duas Cabeças (The Thing with Two Heads). Estados Unidos, 1972. Direção de Lee Frost. Com Ray Milland, Rosey Grier e Don Marshall. Colorido. Duração: 93 minutos.

BLACULA - de William Crain - 1972
Exibido em 17/04/2009

Blacula, de William Crain, é uma produção de 1972 sobre vampiro negro que aterroriza as ruas de Los Angeles. Blacula integra a programação do projeto Black, inaugurado pela Coordenação de Cinema, Vídeo e Fotografia da Secretaria Municipal da Cultura na última terça-feira, que está apresentando diversos filmes que ilustram a contribuição da cultura negra para o cinema.
A trama do filme de William Crain adapta para o contexto americano do início da década de 70 algumas das principais situações do clássico romance Drácula, de Bram Stoker. Em 1780, ao visitar o Conde Drácula na Transilvânia, príncipe africano é atacado pelo vampiro e seu corpo permanece trancafiado em um caixão nos porões do castelo. Duzentos anos depois, após a venda do espólio de Drácula, o caixão vai parar em um depósito em Los Angeles. Logo os habitantes da cidade passam a sofrer os ataques de um vampiro negro. Na época de seu lançamento, o sucesso de Blacula foi tão grande que o filme logo ganharia uma continuação, Scream, Blacula, Scream, de 1973, com Pam Grier no elenco. Hoje, as duas produções, embora não consigam mais provocar sustos nos espectadores, adquiriram o status de filmes de culto.
Blacula será exibido numa cópia em DVD, com diálogos em inglês e legendas em espanhol. A sessão será comentada pelo jornalista Zeca Azevedo, especialista em cultura black. A entrada é franca.
Blacula, de William Crain (EUA, 1972, 92 minutos).
Com William Marshall, Denise Nicholas e Vonetta McGee.Colorido.

CÉLINE E JULIE VÃO DE BARCO - de Jacques Rivette - 1974
Exibido em 03/04/2009
Uma das obra-primas de Jacques Rivette, Céline et Julie Vão de Barco conta as aventuras fantásticas que nascem de amizade acidental entre umabibliotecária e uma excêntrica ilusionista. Embriagadas pelos jogos quecriam juntas, ambas vão entrar numa realidade paralela e tentarsolucionar um crime acontecido vários anos antes numa mansãomisteriosa.Embora desconhecido do público brasileiro - como de resto boa parte daobra de Rivette - o filme é considerado um dos mais importantes dadécada de 70, tanto pela sua narrativa inovadora (o crítico americanoDavid Thompson o chamou de "a experiência narrativa mais radical desdeCidadão Kane"), como pela abordagem feminista bem-humorada(característica que certamente atraiu Pedro Almodóvar, que tem o filmena sua lista de preferidos, e Susan Seidelman, que o usou como base doseu Procura-se Susan Desesperadamente, em 1985). Céline et Julie Vão deBarco, que costura referências literárias fantásticas tão dísparesquanto Alice no País das Maravilhas, de Lewis Caroll, e The OtherHouse, de Henry James, acaba se revelando no final um grande elogio aoato de se contar - e ver - uma história.
Céline e Julie Vão de Barco (Céline et Julie Vont en Bateau, França, 1974, 192 minutos) - Exibição em DVD, original em francês, com legendas em inglês.

quinta-feira, 7 de janeiro de 2010

Aguarde a programação 2010 da Sala

Dia 26 de Janeiro a Sala retorna com uma programação especial dedicada ao Fórum Social Mundial.

Vencedores do Prêmio Santander Cultura/PMPA/APTC-RS

No último dia 15 de dezembro a atriz Larissa Maciel revelou os quatro projetos premiados, dentre os 24 inscritos no Concurso de Desenvolvimento de Projetos de Longa-metragem, como é chamado.
Camila Gonzatto E Frederico Pinto Ltda com o projeto Alice (direção Camila Gonzatto), Mendina De Morais Santos Produções Ltda com o projeto Depois De Ser Cinza (direção Eduardo Wannmacher), Okna Produções Culturais Ltda com o projeto Mulher Do Pai (direção Cristiane Oliveira) e Letícia De Cássia Costa De Oliveira - Me com o projeto Charles Anjo 45 – O Filme (direção Claudinho Pereira), ganharam R$ 50 mil cada. Os jurados da sexta edição, Éverson José Faganello, cineasta, produtor e roteirista; André Saddy, produtor, gerente de marketing e projetos do Canal Brasil; Clélia Bessa, produtora de cinema e televisão; Marta Machado, produtora e presidente da Associação Brasileira de Animação e José Eduardo Belmonte, cineasta e roteirista, analisaram os projetos durante 45 dias.

O grupo reuniu-se no Santander Cultural, em 15/12, para eleger os premiados desta edição, que ganhou nova roupagem em 2009. A iniciativa, que supre uma lacuna importante no mercado audiovisual gaúcho, garante o investimento de recursos e a capacitação na etapa do desenvolvimento de projetos de longa-metragem.

quinta-feira, 3 de dezembro de 2009

Uma noite de arrepiar no Raros

Última atração do projeto Raros este ano, o filme A Noite dos Arrepios será exibido na sexta-feira, dia 4 de dezembro, às 20h, na Sala P. F. Gastal (Usina do Gasômetro – 3º andar).

Quando lançado nos cinemas, em 1986, A Noite dos Arrepios (Night of the Creeps), de Fred Dekker, foi um fracasso de bilheteria, passando despercebido pela crítica e pelo grande público. Porém, com o passar dos anos esta descompromissada mistura de humor negro, horror e ficção científica se transformou num objeto de culto entre os fãs do gênero fantástico. O filme nunca foi lançado oficialmente nos cinemas ou locadoras do país, mas sua exibição na TV no final dos anos 1980 gerou uma legião de admiradores brasileiros, que sempre aguardavam ansiosos por alguma reprise nas “sessões da madrugada”.

Em tom de auto-paródia, A Noite dos Arrepios é uma sangrenta e divertida homenagem aos filmes B de horror, com direito a alienígenas, mortos-vivos e estranhas criaturas gosmentas. Na trama, os estudantes da Universidade Corman são infectados por parasitas espaciais que se alimentam do cérebro dos hospedeiros transformando-os em zumbis. Uma inusitada dupla de heróis, os nerds Chris Romero (Jason Lively) e JC Hooper (Steven Marshall), auxiliada pelo detetive linha dura Cameron (o impagável Tom Atkins), irão combater as criaturas e tentar evitar a disseminação dos mortos-vivos. Dekker brinca com os clichês do gênero em citações inspiradas que vão da ficção científica dos anos 50 (Plan 9 From Outer Space) aos filmes de George Romero e David Cronenberg.

Em 1987, Fred Dekker realizou Deu a Louca nos Monstros (The Monster Squad), uma espécie de Os Goonies com elementos fantásticos, que também foi elevado ao status de cult movie, mas após o retumbante fracasso de Robocop 3, seu filme seguinte, o nome de Dekker foi colocado no limbo da indústria de Hollywood, e desde então seus trabalhos se limitaram a esporádicas participações como roteirista de séries televisivas.

A Noite dos Arrepios será exibido numa cópia em DVD, com legendas em português. A sessão será comentada pelo jornalista Thomaz Albornoz. A entrada é franca.


A Noite dos Arrepios (Night of the Creeps), de Fred Dekker. EUA, 1986, 85 minutos.

segunda-feira, 23 de novembro de 2009

Kino Beat - Mostra sobre música eletrônica

Na sexta-feira, dia 27 de novembro, iniciaremos uma programação dedicada à música eletrônica, reunindo filmes, documentários e clipes. Intitulada Kino Beat, a mostra tem curadoria de Gabriel Cevallos e reúne a maior seleção de obras audiovisuais relacionadas à música eletrônica já feita no Brasil, apresentando o vasto cenário eletrônico através de alguns de seus subgêneros e por assuntos referentes a essa cultura e seus modos de produção e disseminação.

A programação da Kino Beat inclui ainda uma compilação de filmes já exibidos no FILE Documenta, mostra de cinema que acontece junto ao festival FILE (Festival Internacional de Linguagem Eletrônica). O diretor dinamarquês Andreas Johnsen, um dos mais destacados documentaristas musicais da atualidade, terá uma retrospectiva de sua obra, com a exibição de quatro de seus filmes, alguns nunca exibidos no Brasil.

KINO BEAT
Mostra de Filmes, Documentários e Clipes de Música Eletrônica

Reunindo a maior seleção de obras audiovisuais relacionadas à música eletrônica já feita no Brasil, a mostra Kino Beat, realização da Coordenação de Cinema, Vídeo e Fotografia da Secretaria Municipal da Cultura de Porto Alegre, apresenta o vasto cenário eletrônico através de alguns de seus subgêneros e por assuntos referentes à cultura e aos seus modos de produção e disseminação.

As efervescentes duas primeiras décadas do século XX foram um terreno fértil para descobertas e afirmações de ideais. Entre os fatos relevantes a serem destacados, está o manifesto futurista italiano, que em todos os campos da arte teve um efeito avassalador, refletindo na música com a valorização de sons antes considerados apenas barulho; instrumentos não convencionais baseados em sonoridades ainda desconhecidas eram inventados, prenunciando o futuro de uma música alicerçada em tecnologia e vanguarda.

Com o desenvolvimento tecnológico forçado pelo fim da Segunda Guerra Mundial, os experimentos com gravação e produção musical foram impulsionados, emergindo conceitos como música concreta, Elektronische Musik e música eletroacústica. A grande revolução do computador e do sintetizador se tornou um marco no ato de pensar e fazer a música. Uma arte antes relegada a eruditos, que agora se popularizava. De Stockhausen a Beatles, da Disco music ao movimento Rave, a música eletrônica se tornou um fenômeno pop sem precedentes, influenciando todo o mercado fonográfico e a indústria do entretenimento.

Seja nas favelas do Rio ou nas ruas de Berlim, atualmente a música eletrônica além de embalar milhões de entusiastas nas pistas mundo a fora, serve como instrumento de identificação cultural e inclusão artístico-social, proporcionando pequenas revoluções através de batidas sequenciadas.

A mostra Kino Beat inclui ainda uma compilação de filmes já exibidos no FILE Documenta, mostra de cinema que acontece junto ao festival FILE (Festival Internacional de Linguagem Eletrônica). O diretor dinamarquês Andreas Johnasen, um dos mais prolíficos documentaristas musicais da atualidade, terá uma retrospectiva de sua obra, com a exibição de quatro de seus filmes, alguns nunca exibidos no Brasil.


Curadoria e organização:
Gabriel Cevallos
Formando em cinema pela PUCRS – Dj e produtor cultural.

Curadoria FILE Documenta:
Eric Marke
É bacharel em jornalismo e publicidade, autor da Enciclopédia MEB - A História da Música Eletrônica Brasileira, curador do FILE e docente na Universidade Anhembi Morumbi e no SAE Institute (Frankfurt – Alemanha).

PROGRAMAÇÃO

(todos os filmes exibidos em DVD e com entrada franca)

- Dub Echoes, de Bruno Natal(Brasil, 2007, 75 min). Documentário que traça a origem do Dub jamaicano, e sua influencia para o desenvolvimento da música eletrônica. A transformação do estúdio em um instrumento musical, dando vazão a experimentos sônicos sem precedentes.

- A festa nunca termina (24 hours party people), de Michael Winterbottom (Inglaterra, 2002, 115 min.). Descrevendo a herança musical de Manchester desde a década de 1970 até o início dos anos 90, o filme ilustra a vibração que fez da cidade o lugar onde todos gostariam de estar. Joy Division, New Order, Hacienda, ecstasy e no nascimento da cultura clubber.


- Como seria o som do futuro (What the future sounded like), de Matthew Bate (Austrália, 2007, 27 min. Sem legendas). De Dr. Who á Dark Side of the Moon, os membros do Electronic Music Studios desenvolveram idéias e tecnologias pioneiras, criando a nova trilha sonora do século 21.

- Beat Street de Stan Lathan (EUA, 1984, 105 min).Um aspirante Dj do Bronx e seu melhor amigo tentam entrar no mundo do showbizz através da emergente cultura hip-hop. Recheado de Breakdance e com aparições dos principais nomes do Hip hop old school.

- Notes on Breakcore de Bertram Koenighofer & David Kleinl (Áustria, 2006, 30 min. Legendas em inglês e alemão). Um vídeo testamento sobre o Breakcore, um dos estilos mais transgressores da cena musical. Repleto de entrevistas e imagens dos principais artistas do gênero.

- Can i Get an Amen? (Pode me dar um amém?, de Nate Harrison (EUA , 2004, 18 min.).Uma narração explica a história do “Amen Break”, uma amostra de seis segundos de bateria que foi excessivamente usada para criar as primeiras faixas de Hip hop, e se tornou à base de origem do Drum & Bass e Jungle.

Darkbeat: Uma viagem pelo mundo Electro (Darkbeat: An Eletro World Voyage) de Iris Cegara (EUA, 2006, 60 min. Legendas em espanhol). Umas viajem através do mundo analisando o gênero musical conhecido como Electro. O filme mostra a paixão de artistas na criação e na preservação desse tipo de música.

- A última Fábrica de Felipe Nepomuceno (Brasil, 2005, 9 min.). Plano sequência sobre a Polysom, última fábrica de discos de vinil da América latina.

- VJBR I e VJBR II de vários artistas (Brasil, 60 min. Cada um). Duas compilações do coletivo de Vjs brasileiros VJBR. Uma nova maneira de apresentar o audiovisual, misturado ao vivo. Com referencias a vídeo arte, arquitetura, e artes visuais em geral.

- Saving Pop culture, vídeo clipes experimentais de vários artistas (Alemanha, 1998-2003 -2003-2007, 70 min. Cada um). Duas programações selecionadas pelo International Short Film Festival de Oberhausen na Alemanha, com clipes experimentais de música eletrônica alemã, cobrindo os destaques dos festivais de 1998 a 2003 e de 2003 a 2007.

- O som de Bristol (The Bristol Sound), de James Addicott (Inglaterra, 2008, 10min) Uma investigação sobre o efeito do som de Bristol, cidade litorânea da Inglaterra, berço do Trip-Hop, Portishead e Massive Attack.

- Em ritmo acelerado (It’s all gone Pete Tong), de Michael Dowse (Inglaterra/Canadá, 2005, 90 min). O filme mostra a tragédia do lendário Frankie Wilde na paradisíaca ilha de Ibiza. A história nos leva através da vida de um dos melhores Djs conhecidos, e a subseqüente batalha com um distúrbio auditivo, culminando com sua misteriosa saída de cena.










RETROSPECTIVA ANDREAS JOHNASEN

- Homen Mulher (MAN OOMAN) (Dinamarca, 2008, 57 min, legendas em inglês).Um filme sobre o relacionamento entre gêneros, analisado pelo viés da forma de dança que a cultura do Dancehall jamaicano se utiliza.

- Good Copy Bad Copy (Dinamarca, 2007, 59 min). Documentário sobre o atual sistema da cultura do copyright, abordando-o culturalmente no contexto da internet, do “sampling” e nas diversas formas de compartilhamento de arquivos.

- Mr. Catra o Fiel (Mr. Catra the feithful) (Dinamarca, 2004, 60 min). O primeiro documentário sobre o baile Funk, a música eletrônica 100% brasileira. Um recorte através de um dos seus principais representante em um retrato intimista.

- Stocktown (Dinamarca, 2003, 8 episódios de 29 min. Legendas em inglês). Vanguardista série de documentários que abordam diferentes estilos de vida, todos ligados ao cenário musical independente global. As conexões da cultura urbana de Los Angeles, Tóquio, Nova York, Hawai entre outros.

Episódio 1:Dj japonês explica a conexão entre UFO e Hip hop. Uma explanação sobre os meandros da cena alternativa de Nova York e Sydney.

Episódio 2:A produtora Princess Superstar fala da importância de escrever canções com conteúdo erótico. B-boys dançam em Tóquio, enquanto em Los Angeles as conversas falam de ruptura de gêneros.

Episódio 3:A incrível coleção de brinquedos musicais do irreverente produtor Daedelus. O que se passa na vida musical de Honolulu? Os segredos de produzir Hip hop e o estúdio de um japonês produtor de Drum & Bass.

Episódio 4:Um estúdio de Reggae no Brooklyn onde você pode fazer seu próprio dubplate. Artistas japoneses que fazem música eletrônica para crianças. Subúrbios de Tóquio e freestyle rappers.

Episódio 5: Intelligent dance bitches de São Francisco e sua rádio online. Música com game boy em Tóquio e o novo Hip hop Australiano.

Episódio 6:A velha escola do Hip hop de Nova York e os B-boy Havaianos. Um rapper procurado pelo FBI devido a suas infames rimas.

Episódio 7:Diva KP e seu programa de TV, mostrando a força da música e dança de Baltimore. O programa de rádio sobre Hip hop mais antigo do mundo. Stone Strow um dos maiores selos independentes da atualidade.

Episodio 8:Como se faz trilhas para vídeo game. A relação entre bateristas e os DJs de scratch. A música em Hollywood e o graffite nas estações de trem.


FILE Documenta

- Drum In Braz de Bobby Nogueira (Brasil, 2001, 40 min). Uma história particular sobre a primeira geração de DJs e produtores de Drum´n´Bass de São Paulo.

- Eletricidade de Fritz Nagib, Kodiak Bachine & Jayme Rocco Júnior (Brasil, 1984, 13 min). A pré-história do Agentss, uma das bandas mais importantes da música eletrônica brasileira, incomodados já com a fama no começo dos anos 80.

- Objeto Sonoro de Roberto Ceccato & Dino Vicente BRASIL/ITÁLIA - 2005 - 20 MINUTOS. Experiências sonoras eletrônicas de Dino Vicente, músico famoso dos anos 70, em forma de documentário, registrado pelo famoso diretor Roberto Ceccato.

- Operação Cavalo de Tróia de Axel Weiss, Laura Taffarel & Tiago Villas Boas( Brasil, 2004, 70 min.). Polêmico registro de clubbers invadindo a festa Mega Avonts pelo mato.



Blog da mostra:

http://kino-beat.blogspot.com/


GRADE DE HORÁRIOS

Primeira Semana


Semana de 24 a 29 de novembro de 2009


Sexta-feira (27 de novembro)

21:00 – Abertura da mostra Kino Beat, com a exibição de Saving Pop Culture 2003 a 2007

Sábado (28 de novembro)
15:00 – Dub Echoes (Mostra Kino Beat)
17:00 – A Festa Nunca Termina (Mostra Kino Beat)
19:00 – Em Ritmo Acelerado (Mostra Kino Beat)

Domingo (29 de novembro)
15:00 – Good Copy Bad Copy (Mostra Kino Beat)
17:00 – Beat Street (Mostra Kino Beat)
19:00 – Saving Pop Culture 1998 a 2003 (Mostra Kino Beat)

Segunda Semana
Semana de 1 a 6 de Dezembro de 2009



Terça-feira (01 de dezembro)
15:00 - VJBR II
17:00 – Pode me dar um Amém? O Som de Bristol e A Última Fábrica
19:00 - Mr. Catra o Fiel

Quarta-feira (02 de dezembro)
15:00 – Stocktown: Episódio 1 e 2
17:00 – Stocktown: Episódio 3 e 4
19:00 – Stocktown: Episódio 5 e 6

Quinta-feira (03 de dezembro)
15:00 - Stocktown: Episódio 7 e 8
17:00 – O Som do Futuro e A Última Fábrica
19:00 – Homem Mulher

Sexta-feira (04 de dezembro) – Mostra FILE
15:00 – Drum In Braz
17:00 - Objeto Sonoro e Eletricidade
19:00 – Operação Cavalo de Tróia

Sábado (05 de dezembro)
15:00 – Em ritmo Acelerado
17:00 – Darkbeat: Uma viajem pelo mundo Electro
19:00 – Dub Echoes

Domingo (06 de dezembro)
15:00 - Mr. Catra o Fiel
17:00 – Beat Street
19:00 – A Festa Nunca Termina


Terceira Semana
Semana de 8 a 10 de dezembro de 2009

Terça-feira (08 de dezembro)
15:00 – Notes on Breakcore
17:00 – Pode me dar um Amém? O Som de Bristol e A Última Fábrica
19:00 - Saving Pop Culture 2003 a 2007

Quarta-feira (09 de dezembro)
15:00 – VJBR I
17:00 – Good Copy Bad Copy

Quinta-feira (10 de dezembro)
15:00 – Homen Mulher
17:00 – Darkbeat: :Uma viajem pelo mundo Electro

Ultimos dias da Mostra Berlim

A Sala P. F. Gastal promove as últimas exibições da mostra de filmes sobre Berlim, iniciada em 10 de novembro último. Entre os destaques da programação, o cultuado Corra, Lola, Corra, de Tom Tykwer (um dos filmes que definiu a cara dos anos 90), e Alameda do Sol (foto ) de Leander Haussmann, produção nunca lançada nos cinemas brasileiros, sobre o cotidiano de um grupo de jovens na Alemanha Ocidental, antes da queda do Muro de Berlim, inspirada no romance best-seller de Thomas Brussig.
GRADE DE HORÁRIOS

Semana de 24 a 29 de novembro de 2009

Terça-feira (24 de novembro)

15:00 – II Festival Escolar de Cinema (sessão fechada)
17:00 – Cupido Não Tem Bandeira (Mostra Berlim)
19:00 – Depois da Queda (Mostra Berlim)

Quarta-feira (25 de novembro)

15:00 – II Festival Escolar de Cinema (sessão fechada)
17:00 – Da Queda do Muro Até a Reunificação (Mostra Berlim)
19:00 – A Caixa de Pandora (Mostra Berlim)

Quinta-feira (26 de novembro)

15:00 – II Festival Escolar de Cinema (sessão fechada)
17:00 – Alameda do Sol (Mostra Berlim)
19:00 – Berlin is in Gemany (Mostra Berlim)

Sexta-feira (27 de novembro)

15:00 – II Festival Escolar de Cinema (sessão fechada)
17:00 – Corra, Lola , Corra (Mostra Berlim)
19:00 – Alameda do Sol (Mostra Berlim)

21:00 – Abertura da mostra Kino Beat, com a exibição de Saving Pop Culture 2003 a 2007

Sábado (28 de novembro)

15:00 – Dub Echoes (Mostra Kino Beat)
17:00 – A Festa Nunca Termina (Mostra Kino Beat)
19:00 – Em Ritmo Acelerado (Mostra Kino Beat)

Domingo (29 de novembro)

15:00 – Good Copy Bad Copy (Mostra Kino Beat)
17:00 – Beat Street (Mostra Kino Beat)
19:00 – Saving Pop Culture 1998 a 2003 (Mostra Kino Beat)

quinta-feira, 19 de novembro de 2009

Horror Mexicano no Raros

O projeto Raros da Sala P. F. Gastal exibe na próxima sexta-feira, dia 20 de novembro, às 19h, o filme de horror mexicano Satanico Pandemonium (1975), de Gilberto Martinez Solares. Especialista em cinema de gênero, Gilberto Martínez Solares (1906-1997) foi um dos mais prolixos realizadores do cinema mexicano, com mais de 150 filmes em seu currículo. Em 60 anos dedicados à sétima arte, trafegou entre os mais variados gêneros, do western ao horror, passando pelo drama e pelos populares filmes do lutador El Santo.

Satanico Pandemonium faz parte do ciclo mexicano de um subgênero conhecido como nunexploitation. O enredo destas produções, passadas essencialmente em conventos, confrontava o sagrado e o profano, mesclando de forma sensacionalista temas como religião, sexo, violência e satanismo.

A trama de Satanico Pandemonium segue os conceitos cristalizados pelo gênero. Irmã Maria (a bela Cecilia Pezet) tem sua fé colocada à prova quando começa a ser assediada por um misterioso pastor chamado Luzbel (Enrique Rocha). As investidas do pastor despertam em Maria sentimentos paradoxais, que a fazem mergulhar num abismo de demência, horror e depravação.

Na época de seu lançamento o filme causou furor nos setores mais conservadores da sociedade mexicana, conhecida pelo seu arraigado catolicismo. Em homenagem ao filme, os diretores Robert Rodriguez e Quentin Tarantino, fãs confessos da obra de Solares, batizaram a personagem de Salma Hayek em Um Drink no Inferno de Satanico Pandemonium.

Satanico Pandemonium será exibido numa cópia em DVD, com legendas em português. A sessão será comentada pelo crítico de cinema Cristian Verardi. A entrada é franca.

Satanico Pandemonium, de Gilberto Martínez Solares. México, 1975, 87 minutos. Classificação indicativa: 18 anos.

Sala segue exibindo filmes ambientados em Berlim

A Sala P. F. Gastal da Usina do Gasômetro (3º andar) dá seguimento na próxima semana à mostra comemorativa aos 20 anos da queda do Muro de Berlim, ocorrida em 9 de novembro de 1989. Realizada em parceria com o Instituto Goethe, a mostra reúne uma série de títulos ambientados na metrópole alemã em diferentes épocas.








GRADE DE HORÁRIOS

Semana de 17 a 22 de novembro de 2009

Terça-feira (17 de novembro)

17:00 – Verão em Berlim
19:00 – Da Queda do Muro Até a Reunificação

Quarta-feira (18 de novembro)

17:00 – Fantasmas
19:00 – O Ovo da Serpente

Quinta-feira (19 de novembro)

17:00 – Os Assassinos Estão Entre Nós
19:00 – Depois da Queda

Sexta-feira (20 de novembro)

17:00 – Cupido Não Tem Bandeira
19:00 – Projeto Raros (aguarde divulgação)

Sábado (21 de novembro)

15:00 – Berlin is in Germany
17:00 – Fantasmas
19:00 – Possessão

Domingo (22 de novembro)

15:00 – Os Assassinos Estão Entre Nós
17:00 – Verão em Berlim
19:00 – Da Queda do Muro Até a Reunificação

SINOPSES

Cupido Não Tem Bandeira (One, Two, Three), de Billy Wilder (1961)

Na Berlim dividida pelo muro, executivo americano precisa tomar conta da filha de seu chefe em visita à cidade. Quando a jovem se apaixona por um rapaz comunista da Alemanha Oriental, a situação se complica. Comédia que satiriza os tempos paranóicos da Guerra Fria. Exibição em DVD.

Alameda do Sol (Sonnenallee), de Leander Haussmann (Alemanha, 1999, 94 minutos)

Um retrato sobre um grupo de jovens na Alemanha Oriental, inspirado no famoso romance homônimo de Thomas Brussig. Exibição em DVD.


Os Assassinos Estão Entre Nós (Die Mörder Sind Unter Uns), de Wolfgang Staudte (Alemanha, 1946, 91 minutos)

Após o final da guerra, mulher (Hildegard Knef) retorna de campo de concentração para seu apartamento em Berlim. Em meio a uma cidade em ruínas, acontecimentos misteriosos se sucedem. Primeiro filme rodado na Alemanha depois da guerra. Exibição em DVD.

Berlin is in Germany, de Hannes Stöhr (Alemanha, 2001, 90 minutos)

Após um longo período de reclusão, iniciado ainda nos tempos da antiga RDA, Martin sai da prisão. O reencontro com a família e a descoberta de uma Alemanha reunificada darão origem a vários conflitos. Exibição em 16mm, com legendas em espanhol.

A Caixa de Pandora (Die Büchse der Pandora), de G. W. Pabst (Alemanha, 1929, 133 minutos)

A ascensão e queda de uma jovem amoral, na Berlim dos anos loucos da década de 20, pouco antes da ascensão dos nazistas ao poder. Um filme mítico, que consagrou a atriz Louise Brooks, um dos ícones do cinema do século XX. Exibição em DVD.

Corra, Lola, Corra (Lola Rennt), de Tom Tykwer (Alemanha, 1998, 81 minutos)

Para salvar o namorado, ameaçado por um mafioso, Lola tem apenas 20 minutos. Sua corrida frenética pelas ruas de Berlim é mostrada de três diferentes maneiras, em filme que marcou os anos 90 por seu ritmo frenético e originalidade narrativa. Exibição em DVD.

Da Queda do Muro Até a Reunificação (Deutschlandspiel), de Christoph Blumenberg (Alemanha, 2000, 90 minutos)

Documentário que desvenda a história por trás da história da queda do Muro de Berlim, mostrando conflitos, discussões e intrigas que não podiam ser revelados na época. Exibição em DVD.

Depois da Queda (Nach dem Fall), de Frauke Sandig (Alemanha, 1999, 86 minutos)

Revelador documentário sobre a Alemanha reunificada, realizado no décimo aniversário da queda do Muro de Berlim. Exibição em 16mm, com legendas em espanhol.

Fantasmas, de Christian Petzold (Alemanha, 2005, 85 minutos)

O caminho de três mulheres se cruza em Berlim, num filme sobre insegurança, solidão, perda e desejo, dirigido por um dos novos talentos do novíssimo cinema alemão, Christian Petzold. Exibição em DVD.

O Ovo da Serpente (The Serpent´s Egg), de Ingmar Bergman (EUA/Alemanha, 1977, 119 minutos)

Berlim, 1923. Um lugar e um tempo perigosos para se viver. Sombrio retrato de Bergman sobre a ascensão do nazismo, em uma de suas raras investidas no cinema de língua inglesa. Exibição em DVD.

Possessão (Possession), de Andrzej Zulawski (França/Alemanha, 1980, 122 minutos)

Na opressiva Berlim dividida pelo muro, mulher perturbada trai seu marido com uma criatura monstruosa. Clássico do cinema fantástico, que deu a Isabelle Adjani o prêmio de melhor atriz no Festival de Cannes em 1980. Exibição em DVD.

Verão em Berlim (Sommer vorm Balkon), de Andreas Dresen (Alemanha, 2005, 105 minutos)

Um verão em Berlim. Duas amigas, uma enfermeira de idosos e uma desempregada vivem em um antigo prédio alugado e passam suas noites na varanda com vista para a rua. Um homem jovem ameaça a paz, mas proporciona momentos de felicidade, uma mulher idosa morre e um menino de 12 anos sofre de amor. Exibição em DVD.

quinta-feira, 12 de novembro de 2009

Raros especial sexta-feira 13 exibe "Krimi" Alemão


O projeto Raros da Sala P. F. Gastal (Usina do Gasômetro – 3º andar) ganha edição especial nesta sexta-feira, 13 de novembro, às 19h, inserida na programação do Projeto Berlim – evento iniciado na última terça-feira, que celebra os 20 anos da queda do Muro de Berlim – com a exibição da produção alemã O Monge Sinistro, realizada por Harald Reinl em 1965.

O Monge Sinistro é um dos mais perfeitos exemplares do gênero “Krimi”, popular série de filmes de suspense produzidos na Alemanha durante a década de 60, geralmente inspirados nos romances do escritor Edgar Wallace. Embora fossem filmados em Berlim, no auge da Guerra Fria (com a cidade ainda dividida pelo muro), as tramas dos “krimis” se passam em Londres.

O Monge Sinistro narra a história de um assassino que se fantasia de monge e sai chicoteando as pessoas até a morte pelas ruas sombrias da capital inglesa. A fim de evitar novas mortes, a Scotland Yard mobiliza seus agentes na caça do sádico serial killer.

No elenco do filme, Karin Dor (a “Bond girl” de Com 007 Só Se Vive Duas Vezes e estrela de Hitchcock em Topázio), Harald Leipinitz, Siegfried Lowitz e Edie Arent (de Alphaville).

O Monge Sinistro será exibido numa cópia em DVD, com legendas em espanhol. A sessão será comentada pelo jornalista Thomaz Albornoz.
A entrada é franca.

O Monge Sinistro (Der Unheimliche Mönch/The Sinister Monk), de Harald Reinl. Alemanha, 1965. Com Karin Dor, Harald Leipinitz, Siegfried Lowitz e Edie Arent. Duração: 87 minutos. Preto e branco.

segunda-feira, 9 de novembro de 2009

Evento comemora o 20º aniversário da Queda do Muro de Berlim




A Coordenação de Cinema, Vídeo e Fotografia da Secretaria Municipal da Cultura de Porto Alegre, em parceria com o Instituto Goethe, inaugura na próxima semana na Usina do Gasômetro o Projeto Berlim, que inclui uma exposição do renomado artista alemão Thomas Demand, na Galeria Lunara (com coquetel de abertura no sábado, 14 de novembro, às 19h, com a presença do artista) e uma mostra de filmes na Sala P. F. Gastal (a partir de terça-feira, dia 10 de novembro). O evento marca a passagem dos 20 anos da queda do Muro de Berlim, ocorrida em 9 de novembro de 1989, e o relevante papel desempenhado pela metrópole no cenário cultural contemporâneo.

THOMAS DEMAND

Um dos mais conceituados artistas contemporâneos, com passagem pelos principais museus do mundo, Thomas Demand irá exibir um conjunto de obras inéditas pela primeira vez no Brasil. Segundo o Coordenador de Cinema, Vídeo e Fotografia da SMC, Bernardo José de Souza, a
presença de Demand em Porto Alegre é um acontecimento de extraordinária importância na vida cultural da cidade, já que este alemão, residente em Berlim, tem sido apontado pela crítica internacional como autor de alguns dos trabalhos mais instigantes da arte contemporânea: “Sob a aparente placidez das obras de Thomas Demand percebe-se uma atmosfera de inquietação latente. Ao observador desavisado, e não familiarizado com o processo criativo do artista, resta a intuição como chave única para o ingresso nos ambientes frequentemente burocráticos e assépticos fotografados por ele. Situada em espaços intermediários, a obra de Demand logra suspender momentaneamente a realidade ao criar zonas neutras que desafiam a percepção do espectador à medida em que põem em xeque a atribuída correspondência entre a imagem fotográfica e o mundo real que ela supostamente retrata”.

Partindo de fotografias encontradas nos meios de comunicação de massa, não raro carregadas de matizes políticos (embaixadas, a Casa Branca, a cozinha clandestina de Sadham Hussein), ou de ambientes altamente familiares, de características universais (um céu estrelado, uma floresta), o artista se propõe a tarefa hercúlea de desenvolver maquetes em escala real, feitas de cartolina e papel, as quais reproduzem quase à perfeição as imagens originais. Superada esta etapa, ele retorna ao suporte fotográfico para registrar e perenizar esses espaços artificialmente construídos e só então levá-los a público em galerias e museus no formato bidimensional. Uma vez concluído o processo, via de regra os cenários são destruídos.

Na Galeria Lunara, de 14 de novembro de 2009 a 17 de janeiro de 2010, Demand irá mostrar a série inédita The Dailies, que apresenta características bastante distintas do conjunto comumente conhecido de sua obra. Além das imagens serem apresentadas em formato menor que de costume, mesmo porque reproduzem cenas cotidianas ou rotineiras, elas permitem uma maior empatia com o público e funcionam como blagues, flashes prosaicos do dia-a-dia. Ainda, segundo Bernardo José de Souza, “os espaços divisados pelo artista são literalmente naturezas mortas, cujos vestígios de vida se apresentam exclusivamente no plano metafísico”.


MOSTRA DE FILMES

A mostra de filmes programada pelo Projeto Berlim apresenta uma seleção de títulos marcantes ambientados na cidade alemã, um cenário recorrente ao longo da história do cinema, desde os seus primórdios, atraindo a atenção de diretores de distintas nacionalidades. A mostra reúne 15 títulos realizados em períodos variados: de Berlim, Sinfonia de uma Metrópole (1927), a clássica obra de vanguarda dirigida por Walter Ruttmann ainda no cinema mudo, passando por produções rodadas nas suas ruínas logo após o final da Segunda Guerra Mundial ou ainda pelas visões da cidade dividida pelo muro nos anos da Guerra Fria, até chegar à década de 1990, com obras ambientadas numa Berlim já reunificada. Uma seleção que forma um painel multifacetado da metrópole mais fascinante do século XX.


Programação

Alameda do Sol (Sonnenallee), de Leander Haussmann (Alemanha, 1999, 94 minutos)

Um retrato sobre um grupo de jovens na Alemanha Oriental, inspirado no famoso romance homônimo de Thomas Brussig. Exibição em DVD.


Alemanha, Ano Zero (Germania Anno Zero), de Roberto Rossellini (Itália, 1948, 72 minutos)

Na cidade de Berlim em ruínas, logo após o final da Segunda Guerra, Edmund, um garoto muito pobre, trabalha para sustentar o pai doente e os irmãos mais novos. Exibição em DVD.

Os Assassinos Estão Entre Nós (Die Mörder Sind Unter Uns), de Wolfgang Staudte (Alemanha, 1946, 91 minutos)

Após o final da guerra, mulher (Hildegard Knef) retorna de campo de concentração para seu apartamento em Berlim. Em meio a uma cidade em ruínas, acontecimentos misteriosos se sucedem. Primeiro filme rodado na Alemanha depois da guerra. Exibição em DVD.

Berlim, Sinfonia de uma Metrópole (Berlin, die Sinfonie der Grosstadt), de Walter Ruttmann (Alemanha,1927, 63 minutos)

As 24 horas de um dia na vida de uma grande metrópole, Berlim, nesta que é uma das obras-primas do período mudo. Exibição em DVD.

Berlin is in Germany, de Hannes Stöhr (Alemanha, 2001, 90 minutos)

Após um longo período de reclusão, iniciado ainda nos tempos da antiga RDA, Martin sai da prisão. O reencontro com a família e a descoberta de uma Alemanha reunificada darão origem a vários conflitos. Exibição em 16mm, com legendas em espanhol.


A Caixa de Pandora (Die Büchse der Pandora), de G. W. Pabst (Alemanha, 1929, 133 minutos)

A ascensão e queda de uma jovem amoral, na Berlim dos anos loucos da década de 20, pouco antes da ascensão dos nazistas ao poder. Um filme mítico, que consagrou a atriz Louise Brooks, um dos ícones do cinema do século XX. Exibição em DVD.

Corra, Lola, Corra (Lola Rennt), de Tom Tykwer (Alemanha, 1998, 81 minutos)

Para salvar o namorado, ameaçado por um mafioso, Lola tem apenas 20 minutos. Sua corrida frenética pelas ruas de Berlim é mostrada de três diferentes maneiras, em filme que marcou os anos 90 por seu ritmo frenético e originalidade narrativa. Exibição em DVD.

Cupido Não Tem Bandeira (One, Two, Three), de Billy Wilder (1961)

Na Berlim dividida pelo muro, executivo americano precisa tomar conta da filha de seu chefe em visita à cidade. Quando a jovem se apaixona por um rapaz comunista da Alemanha Oriental, a situação se complica. Comédia que satiriza os tempos paranóicos da Guerra Fria. Exibição em DVD.

Da Queda do Muro Até a Reunificação (Deutschlandspiel), de Christoph Blumenberg (Alemanha, 2000, 90 minutos)

Documentário que desvenda a história por trás da história da queda do Muro de Berlim, mostrando conflitos, discussões e intrigas que não podiam ser revelados na época. Exibição em DVD.

Depois da Queda (Nach dem Fall), de Frauke Sandig (Alemanha, 1999, 86 minutos)

Revelador documentário sobre a Alemanha reunificada, realizado no décimo aniversário da queda do Muro de Berlim. Exibição em 16mm, com legendas em espanhol.

Fantasmas, de Christian Petzold (Alemanha, 2005, 85 minutos)

O caminho de três mulheres se cruza em Berlim, num filme sobre insegurança, solidão, perda e desejo, dirigido por um dos novos talentos do novíssimo cinema alemão, Christian Petzold. Exibição em DVD.

A Mundana (A Foreign Affair), de Billy Wilder (EUA, 1948, 116 minutos)

Após o final da Segunda Guerra, em Berlim, um capitão do exército americano (John Lund) divide sua atenção entre uma sensual cantora alemã suspeita de haver colaborado com o nazismo (Marlene Dietrich) e uma congressista conservadora que a investiga (Jean Arthur). Exibição em DVD.

O Ovo da Serpente (The Serpent´s Egg), de Ingmar Bergman (EUA/Alemanha, 1977, 119 minutos)

Berlim, 1923. Um lugar e um tempo perigosos para se viver. Sombrio retrato de Bergman sobre a ascensão do nazismo, em uma de suas raras investidas no cinema de língua inglesa. Exibição em DVD.


Possessão (Possession), de Andrzej Zulawski (França/Alemanha, 1980, 122 minutos)

Na opressiva Berlim dividida pelo muro, mulher perturbada trai seu marido com uma criatura monstruosa. Clássico do cinema fantástico, que deu a Isabelle Adjani o prêmio de melhor atriz no Festival de Cannes em 1980. Exibição em DVD.

Verão em Berlim (Sommer vorm Balkon), de Andreas Dresen (Alemanha, 2005, 105 minutos)

Um verão em Berlim. Duas amigas, uma enfermeira de idosos e uma desempregada vivem em um antigo prédio alugado e passam suas noites na varanda com vista para a rua. Um homem jovem ameaça a paz, mas proporciona momentos de felicidade, uma mulher idosa morre e um menino de 12 anos sofre de amor. Exibição em DVD.


GRADE DE HORÁRIOS

Primeira Semana (10 a 15 de novembro)


Terça-feira (10 de novembro)

17:00 – Alemanha, Ano Zero
19:00 – Berlim, Sinfonia de uma Metrópole

Quarta-feira (11 de novembro)

17:00 – A Mundana
19:00 – O Ovo da Serpente

Quinta-feira (12 de novembro)

17:00 – Verão em Berlim
19:00 – Da Queda do Muro Até a Reunificação

Sexta-feira (13 de novembro)

17:00 – A Caixa de Pandora

Sábado (14 de novembro)


15:00 – Berlim, Sinfonia de uma Metrópole
17:00 – Fantasmas
19:00 – Os Assassinos Estão Entre Nós

Domingo (15 de novembro)

15:00 – Alemanha, Ano Zero
17:00 – A Mundana
19:00 – A Caixa de Pandora


Segunda Semana (17 a 22 de novembro)

Terça-feira (17 de novembro)

17:00 – Verão em Berlim
19:00 – Da Queda do Muro Até a Reunificação

Quarta-feira (18 de novembro)


17:00 – Fantasmas
19:00 – O Ovo da Serpente

Quinta-feira (19 de novembro)

17:00 – Os Assassinos Estão Entre Nós
19:00 – Depois da Queda

Sexta-feira (20 de novembro)

17:00 – Cupido Não Tem Bandeira

Sábado (21 de novembro)

15:00 – Berlin is in Germany
17:00 – Fantasmas
19:00 – Possessão

Domingo (22 de novembro)

15:00 – Os Assassinos Estão Entre Nós
17:00 – Verão em Berlim
19:00 – Da Queda do Muro Até a Reunificação


Terceira Semana (24 a 27 de novembro)

Terça-feira (24 de novembro)

17:00 – Cupido Não Tem Bandeira
19:00 – Depois da Queda

Quarta-feira (25 de novembro)

17:00 – Da Queda do Muro Até a Reunificação
19:00 – A Caixa de Pandora

Quinta-feira (26 de novembro)

17:00 – Alameda do Sol
19:00 – Berlin is in Germany

Sexta-feira (27 de novembro)

17:00 – Corra, Lola, Corra
19:00 – Alameda do Sol

domingo, 8 de novembro de 2009

Sala P. F. Gastal resliza Festival Escolar de Cinema

Evento realizado pela Coordenação de Cinema, Vídeo e Fotografia da Secretaria Municipal da Cultura de Porto Alegre em parceria com a Secretaria Municipal de Educação, o Festival Escolar de Cinema está levando centenas de crianças à Sala P. F. Gastal da Usina do Gasômetro desde o início de novembro. Em sua segunda edição, o Festival Escolar de Cinema tem o objetivo de dar acesso aos alunos da rede municipal de ensino a uma programação cinematográfica de qualidade, criteriosamente selecionada, e formada apenas por produções brasileiras, incluindo filmes de curta e longa metragem.Graças à colaboração da Programadora Brasil – projeto do Ministério da Cultura criado para facilitar o acesso do público ao cinema brasileiro, através da edição de coleções de DVDs com dezenas de títulos significativos, entre clássicos e produções recentes –, o II Festival Escolar de Cinema irá possibilitar que inúmeras crianças vivenciem pela primeira vez a experiência do cinema.
As sessões do II Festival Escolar de Cinema acontecem de terça a sexta-feira, às 10h e às 15h, até o final de novembro. Ao longo do mês, cerca de 4.500 crianças terão assistido a quatro programas diferentes, que incluem títulos premiados, como os curtas A Moça que Dançou Depois de Morta, de Ítalo Cajueiro (inspirado em temas da literatura de cordel), Historietas Assombradas (Para Crianças Malcriadas), de Victor-Hugo Borges, A Peste da Janice, de Rafael Figueiredo, e BMW Vermelho, de Reinaldo Pinheiro e Edu Ramos; e o longa Vida de Menina, de Helena Solberg (Kikito de melhor filme do Festival de Cinema Gramado em 2005).Mais informações pelo telefone 3289-8134

www.salapfgastal.blogspot.com