sexta-feira, 13 de março de 2009

Sala P. F. Gastal Mostra Vidas de Cristo

A Sala P. F. Gastal da Usina do Gasômetro recebe a partir da próxima terça-feira, dia 17 de março, a mostra Imaginando o Divino: Jesus no Cinema, promovida pelo Instituto Humanitas da Unisinos. Até domingo, dia 22 de março, os espectadores poderão ver ou rever títulos clássicos como O Evangelho Segundo São Mateus, de Pier Paolo Pasolini, e Jesus de Montreal, de Denys Arcand. Mas o grande destaque será a exibição das primeiras versões cinematográficas da vida de Jesus, realizadas ainda no período do cinema mudo: A Vida e a Paixão de Cristo (A Paixão da Pathé), de Ferdinand Zecca (de 1902), A Vida de Cristo (A Paixão da Gaumont), de Alice Guy (de 1903), e Da Manjedoura à Cruz, de Sidney Olcott (de 1912). Entre estes títulos, merece especial atenção o filme da diretora francesa Alice Guy (1873-1968). Tida como a primeira diretora de cinema da história, Guy estreou na direção em 1896, com La Fée aux Chox, que seria, segundo diversos historiadores, anterior às obras de Georges Méliès. Depois de trabalhar para a produtora Gaumont, onde assinou A Vida de Cristo, mudou-se para os Estados Unidos e lá fundou sua própria companhia produtora. Durante toda a década de 1910 dirigiu vários títulos. O último deles, Vampire, lançado em 1920, marcou sua despedida do cinema. Alice Guy voltou para a França em 1922, mas não conseguiu retomar sua carreira na direção, permanecendo esquecida até 1953, quando recebe a Legião de Honra do governo francês.

O ponto alto da mostra Imaginando o Divino: Jesus no Cinema será a palestra do Prof. Dr. Luiz Antônio Vadico (da Universidade Anhembi/Morumbi, de São Paulo), na quarta-feira, dia 18, às 20:00. Intitulada “Jesus no Primeiro Cinema: Estética e Narrativa”, a palestra acontece após a exibição de dois médias metragens A Vida e a Paixão de Cristo (A Paixão da Pathé) e A Vida de Cristo (A Paixão da Gaumont).

Até quinta-feira, a mostra Imaginando o Divino: Jesus no Cinema divide horários com a programação do 5º Festival de Verão do RS de Cinema Internacional. De sexta a domingo, a mostra ganha os horários das 15:00, 17:00 e 19:00. Todas as sessões tem entrada franca.

PROGRAMAÇÃO

O Evangelho Segundo São Mateus, de Pier Paolo Pasolini (França/Itália, 1964, 133 minutos)




Jesus de Montreal,

de Denys Arcand

(Canadá, 1989, 118 minutos)


A Vida e a Paixão de Cristo (A Paixão da Pathé),

de Ferdinand Zecca

(França, 1905, 44 minutos)




A Vida de Cristo (A Paixão da Gaumont),

de Alice Guy

(França, 1903, 27 minutos)



Da Manjedoura à Cruz,

de Sidney Olcott

(Estados Unidos, 1912, 115 minutos)



Semana de 17 a 22 de março de 2009

GRADE DE HORÁRIOS

Terça-feira (17 de março)

15:00 – Vida de Cristo (A Paixão da Gaumont) + A Vida e a Paixão de Cristo (A Paixão da Pathé)

16:30 – Passagem da Noite (95’) – Festival de Verão

18:30 – Da Manjedoura à Cruz

20:30 – Belowars (71’) – Festival de Verão

Quarta-feira (18 de março)

15:00 – Peles Vermelhas, Malandros e um Programa de Rádio (55’) + O Estranho Caso de Bunny Weequod (24’)

16:30 – Aquele Querido Mês de Agosto (147’) – Festival de Verão

19:00 – Vida de Cristo (A Paixão da Gaumont) + A Vida e a Paixão de Cristo (A Paixão da Pathé), seguido de palestra com o Prof. Dr. Luiz Antônio Vadico

Quinta-feira (19 de março)

15:00 – Vida de Cristo (A Paixão da Gaumont) + A Vida e a Paixão de Cristo (A Paixão da Pathé)

16:30 – África Sobre o Sena (21’) + Os Combatentes Africanos da Grande Guerra (82’) – Festival de Verão

18:30 – Da Manjedoura à Cruz

20:30 – Eu, Eu, Eu José Lewgoy (95’) – Festival de Verão

Sexta-feira (20 de março)

15:00 – Da Manjedoura à Cruz
17:00
Vida de Cristo (A Paixão da Gaumont) + A Vida e a Paixão de Cristo (A Paixão da Pathé)
19:00 – O Evangelho Segundo São Mateus

Sábado (21 de março)

15:00 – Da Manjedoura à Cruz
17:00
Jesus de Montreal
19:00 – O Evangelho Segundo São Mateus

Domingo (22 de março)

15:00 – Vida de Cristo (A Paixão da Gaumont) + A Vida e a Paixão de Cristo (A Paixão da Pathé)
17:00
O Evangelho Segundo São Mateus
19:00 – Jesus de Montreal

quarta-feira, 11 de março de 2009

SALA P. F. GASTAL INTEGRA CIRCUITO DO 5º FESTIVAL DE VERÃO

A Sala P. F. Gastal (Usina do Gasômetro - 3º andar) passa a integrar a partir da próxima sexta-feira, dia 13 de março, o circuito do 5º Festival de Verão do RS de Cinema Internacional. Em duas sessões diárias, 17:00 e 19:00, a programação do festival na Sala P. F. Gastal tem como destaques nestes três primeiros dias dois longas franceses, Tudo Perdoado e A Cabeça de Mamãe, quatro programas de animações canadenses, filmes africanos e um clássico do cinema português, a comédia O Leão da Estrela (ver sinopses abaixo).
Na sessão das 15:00, o cinema da Usina do Gasômetro segue exibindo o premiado longa brasileiro Olh
o de Boi, de Hermano Penna, vencedor do Kikito de melhor ator para Gustavo Machado e melhor roteiro (assinado por Marcos Cesana) no Festival de Gramado de 2007, em trama que adapta para o sertão brasileiro a tragédia de èdipo Rei.

Grade de Horários

Sexta-feira (13 de março)

15:00 – Olho de Boi, de Hermano Penna (72’)
17:00 – Tudo Perdoado (105’)
19:00 – Paris é Bonita (23’) + Taafe Fanga, Poder de Saia (103’)

Sábado (14 de março)

15:00 – Olho de Boi, de Hermano Penna (72’)
17:00 – A Cabeça de Mamãe (95’)
19:00 – Animaçõ
es Canadenses – Programa 1 e Programa 2 (85’)

Domingo (15 de março)

15:00 – Olho de Boi, de Hermano Penna (72’)
17:00 – Animações Canadenses – Programa 3 e Programa 4 (83’)
19:00 – O Leão da Estrela (121’)

sinopses dos filmes programados de sexta a domingo

Tudo Perdoado

COLEÇÃO PRIMEIROS DIRETORES - FRANÇA

Drama, França, 2006, 105’
Direção: Mia Hansen-Love
Elenco: Paul Blain,
Marie-Christine Friedrich, Victoire Rousseau, Constance Rousseau,
Carole Franck, Olivia Ross, Alice Langlois, Pascal Bongard Roteiro: Mia Hansen-Løve

Victor vive em Viena com Annette, sua esposa, e sua filha Pamela. Na tentativa de escapar de uma crise matrimonial, a família se muda para Paris. É primavera. Fugindo do trabalho, Victor passa os dias fora, brinca com a filha e vadia no parque. Apaixonada, Annette está confiante que ele se ajeitará. Mas Victor não abandona os maus hábitos, acaba se apaixonando por uma jovem junkie e sai de casa. Onze anos depois, Pamela descobre que o pai vive na mesma cidade e decide vê-lo novamente. Tudo perdoado conta de forma bela e simples sobre como amar se transforma em conflito quando convive com a necessidade do perdão.

Paris é Bonita (Paris c'est joli)
MOSTRA MUNDO - ÁFRICA
Comédia, França/Nigéria, 1974, 23’.
Direção: Inoussa Ousseini
Elenco: Jo Anouma, Charlotte French

Fotografia: Gérard de Battista
Montagem: Mireille Abramovici

Um jovem africano chega à França clandestinamente. Em 24 horas ele será mistificado, enganado e destituído de seus poucos bens. Após uma noite na cidade e apesar de toda sua família ter ficado em seu país, ele envia uma carta em que escreve Paris é bonita.

Taafe Fanga, Poder de Saia (Taafe Fanga, Pouvoir de Pagne)
MOSTRA MUNDO - ÁFRICA
Comédia, França, 1997, 103’

Direção: Adama Drabo
Elenco: Fanta Bérété, Ramata Drabo, Ibrahim Koita, Hélène
Diarra
Roteiro: Adama Drabo
Fotografia: Lionel Cousin
Montagem: Rose Evans-Decraene

Uma lenda do folclore africano é o ponto de partida desta comédia, onde o presente e o passado se confundem. Sidiki Diabaté é o guia para as montanhas de Bandiangara e para a cultura do povo Dogon, estruturada em símbolos e mitos próprios. L'Albarga, a máscara dos espíritos da falésia, símbolo de poder, cai nas mãos de Yayème, uma adolescente, e provoca uma desordem em Yanda. As mulheres trocam a saia pelas calças, fumam alegremente e assumem o poder da aldeia. Em contrapartida, os maridos assumem o papel doméstico, obrigados a assegurar os cuidados infantis e administrar a cozinha. Maldição? Castigo Divino? Com o controle em suas mãos elas tentam dar um novo rumo ao local.

A cabeça de mamãe (La Tête de Maman)

Coleção Primeiros Diretores - França

Comédia dramática, França, 2005, 95’
Direção: Carine Tardieu
Elenco: Karin Viard, Chloé Coulloud, Kad Merad, Pascal Elbé, Jane Birkin, Sarah Cohen-Hadria, Arthur Ligerot, Jérôme Kircher Roteiro: Carine Tardieu, Michel Leclerc
Fotografia: Aurelien Devaux
Montagem: Dorian Rigal-Ansous

A cabeça de mamãe conta a história da menina Lulu, que vê sua depressiva mãe entregando a vida, com um péssimo casamento e óbvios problemas de saúde, que refletem uma mente auto-centrada e hipocondríaca. A garota descobre que no passado sua mãe foi muito feliz e viveu um intenso romance. Determinada com a idéia de resgatar a alegria da mãe, Lulu começa uma divertida peregrinaç

ão, que inclui sexo, um triângulo amoroso, traição, valores e drogas.

Animações Canadenses - Programa 1
MOSTRA MUNDO - CANADÁ

O gato da neve (Snow Cat)

Animação, Canadá, 1998, 23’

De Sheldon Cohen
Elsie, que mora numa casa isolada no norte distante, deseja
desesperadamente ter um animal de estimação para fazer-lhe companhia. Cheia de sabedoria e sensibilidade, esta história emocionante é perfeita para a sensibilidade de uma criança.
Christopher muda o seu nome (Christopher changes his name)
Animação, Canadá, 2000, 7’
De Cilia Sawadogo

Christopher detesta seu nome – é muito comum! Ele o muda e descobre quão especial era seu nome verdadeiro.
The Cora Player
Animação, Canadá, 1996, 7’
De Cilia Sawadogo
Dois jovens africanos de classes sociais diferentes querem desafiar a tradição e ser livres para se amar.
The Tournament
Animação, Canadá, 1995, 7’
De Francine Desbiens
Uma garotinha surda que joga contra um garoto arrogante num torneio de xadrez não se deixa afetar pelo seu escárnio mas responde calorosamente às atenções de um jovem poeta.

Animações Canadenses - Programa 2
MOSTRA MUNDO - CANADÁ

Ludovic, o presente da neve (Ludovic – The Snow Gift)
Animaçã
o, Canadá, 2001, 14’
De Co Hoedeman. Conto terno e encantador que evoca a relação aconchegante entre a criança e seu brinquedo predileto, permitindo um vislumbre ao mundo mágico e misterioso da infância.
O castelo de areia (The Sand Castle)
Animação, Canadá, 1977, 13’
De Co Hoedeman. O personagem prin
cipal nesta história é o Homem de Areia, que tem mágica nas mãos para esculpir estranhas criaturas de areia e dar-lhes vida.
As rosas cantam na neve fresca (Roses Sing on New Snow)
Animação, Canadá, 2002, 7’
De Yuan Zhang. Maylin prepara refeições de dar água na boca no restaurante do seu pai em Chinatown, mas seu pai e seus irmãos ficam com a fama.
De longe (From Far Away)

Animação, Canadá, 2000, 7’
De Shira Avni/Serene El-haj Daoud. História comovente de Saoussan, uma menininha que luta para se adaptar a um novo mundo depois que foi desalojada de sua terra arrasada por uma guerra.

Animações Canadenses - Programa 3
MOSTRA MUNDO - CANADÁ

O conto da Cinderela Pinguim (The Tender Tale of Cinderella Penguin)
Animação, Canadá, 1981, 10’
De Janet Perlman. Desenho animado que mostra com muita graça e imaginação a história de Cinderela representada por pinguins.
O gato voltou (The Cat Came Back)
Animação, Canadá, 1988, 8’
De Cordell Barker. Curta hilariante baseado numa velha canção folclórica do mesmo nome.
Quando o pó baixa (When the Dust Settles)
Animação, Canadá, 1997, 7’11”
De Louise Johnson. O vento das pradarias não é o responsável pela sujeira que voa neste filme: os culpados são vizinhos roedores com um apetite nada amistoso pela raiva e pela vingança.
Luzes para Gita (Lights for Gita)
Animação, Canadá, 2001, 7’34”

De Michel Vo. Gita, de oito anos de idade, mal pode esperar para comemorar Divali, o festival hindu de luzes de sua cidade natal. Só que, onde ela está agora não é nada como Nova Delhi, de onde ela vem.
A coruja que se casou com um ganso (The Owl who Married a Goose: An Eskimo Legend)
Animação, Canadá, 1974, 8’
De Caroline Leaf. Conto Inuit sobre um ganso que se deixa cativar pelos encantos de uma coruja.

Animações Canadenses - Programa 4
MOSTRA MUNDO - CANADÁ

Jantar para dois (Dinner for Two)
Animação, Canadá, 1996, 8’
De Janet Perlman. A paz na mata é quebrada quando dois camaleões se envolvem em um conflito com resultados catastróficos.
A mágica de
Anansi (The Magic of Anansi)
Animação, Canadá, 2001, 7’
De Jamie Mason.
Anansi, a aranha, está cansada de ser desprezada pelos animais da floresta só porque suas teias não capturam insetos.
Com vovó (With Grandma)
Animação, Canadá, 1999, 10’
De Françoise Hartmann. Quando seus pais a deixam sozinha pela primeira vez, Madeleine os vê partir com lágrimas nos olhos. Felizmente, sua avó lá está para fazê-la sair da tristeza.
Como os dinossauros aprenderam a voar (How Dinosaurs Learned to Fly)
Animação, Canadá, 1995, 6’
De Munro Ferguson. Os dinossauros estavam procurando por encrenca: não comiam nada que não fosse porcaria, nunca escovavam os dentes, ficavam acordados até tarde. Os antigos mamíferos os alertavam: “Vocês vão se tornar extintos se continuarem com isto”. Eles riam... e através dos tempos, transformaram-se em pássaros.
Christopher, por favor, arruma o seu quarto! (Christopher, please clean up your room!)
Animação, Canadá, 2001, 7’
De Vincent Gauthier. Christopher é uma criança e tanto. Ele é maneiro, é legal e é esperto. Mas tem um problema: é bagunceiro.
Toda criança (Every Child)
Animação, Canadá, 1979, 6’13”
De Eugene Fedorenko. Filme produzido a pedido da UNICEF ilustra o direito de toda criança a ter um nome e a ter uma nacionalidade.

O leão da estrela
MOSTRA MUNDO - PORTUGAL

Comédia, Portugal, 1943, 121’
Direção: Arthur Duarte
Elenco: António Silva, Erico Braga, Milú,
Maria Eugénia
Roteiro: João Bastos, Fernando Fragoso, Ernesto Rodrigues, Félix Bermudes
Fotografia: Aquilino Mendes
Montagem: António Martins

Uma comédia hilariante. Anastácio, fanático do Sporting, vai ao Porto com a família e aproveita para assistir ao clube do seu coração. Ficam hospedados na casa da riquíssima família Barata, que tinham conhecido numa estância de Férias. Anastácio, escondendo a sua condição social de seus anfitriões, se faz passar por homem rico. A situação complica-se quando Eduardo Barata, o filho do casal, se apaixona por Jujú, filha de Anastácio, e os dois decidem casar-se. A cerimônia é em Lisboa e o pai da noiva tem que manter as aparências a todo o custo.


segunda-feira, 9 de março de 2009

5º Festival de Verão do RS de Cinema Internacional em sua 5ª edição


Em sua quinta edição, o Festival de Verão do RS de Cinema Internacional acontecerá pela primeira vez em março. Entre os dias 12 e 19 uma farta programação será oferecida.
As exibições na Sala P F Gastal ocorrerão a partir de 13 de março.
Confira maiores detalhes no site
www.festivalverao.com.br

SALA P. F. GASTAL SEGUE EXIBINDO FILMES DE HERMANO PENNA


SALA P. F. GASTAL SEGUE EXIBINDO FILMES DE HERMANO PENNA

A Sala P. F. Gastal (Usina do Gasômetro - 3º andar) segue exibindo na próxima semana o filme Olho de Boi, de Hermano Penna. Vencedor do Kikito de melhor ator para Gustavo Machado e melhor roteiro (assinado por Marcos Cesana) no Festival de Gramado em 2007, o filme teve uma passagem relâmpago nos cinemas de Porto Alegre no final de 2008, e agora ganha uma nova oportunidade para encontrar seu público.

Olho de Boi transpõe a tradição da tragédia grega para o sertão profundo do Brasil. Ao mesmo tempo em que faz uma livre adaptação da tragédia Édipo Rei, de Sófocles, o filme também explora o território geográfico e literário onde habitam os personagens do mestre Guimarães Rosa. O filme marca a primeira experiência de Hermano Penna na direção de um roteiro que não foi escrito por ele. A trama acompanha o drama de Modesto (Genézio de Barros) e seu protegido Cirineu (Gustavo Machado), dois peões de fazenda que se embrenham no sertão em busca de vingança. Modesto sofre com a suspeita trazida pela revelação que Cirineu lhe faz. Sua mulher Evangelina (Angelina Muniz) o está traindo com seu próprio irmão. Fato ou não, o ódio, a mágoa, o ciúme e o amor formam um amálgama de sentimentos que confundem a razão e cegam a verdade. Tudo está refletido no olho escuro de um boi e no olhar cego de um Deus mudo.

Olho de Boi está em cartaz nas sessões das 15:00 e 19:00. Já na sessão das 17:00, o público pode ver o filme mais conhecido de Penna, Sargento Getúlio.

Em sua estréia no longa-metragem, Hermano Penna toma como base o romance Sargento Getúlio, de João Ubaldo Ribeiro. Premiado nos festivais de Gramado e Locarno, na Suíça, o filme é ambientado na década de 1940 e promove uma reflexão sobre o poder político e as relações entre opressor e oprimido. Na companhia do motorista Amaro, o sargento Getúlio (Lima Duarte) deve transportar um preso político do interior da Bahia até Aracaju, no Sergipe. Durante a viagem, a situação política se altera e o sargento recebe ordens de libertar o preso. Inconformado com a situação, passa a ver no cumprimento da missão a única razão de sua existência.

Olho de Boi. Brasil, 2007. Direção de Hermano Penna. Com Gustavo Machado, Genézio de Barros e Angelina Muniz. Colorido. Duração: 72 minutos.

Sargento Getúlio. Brasil, 1983. Duração: 85 minutos. Direção de Hermano Penna. Com Lima Duarte, Fernando Bezerra, Orlando Vieira e Flávio Porto.

SALA P. F. GASTAL

GRADE DE HORÁRIOS

Semana de 10 a 15 de março de 2009

Terça-feira (10 de março)

15:00 – Olho de Boi

17:00 – Sargento Getúlio

19:00 – Olho de Boi

Quarta-feira (11 de março)

15:00 – Olho de Boi

17:00 – Sargento Getúlio

19:00 – Olho de Boi

Quinta-feira (12 de março)

15:00 – Olho de Boi

17:00 – Sargento Getúlio

19:00 – Olho de Boi

A partir de sexta-feira, dia 13 de março, a Sala P. F. Gastal recebe a programação do 5º Festival de Verão do RS de Cinema Internacional, que será divulgada no início da próxima semana, mas Olho de Boi permanece em uma sessão.



quarta-feira, 4 de março de 2009

Público prestigia a reabertura da Sala P. F. Gastal


O filme Olho de Boi, dirigido por Hermano Penna teve um concorridíssimo coquetel de lançamento, ontem à noite na Sala P. F. Gastal. O evento marca a reabertura da Sala em 2009.

A partir de hoje, dia 4 de março, Olho de Boi será exibido nas sessões das 15:00 e 19:00. Já na sessão das 17:00, o público poderá ver o filme mais conhecido de Penna, Sargento Getúlio.

Sargento Getúlio volta a cartaz em Porto Alegre

Sargento Getúlio, também de Hermano Penna, será exibido em sessões paralelas às do filme Olho de Boi.

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2009

DIRETOR HERMANO PENNA DEBATE SEU FILME MAIS RECENTE NA SALA P. F. GASTAL

A Sala P. F. Gastal (Usina do Gasômetro - 3º andar) retoma suas atividades no dia 3 de março, terça-feira, com a presença do diretor Hermano Penna, que estará relançado na cidade seu último filme, o drama Olho de Boi. Vencedor do Kikito de melhor ator para Gustavo Machado e melhor roteiro (assinado por Marcos Cesana) no Festival de Gramado em 2007, o filme teve uma passagem relâmpago nos cinemas de Porto Alegre no final de 2008, o que fez com que o diretor, inconformado com a situação, tomasse a iniciativa de promover ele próprio este relançamento. A sessão, que será antecedida por um coquetel aberto ao público a partir das 19 horas, tem entrada franca, e após a exibição, marcada para as 20 horas, Penna estará debatendo o filme com a platéia, ao lado do montador Milton do Prado, um dos sócios da produtora Clube Silêncio.

Olho de Boi transpõe a tradição da tragédia grega para o sertão profundo do Brasil. Ao mesmo tempo em que faz uma livre adaptação da tragédia Édipo Rei, de Sófocles, o filme também explora o território geográfico e literário onde habitam os personagens do mestre Guimarães Rosa. O filme marca a primeira experiência de Hermano Penna na direção de um roteiro que não foi escrito por ele. A trama acompanha o drama de Modesto (Genézio de Barros) e seu protegido Cirineu (Gustavo Machado), dois peões de fazenda que se embrenham no sertão em busca de vingança. Modesto sofre com a suspeita trazida pela revelação que Cirineu lhe faz. Sua mulher Evangelina (Angelina Muniz) o está traindo com seu próprio irmão. Fato ou não, o ódio, a mágoa, o ciúme e o amor formam um amálgama de sentimentos que confundem a razão e cegam a verdade. Tudo está refletido no olho escuro de um boi e no olhar cego de um Deus mudo.

Diretor com extenso currículo na TV e no cinema, Hermano Penna realiza com Olho de Boi seu quinto longa-metragem. Hermano, que dirigiu também inúmeros documentários, médias e curtas-metragens, tornou-se conhecido do grande público brasileiro na década de 80, quando dirigiu Sargento Getúlio, baseado no romance de João Ubaldo Ribeiro, um dos filmes mais vistos da história do cinema nacional e vencedor de festivais no Brasil e no exterior, como Melhor Filme em Gramado e Melhor Direção em Locarno (na Suíça), ambos em 1983.

A partir de quarta-feira, dia 4 de março, Olho de Boi será exibido nas sessões das 15:00 e 19:00. Já na sessão das 17:00, o público poderá ver o filme mais conhecido de Penna, Sargento Getúlio.

O diretor Hermano Penna estará disponível para entrevistas em rádio e televisão já na segunda-feira, dia 2 de março.

Olho de Boi. Brasil, 2007. Direção de Hermano Penna. Com Gustavo Machado, Genézio de Barros e Angelina Muniz. Colorido. Duração: 72 minutos.

SALA P. F. GASTAL

GRADE DE HORÁRIOS

Semana de 3 a 8 de março de 2009

Terça-feira (3 de março)

15:00 – Olho de Boi
17:00 – Sargento Getúlio
19:00 – Olho de Boi

Quarta-feira (4 de março)

15:00 – Olho de Boi
17:00 – Sargento Getúlio
19:00 – Olho de Boi

Quinta-feira (5 de março)

15:00 – Olho de Boi
17:00 – Sargento Getúlio
19:00 – Olho de Boi

Sexta-feira (6 de março)

15:00 – Olho de Boi
17:00 – Sargento Getúlio
19:00 – Olho de Boi

Sábado (7 de março)

15:00 – Olho de Boi
17:00 – Sargento Getúlio
19:00 – Olho de Boi

Domingo (8 de março)

15:00 – Olho de Boi
17:00 – Sargento Getúlio
19:00 – Olho de Boi

segunda-feira, 5 de janeiro de 2009

JARDINS DO DMAE VOLTAM A RECEBER PROJEÇÕES DE VIDEOARTE



A Coordenação de Cinema, Vídeo e Fotografia da Secretaria Municipal da Cultura de Porto Alegre, após um breve recesso, volta a exibir mais uma edição do projeto Videoarte nos Jardins do DMAE. O projeto, que reúne anualmente – e sempre ao término da primavera – artistas e arquitetos para a montagem de uma instalação ao ar-livre dedicada à experimentação no campo do audiovisual, chega em sua quarta edição. Este ano, a mostra traz a Porto Alegre as obras Anaesthetics, do artista e designer de moda cipriota Hussein Chalayan, e Triangulum, da dupla brasileira Gustavo Jahn & Melissa Dullius, ambas projetadas em uma estrutura concebida pelo arquiteto Bernardo de Magalhães.

Hussein Chalayan

Depois de apresentar, em anos anteriores, trabalhos de ícones da arte contemporânea, como a norte-americana Miranda July, e o alemão Julian Rosefeldt, o projeto Videoarte nos Jardins do DMAE agora traz a Porto Alegre a incensada obra do cipriota Hussein Chalayan, que pela primeira vez será mostrada no Brasil.

Depois de migrar da Europa Central ainda bastante jovem, Chalayan estabeleceu-se em Londres na década de 1990 e passou a atuar como designer de moda lançando coleções altamente experimentais, marcadas por constantes referências à arquitetura e pelo uso sofisticado da tecnologia. Seus primeiros desfiles-performance lhe garantiram um posto de destaque no terreno movediço onde hoje se estabelecem, de maneira ambígua e polêmica, as relações entre arte e moda. Visto por alguns como excessivamente conceitual para os padrões voláteis e mercantilistas do mundo fashion, nos anos 2000 o designer canalizou sua produção em duas direções, senão opostas, complementares.

A marcante coleção de graduação de Chalayan, composta por roupas que haviam sido enterradas em seu jardim, antes de ganharem as passarelas do prestigioso Central Saint- Martins College of Arts, foi seguida por outra que apresentava modelos vestindo burcas negras em tamanhos decrescentes, até que finalmente fosse revelada por completo a nudez dos corpos femininos. Na esteira desse processo criativo, seguiram-se outros notáveis experimentos de ordem formal e também estética, tais quais a coleção de air-mail dresses (vestidos de papel que se transformavam em envelopes permitindo o envio pelo correio); a coleção apresentada em uma sala de estar que paulatinamente era desfeita à medida em que as modelos vestiam-se com as peças do mobiliário – mimetizando refugiadas em uma zona de conflito; e o desfile das roupas que, acionadas por controle remoto, assumiam formas completamente novas.

Em paralelo ao seu trabalho com moda, Chalayan deu início a uma impactante trajetória no universo de bienais, museus e galerias mundo afora. Um de seus trabalhos de maior sucesso, o vídeo Place to Passage parte da construção de um casulo automotivo de vidro que viaja pela superfície terrestre em altíssima velocidade, enquanto a figura andrógina em seu interior envelhece em frente do espectador e diante das paisagens urbanas de Londres, do deserto nevado da Rússia ou da cidade de Istambul, na Turquia, terra natal de Chalayan.

Mais alegórico e abstrato que seus trabalhos anteriores, o vídeo Anaesthetics, em exibição nos Jardins do DMAE, trata do modo como a violência é camuflada em diferentes sociedades através de rituais estéticos. Em um lugar similar a um laboratório, experimentos misteriosos são realizados em onze cenas altamente estilizadas; mudanças e metamorfoses determinam a atmosfera através da transformação de diferentes vestimentas das coleções de Chalayan e de seus objetos conversíveis feitos de madeira.

Triangulum desafia a estética e a geografia contemporâneas

A obra Triangulum, filmada e encenada no Cairo pelos artistas Gustavo Jahn e Melissa Dullius, situa-se entre o cinema e a videoarte, desafiando aqueles que insistem na manutenção de formas e estéticas distintas para ambas as práticas. Ao pôr à prova tais limites arbitrariamente instituídos, a dupla volta à carga com novo exercício de embaralhamento das noções de tempo e espaço –a exemplo do que já haviam feito anteriormente com o filme Éternau. Preocupados com a construção de uma estética e geografia próprias –o que logram fazer com originalidade e habilidade dissonantes no atual cenário artístico–, a dupla de brasileiros radicados em Berlim renova a onda de apropriações rétro propondo uma narrativa instável que, embora beba na fonte do Cinema Marginal e da filmografia de Glauber Rocha, se faz genuinamente contemporânea.

A Arquitetura

Para exibir os trabalhos de Hussein Chalayan e da dupla Gustavo Jahn e Melissa Dullius, o arquiteto porto-alegrense Bernardo de Magalhães concebeu uma estrutura tubular de formas orgânicas e assimétricas em cujo centro, suspenso, está um prisma que serve como tela de projeção. Durante o dia, a instalação se apresenta como uma escultura ao ar-livre nos Jardins do DMAE; à noite, ela torna-se quase imperceptível para dar lugar às obras sobre ela projetadas. Magalhães formou-se em arquitetura no UniRitter, especializou-se em design gráfico e arquitetura efêmera em Barcelona e paisagismo em Oslo.

A exposição pode ser visitada até o dia 11 de janeiro de 2009, entre 20:00 e 22:00, de terças a domingos.

A entrada é franca.

Os Jardins do DMAE localizam-se na Rua 24 de Outubro, 200 (Bairro Moinhos de Vento).

Recesso Sala P F Gastal

A Sala P F Gastal está em recesso de final de ano.
No período em que estiver fechada, a Sala terá seu café e banheiros reformados, primeira etapa de uma série de outras melhorias previstas para este ano.

Em breve estaremos divulgando a programação, que deve retornar ao normal em torno de 20 de janeiro de 2009, ano em que o cinema da Usina do Gasômetro comemora seu 10º aniversário (o espaço foi inaugurado em maio de 1999).


Feliz 2009

A Sala P F Gastal deseja a todos
os seus frequentadores, parceiros e amigos
um Feliz Ano Novo,
repleto de paz...
e bons filmes